quarta-feira, 22 de maio de 2019

o 1° tróleibus-articulado do Brasil teve 2 carrocerias, 6 proprietários, 7 (ou 9?) pinturas e 7 numerações

https://omensageiro77.wordpress.com/2019/05/17/camaleao-8000-da-cmtc-o-1-troleibus-articulado-do-brasil-teve-2-carrocerias-6-proprietarios-7-ou-9-pinturas-e-7-numeracoes/

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

(Zona Leste, faixa 4, Vermelha, do Inter-Ligado)

Imagens pertencentes ao sítio Revista Portal do Ônibus. Créditos mantidos. Visite as fontes.
Local:
São Paulo-SP.
Data:
1985 (acima) e década de 10 do século 21 (abaixo).
Viação:
Acima: CMTC (estatal municipal); abaixo: Himalaia Transportes.
Carroceria:
Articulado: Caio Amélia (acima) e Marcopolo Torino (abaixo) –
Motor
Elétrico (tróleibus).
Observações:
Divulgação de Douglas de Cézare; É o mesmo ônibus, que foi re-encarroçado e privatizado.

São Paulo, 1985. A viação estatal municipal CMTC-SP recebe dois sanfonados movidos a energia elétrica, numerados 8000 e 8001. Vamos aqui portanto falar dos primeiros tróleibus-articulados do Brasil.

Nessa postagem estamos vendo somente o nº 8000, que originalmente era Caio e foi re-encarroçado como Marcopolo.

Na foto acima, ele está na pintura 'Trovão Azul' da CMTC - a viação estatal era dispensada da padronização 'Saia-&-Blusa' imposta as particulares. Na imagem abaixo, o buso - já privatizado, a CMTC não existe mais desde 1994 - ostenta a padronização 'Inter-Ligado', vigente desde 2003 até a atualidade (escrevo em 2019)


A ideia eram esses serem os exemplares-piloto, seriam encomendados 420 tróleibus-articulados pra operarem nos corredores da Paes de Barros (Z/L, pronto em 1980) e Santo Amaro (Z/S, finalizado no meio dessa mesma década de 80). Mas não se deu dessa forma, ficaram só esses 2 veículos mesmo.

Como acabo de dizer, o 8000 a princípio era carroceria Caio – depois foi re-encarroçado pra Marcopolo. Já o 8001 começou e terminou como Marcopolo, igualmente foi re-encarroçado, mas apenas trocaram uma carroceria mais velha por outra mais nova porém mantendo a marca.

Ambos participaram do projeto 'Fura-Fila' nos anos 90. Mas não vingou, o corredor exclusivo elevado sobre o Rio Tamanduateí foi implantado sim, mas com rede de tróleibus não, é operado por veículos a dísel (ou elétricos híbridos, que dispensam fiação). Assim o 8000 e 8001 voltaram pras linhas normais, na rua, sem embarque em nível.

Ambos os busões foram aposentados somente em 2012 – foram 27 anos de pista portanto! Além disso, o 8000 foi reformado e mantido preservado como ônibus-museu.

Ele merece essa homenagem. Afinal, aqui está a história do transporte em São Paulo resumida num único ônibus, o primeiro tróleibus-articulado do Brasil.

Com quase 3 décadas de bons serviços prestados, o bichão pegou muitas fases do transporte paulistano, foi se adaptando a todas. E sendo reformado pra se adequar a cada uma delas. Assim, o mesmo ônibus, o originalmente 8000 da CMTC, teve:

2 carrocerias, começou Caio e acabou Marcopolo. Até aqui, não tem nada tão extraordinário. Re-encarroçar ônibus é uma prática comum entre os frotistas. Nessa postagem eu mostro 2 busões que saíram de Curitiba e foram re-encarroçados em Manaus-AM. É o mesmo caso, um já era Marcopolo e apenas recebeu um ‘corpo de metal’ mais novo, mas o outro era Caio e também virou Marcopolo.

A questão é que no caso do 8.000 da C.M.T.C. o re-encarroçamento é só uma das mudanças pelas quais esse bichão sobreviveu. Além disso ele:
Mapa do Inter-Ligado.

Pertenceu a 6 viações diferentes. Pois começou como sendo da CMTC, viação estatal municipal que foi privatizada em 1994. Nas mãos das empresas particulares ele alternou por mais 5 proprietários.

