terça-feira, 29 de novembro de 2022

Paranaguá entra na era do articulado - esse também veio usado de Porto Alegre

 

 


Origem das imagens: internet. Créditos mantidos.
 
Local: Paranaguá-PR.

Data: Perto da virada do milênio.

Viação: Rocio.

Carroceria: Marcopolo Torino '2' articulado.

Motor: Scania.

Observações: Torino '2', aquele que como marca indelével tinha o letreiro saltado no teto,oficialmente é o Torino '1989.

   
Paranaguá: a cidade mais antiga do Paraná acabara de implantar a padronização dos ônibus por categoria. Num primeiro momento os articulados receberam a cor azul-escura. A maior parte da frota ficou em azul-claro, ao fundo vemos alguns nesse tom (foto na garagem da empresa).

Pguá., como é abreviada, é a maior cidade do Litoral do estado, e abriga o 3º maior porto do Brasil (atrás de Santos-SP e Rio de Janeiro).  
 
Se perde no geral pra esses dois portos do Sudeste, em compensação Paranaguá é o maior porto graneleiro do Brasil.
 
Os ônibus “metropolitanos, que ligam os diversos municípios do litoral do Paraná entre si, são na essa decoração verde e branca.

Term. Central de Paranaguá no século 20.

(No interior de São Paulo esse tipo de serviço inter-municipal que pega estrada é chamadosuburbano‘.)

De volta ao Litoral do PR, essas as linhas são feitas pela Graciosa, com pintura livre.

Que é a mesma com que ela adorna seus ‘carros’ do modal rodoviário

Um dia, suas linhas metropolitanas da Grande Curitiba tiveram a mesma decoração. 

Todavia, não é mais o caso há muito, desde 1992 sendo mais exato.

Próxs. 2 fotos: 1ª padronização, por categoria.
Falemos agora dos ônibus parnanguaras.

PADRONIZAÇÃO POR CATEGORIA; A SEGUIR UMA PINTURA PRA TODA FROTA

(Como em Fortaleza) –

O transporte em Paranaguá fica por conta da Viação Rocio.

Nos anos 80 e 90 a pintura da frota era como vemos acima, azul-claro com uma faixa branca.

Curiosamente na mesma época essa idêntica decoração era usada por 2 viações da Grande Curitiba:

Esse é o ônibus 13 mil produzido pela Busscar.

A Piedade que faz o modal municipal de Campo Largo e a Antonina que puxa linhas metropolitanas entre a capital e Alm. Tamandaré.

Perto da virada do milênio veio a padronização por categoria de linha.  

A maioria das linhas em azul-claro, como nesse Torino ‘4’ parado no ponto a direita. Algumas linhas em amarelo, um exemplo ao lado.

Ainda no RS, um da mesma leva que foi p/ Pguá. .

O mesmo tipo de padronização adotado também em várias cidades (em algumas ainda vigente, outras a usaram até pouco tempo atrás):

Curitiba, Belo Horizonte-MG, Recife-PE, Fortaleza-CE, Vitória-ES, Sorocaba e Piracicaba-SP, Londrina e Ponta Grossa-PR, Joinville, Blumenau e Criciúma/SC, e Los Angeles/EUA.

Nesse caso específico, escreveram “Paranaguá” na parte da traseira da lataria. As cores, repetindo, eram:

A maior parte dos ônibus ficou em azul-claro, as linhas “convencionais” digamos assim.

Pguá. padronizou toda frota nessa cor.

Parte da frota, entretanto, foi pintada de amarelo.

As linhas-tronco, pros bairros mais povoados, eram feitas por articulados em azul-escuro, como visto na foto maior sob a manchete..

Esse bichão alias foi comprado de 2ª mão de Porto Alegre-RS.

(Seguindo uma tradição, afinal em 1988 o 1º articulado de SC – que circulou em Chapecó – também veio de 2ª mão da capital gaúcha.)

Alias por isso tem duas “assinaturas” porto-alegrenses: 1) o eixo é a frente da porta dianteira, sob o motorista.

A inscrição “Paranaguá” permaneceu.

E, 2), só tem 2 portas: até bem recentemente os “sanfonados” da capital gaúcha eram dessa forma.

O que dificultava tremendamente o desembarque, mas fazer o quê? Se eles gostavam assim….

De branco com a faixa ondulada vermelha um articulado igual ao que foi pra Paranaguá ainda em ação em P. Alegre.

Não é exatamente o mesmo veículo, porém é um idêntico, mesmo motor (Scania), carroceria (Torino