Ostentou impressionantes 9 pinturas distintas. OK, se você considerar as 3 primeiras fases do ‘Municipalizado’ como sendo a mesma pintura, ainda assim ele teve 7 pinturas diferentes.

Recebeu nada menos que 7 numerações, começou 8000 e acabou 4-1486 (mas a placa, quando ele a teve, era CDL-8000, pra lembrar a original).

Outros aspectos que o ‘camaleão’ 8000 alternou durante sua vida útil: começou como ‘Frota Pública’ e depois virou particular; trocou várias vezes entre as Zonas Leste e Sul (começou na Z/L, foi pra Z/S, breve volta a Z/L, curto retorno a Z/S, voltou pra Z/L onde se aposentou); 
 
Nos seus primeiros anos não tinha placas (como todos os tróleis em SP de então, articulados e tamanho normal), depois foi emplacado; saiu de fábrica com letreiro de lona, e passou a usar letreiro eletrônico, mas voltou pra lona; quando chegou entrava por trás, não tinha ar-condicionado e portas somente a direita – acabou com ar, portas dos dois lados (elevadas a esquerda) e embarque dianteiro.
..........

Nessa reportagem eu mostro todas as fases do bichão, com dezenas de fotos - e também a seu 'irmão gêmeo', o 8001, esse já nasceu Marcopolo.

- 'CAMALEÃO' 8000 DA CMTC: O PRIMEIRO TRÓLEIBUS-ARTICULADO DO BRASIL TEVE 2 CARROCERIAS, 6 PROPRIETÁRIOS, 7 (OU 9?) PINTURAS E 7 NUMERAÇÕES
https://omensageiro77.wordpress.com/2019/05/17/camaleao-8000-da-cmtc-o-1-troleibus-articulado-do-brasil-teve-2-carrocerias-6-proprietarios-7-ou-9-pinturas-e-7-numeracoes/
 
Mais uma imagem, do busão com carroceria Marcopolo e na pintura Inter-Ligado do século 21 - vigente em SP desde 2003. Na faixa 4, Vermelha, do 'I-L', a que atende a Zona Leste. As outras faixas são:

Mais matérias sobre  São Paulo/Capital:

Ônibus-Zepelim em Belém do Pará.
 
Reformei a postagem, mostrando diversos exemplos de manifestações que se encerraram apenas pra retornarem décadas depois: o restaurante dentro do avião, o táxi-Fusca, pinturas-protóptipo e as janelinhas ovais sobre a porta da Caio, até o famoso Zepelim entrou na história.

Pois ideias são atemporais, já que são Energia. Energia nunca morre.

NO NINHO DAS COBRAS (janeiro/16) – É o Butantã, Zona Oeste, óbvio. Nomeia o famoso ‘Instituto Butantan’, aquele que produz soros anti-ofídicos e vacinas. Dessa vez não visitei o Instituto. O foco da matéria é retratar um pouco do bairro, a Vila Gomes e Jd. Bonfiglioli,

 
Segura essa: no Chile também teve capelinha!

- CAPELINHA: RIO, SP, B.H., BELÉM E POA; PLACA NO ALTO: ESTAMOS NO SUDESTE

Quem perto de 40 (escrevo em 2021) vai lembrar quem em muitas cidades antigamente os busos tinham ‘capelinhas’ – letreiro menor no teto pro nº da linha.

Mostra o Sudeste e mais Belém-PA, Porto Alegre-RS e até Brasília-DF (onde houve esse apetrecho em maior escala), além de dar um panorama global.

Falo também de um costume, nos anos 70 e 80 típico do Sudeste Brasileiro e também presente no Chile e Argentina: pôr a chapa na grade de respiração do motor, e não no espaço próprio pra isso no para-choques.

SP:A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais. 

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)

Ao lado um antigo Caio Bela Vista da  Bola Branca de 'saia' vermelha e 'blusa' bege (algumas imagens pertencem ao sítio Revista Portal do Ônibus)

 “A CIDADE CINZA” – fotografando a Zona Leste (fevereiro/18). Na verdade o foco se restringe a Vila Carrão e imediações. Mas não deixa de ser a primeira matéria na Z/L.

 
ponte - pichacao
SP: a "Selva de Pedra".
Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens que já fiz sobre a cidade. Retratei partes das Zonas Central (o Centrão mesmo e o vizinho Bom Retiro) e Sul (Brooklin e Planalto Paulista). Na Zona Sul dois bairros de classe média-alta – dessa vez, não fui a periferia.
 
Falo um pouco da modernização do transporte igualmente.


- "PIXAI POR NÓIS" - A MARGINAL TIETÊ E A DUTRA - Breve ensaio fotográfico na Marginal Tietê (ao lado) e comecinho da Dutra. Portanto pegando as Zonas Central e Norte – inclui algumas tomadas no subúrbio metropolitano de Guarulhos.
 

Outras reportagens sobre o tema:

- TABELA TROCADA

Dezenas de exemplos de busões operando em linhas ou mesmo cidades distintas do que sua pintura indica. 
 
Ao lado Busscar com pintura do metropolitano de B. Horizonte/MG operando em Barreiras/BA.
 
(A fonte dessa imagem é o blogue WelderBus.) 

Seja emprestados em testes ou quando foram vendidos e o novo dono simplesmente não repintou.

Também aparecerão ônibus com ‘tabela trocada’ dentro da mesma cidade.

Por exemplo esse Expresso “Frota Pública” de Curitiba operando como Inter-Bairros.

 Se estivesse na tabela correta, o buso seria verde, como aquele que o ultrapassa ao fundo.

Repare que a placa de itinerário atrás da porta é verde (essa e outras fotos são do acervo do portal Ônibus Brasil).

Peraí: micro-ônibus com 3 eixos??? Só pode ser na Paraíba!

Na capital João Pessoa, onde amam tanto ônibus trucado que até micrinho é Tribus.

- TERRAS DO TRIBUS (ÔNIBUS TRUCADO) URBANO: PARAÍBA, RIO GRANDE DO NORTE E SÃO PAULO

Esses 3 estados – SP, PB e RN – concentram essa manifestação no Brasil.

Por consequência são comuns também nos vizinhos estados do Nordeste.

Especialmente em Pernambuco e Sergipe e já mais raros na Bahia.

Em verde e branco em São Paulo, na faixa 1 da padronização ‘Inter-Ligado’.

 A esquerda no Terminal Central (não-integrado) de Durbã, 2017. A África do Sul também curte Tribus.

Voltando a nossa nação, evidente que eles existem pelo Brasil todo. Achei fotos dos trucados no:

Norte do Paraná, Mato Grosso, Rio (esse só no tempo jurássico), em Minas, Pará (nesse caso já desativado) e no Rio Grande do Sul.

O 1º Tribus do Brasil veio do interior de Santa Catarina, vejam vocês.

Era uma Rural, que o dono adaptou o 3º eixo – como a tomada histórica registrou.

(A fonte da imagem é o sítio da viação autora da façanha, a Turiscoll.)

Na mesma região, o Oeste de SC, encontramos nos tempos atuais também um micro-tribus, como ocorre na Paraíba.

 "Deus proverá"



quarta-feira, 15 de maio de 2019

2-Andares no Brasil: Osasco (também na Grande SP)

https://omensageiro77.wordpress.com/2015/04/20/saia-blusa-onibus-paulistanos-1978-1991/

Origem da imagem: internet (sítio Railbuss já extinto).
Local:
Osasco, Grande São Paulo-SP.
Data:
Virada da década de 80 pra 90.
Viação:
CMTO (estatal municipal).
Carroceria:
Thamco Fofão (ODA – Ônibus 2-Andares).
Motor
Scania.
Observações:
Divulgação de Douglas de Cézare.

Osasco, Zona Oeste da Grande São Paulo, início da década de 90. Ônibus (O.D.A.) operado pela viação estatal municipal CMTO (Companhia Municipal de Treansportes de Osasco), que foi extinta nos anos 2000. 

Thamco “Fofão” Scania. Todos os 2-andares brasileiros dos anos 80 eram Thamco Scania, 'Fofão' sendo o apelido carinhoso do modelo. No andar de cima só se pode viajar sentado. Em Osasco foram 4 exemplares.

São Paulo inaugurou a onda dos ônibus 2-andares no Brasil. Se inspirou em Londres/Inglaterra, que não apenas consagrou esse modelo, mas os consagrou sendo vermelhos. Pois bem. Os ODA da CMTC paulistana também eram vermelhos. Já os da sua 'irmã menor', a CMTO, eram brancos.

Coloco assim, 'irmã menor', porque Osasco pertenceu ao município de São Paulo até 1964 – por isso os 'Papa-Filas' (caminhões pesados que na carreta puxavam uma carroceria de ônibus, o 'pai do articulado) da CMTC um dia fizeram linha pra Osasco.

Enfim, Osasco se separou da capital e virou município a parte – essa é a razão pela qual uma de suas principais vias se chama 'Avenida dos Autonomistas', homenageando os que lutaram pela emancipação.

Repito agora algumas informações já grafadas na abertura da série "2-Andares no Brasil", pois valeram pra todas as cidades que contaram com esse modal. 

2-andares da CMTC, na capital paulista.
Além de SP Capital e Osasco, houve 2-andares também em Goiânia-GO e Recife-PE. Sempre por viações estatais, respectivamente a CMTC-SP, CMTO/Osasco, Transurb/Goiânia, CTU/Recife. Segundo alguns, houveram também 2-andares em Uberlândia-MG, mas nesse caso nunca vi fotos, não posso assegurar se é ou não verdade.

Em São Paulo existiram dezenas de 2-andares, 27 sendo mais exato. Em Osasco, também Grande SP como todos sabem, 4 exemplares circularam. Assim foi no Sudeste.

No Centro-Oeste, em Goiânia foram creio que 3 ônibus 2-andares. No Nordeste, o Recife teve apenas 1, um 'filho único'. Não houve O.D.A. em transporte regular nem no Sul tampouco no Norte Brasileiros (em compensação, se serve de consolo, o Sul e o Norte são quem concentram as casas de madeira em nossa Pátria Amada).

Em Osasco eram brancos, operados pela CMTO.

Mas essa é outra história, que já contei outro dia. Voltando a busologia, vamos falar um pouco da carroceria. Havia a fabricante Ciferal (Cia. Industrial de Ferro e Alumínio), do Rio de Janeiroalias ela funcionava no mesmo barracão que um dia sediou a saudosa F.N.M. (Fábrica Nacional de Motores), em Duque de Caxias, no Grande Rio. Nos anos 70, a Ciferal abre uma filial em São Paulo, que se chamava 'Ciferal Paulista'.

Na virada dos anos 70 pra 80, um antigo gerente da 'Ciferal Paulista' a compra e a desmembra da matriz carioca. A nova fábrica passa a se chamar Condor. Só que a Condor tem vida curta, e em 1985 abre falência. O empresário Thamer Butros compra a Condor, e a renomeia 'Thamco', sendo o 'Tham' de seu nome e 'Co' de Condor. A fábrica da Thamco era em Guarulhos, na Grande São Paulo. Como falado e é notório, os primeiros 2-andares brasileiros nos anos 80 são todos Thamco.

 

Hoje, os 2-andares brasileiros são Busscar e Marcopolo, após a falência da montadora (de Joinville-SC) Busscar 100% Marcopolo (sim, a Busscar voltou em 2018, mas somente pro segmento rodoviário. Ela, ao menos por hora, não produz mais ônibus urbanos).

Detalhe. Nos anos 90 a Thamco também já havia ido a pique. A massa falida foi renomeada 'Neobus'. Após alguns meses operando ainda no galpão na Grande São Paulo (Guarulhos), ela se relocou pra Caxias do Sul-RS, mesma cidade da Marcopolo. Hoje a Marcopolo é dona de 40% da Neobus. A Ciferal foi outra que também faliu, e foi comprada, advinhe, pela Marcopolo. 

Isto posto, voltemos a falar dos 2-andares. Como sabem, esse modal começou em Londres. Onde são vermelhos, é claro. Na capital da Inglaterra houveram um bichões muito longevos, que circularam décadas e décadas ininterruptamente (digo, não sei se foi a 1ª cidade a ter ODA, certamente é ali que o modal se tornou clássico).Uma leva de veículos produzidos nos anos 50 só saiu de operação já nesse milênio (segundo algumas fontes somente na segunda década desse milênio). Ou seja, os 2-Andares originais de Londres rodaram por 5 décadas sem sair da pista, ou quase isso – assim cumprindo na Europa o papel que os tróleibus cumprem na América, o de serem 'museus vivos'

Ônibus 2-andares é ideal pra linhas turísticas, quando são poucos passageiros endinheirados que estão passeando, sem horário a cumprir. Aí só vai gente sentada, reduzindo os problemas de circulação. 

Joanesburgo, África do Sul, 2017.

Vou dizer com todas as letras: ônibus 2-andares não são adequados pro transporte de massas, de linhas carregadas usadas pendularmente pela classe trabalhadora. Pra essas linhas é preciso articulados, que não têm escada, aí você dinamiza o fluxo no interior do veículo: todo mundo entra pela frente e vai se dirigindo pra trás, onde há muito espaço pra se acomodar e várias opções pra sair. 

Pois num 2-andares a escada toma boa parte do espaço do salão interior, onde é feito o embarque/desembarque e cobrança de passagem. Ademais, a própria escada já é um gargalo de circulação, se alguém está subindo e outro vem descendo, quem sobe tem que recuar. Você imagina o cenário: dia útil, 5 e pouco da tarde

Centro da cidade, as filas gigantescas pra massa trabalhadora entrar nos busões e se dirigir a seus distantes subúrbios. Chega o busão 2-andares. Você vai lá pra cima, pois o vagão de baixo é minúsculo, o motorista a frente, a escada no meio e o motor atrás, quase não sobra espaço pros passageiros. 

Chega a hora de descer e você tem que ir se espremendo no corredor e na escada. Tem gente sentada nos degraus, o vagão de baixo está lotado até o limite, não cabe mais uma pessoas sequer. Você tem que ir achando um espacinho, pedindo licença, empurrando

Andar em ônibus 2-andares pra linhas de massa é um pesadelo (passei recentemente pela experiência na África do Sul, e foi um sufoco). São Paulo e mais 3 cidades (o subúrbio metropolitano de Osasco, na Zona Oeste da Grande São Paulo, Goiânia e Recife) fizeram o teste, repetindo.

Já quando eu era criança cheguei a andar várias vezes no 2-andares paulistanos. Nesse caso foi curioso e lúdico, pra um menino busólogo tudo é festa, mas pra quem pega todo dia não é nada divertido.

Santiago do Chile, 2015.

Agora, por outro lado em 2015 pra ir do Centro ao Aeroporto de Santiago/Chile eu fui de 2-andares. Trata-se de uma linha diferenciada, prum público de maior poder aquisitivo. Aí sem problemas, o buso vai vazio, você sobe e desce com calma a escada, e circula no salão sem atropelar ninguém nem ser atropelado. 

O mesmo vale pras diversas LinhasTurismo’, já andei várias vezes nesses 2-andares aqui em Curitiba, e em 2012 também na Cidade do México

 


O veredito: pra Linha Turismo 2-andares é o ideal, um atrativo em si mesmo. Mas pra transporte urbano regular, nem pensar. Hoje, o Brasil entendeu isso, felizmente. 

 

Matéria completa:

Inaugurando esse modal no transporte de massas em nosso país. E eles eram exatamente na mesma cor que os de Londres, que os inspiraram.

Além da capital paulista Osasco (também na Grande SP), Goiânia-GO, Recife-PE e Uberlândia-MG contaram com esse tipo de veículo no transporte urbano. Atualmente só rodam em nosso país nas chamadas ‘Linhas-Turismo‘.

Mostro também os 2-andares na Grã-Bretanha, Europa continental e em várias ex-colônias do império britânico.

 

SÉRIE "2-ANDARES NO BRASIL" (com exceção da 1ª matéria, os demais são dos anos 80 e 90)

  •  RECIFE (somente um exemplar, o 090 da CTU)

 - OSASCO, GRANDE SP (essa matéria que acabam de ler)

 

2-ANDARES PELO MUNDO:

3 ANDARES EM BERLIM, ALEMANHA (sim, ônibus com 3 andares, 2 lances de escada! Mais um pouco e teria até elevador . . .)

 

- BONDE DE 2 ANDARES EM HONG KONG, CHINA (como sabem, colônia britânica até 1997)

 

Rodo-trem na Austrália.

A Saga da Transgenia Automobilística/Busófila vai Continuar!

Pra quem que não sabe o que é isso, é mais simples que parece:  

Trata-se de veículos adaptados pra um uso distinto do original que saiu da fábrica. 

Ônibus-Zepelim em Belém do Pará.

Ou já saiu assim de fábrica, mas é uma variação interessante, curiosa, de um outro veículo de tipo mais comum. O exemplo são os busos com 2-andares.

Seguem as matérias, onde documento centenas de casos como os dessas fotos:

TRANSGENIA BUSÓFILA (E AUTOMOTIVA EM GERAL)

TEM QUE VER PRA CRER: SEGUE A ‘TRANSGENIA AUTOMOTORA’

BUSO-TREM, BUSO-BARCO BRASUCA, BONDE 2-ANDARES: MAIS TRANSGENIA MUNDO AFORA

RODO-TREM, MONOBLOCO ARTICULADO, PÉ-GIGANTESCO, MEIO-A-MEIO: É CADA GAMBIARRA (TRANSGENIA)!!

 Ao lado uma Kombi-Avião! Não sei se voa de verdade, sendo sincero.

Mais matérias sobre  São Paulo/Capital:

 
Reformei a postagem, mostrando diversos exemplos de manifestações que se encerraram apenas pra retornarem décadas depois: o restaurante dentro do avião, o táxi-Fusca, pinturas-protóptipo e as janelinhas ovais sobre a porta da Caio, até o famoso Zepelim entrou na história.

Pois ideias são atemporais, já que são Energia. Energia nunca morre.

NO NINHO DAS COBRAS (janeiro/16) – É o Butantã, Zona Oeste, óbvio. Nomeia o famoso ‘Instituto Butantan’, aquele que produz soros anti-ofídicos e vacinas. Dessa vez não visitei o Instituto. O foco da matéria é retratar um pouco do bairro, a Vila Gomes e Jd. Bonfiglioli,

 
Segura essa: no Chile também teve capelinha!

- CAPELINHA: RIO, SP, B.H., BELÉM E POA; PLACA NO ALTO: ESTAMOS NO SUDESTE

Quem perto de 40 (escrevo em 2021) vai lembrar quem em muitas cidades antigamente os busos tinham ‘capelinhas’ – letreiro menor no teto pro nº da linha.

Mostra o Sudeste e mais Belém-PA, Porto Alegre-RS e até Brasília-DF (onde houve esse apetrecho em maior escala), além de dar um panorama global.

Falo também de um costume, nos anos 70 e 80 típico do Sudeste Brasileiro e também presente no Chile e Argentina: pôr a chapa na grade de respiração do motor, e não no espaço próprio pra isso no para-choques.

SP:A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais. 

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)

Ao lado um antigo Caio Bela Vista da  Bola Branca de 'saia' vermelha e 'blusa' bege (algumas imagens pertencem ao sítio Revista Portal do Ônibus).


 
1º tróleibus-articulado do Brasil nos anos 80.
Fabricado em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi re-encarroçado Marcopolo. Comprado estatal, foi privatizado. Iniciou a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra Z/L. Ficou sem placa por 15 anos aproximadamente (até a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não eram emplacados), começou na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona, ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda. 
 
Enfim, o bichão é um museu-vivo do transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um ônibus-museu - se houvesse espaço, ele estaria no 'Museu da CMTC' aqui retratado.

 
ponte - pichacao
SP: a "Selva de Pedra".
Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens que já fiz sobre a cidade. Retratei partes das Zonas Central (o Centrão mesmo e o vizinho Bom Retiro) e Sul (Brooklin e Planalto Paulista). Na Zona Sul dois bairros de classe média-alta – dessa vez, não fui a periferia.
 
Falo um pouco da modernização do transporte igualmente.

- "PIXAI POR NÓIS" - A MARGINAL TIETÊ E A DUTRA - Breve ensaio fotográfico na Marginal Tietê (ao lado) e comecinho da Dutra. Portanto pegando as Zonas Central e Norte – inclui algumas tomadas no subúrbio metropolitano de Guarulhos.
 
 
"Deus proverá"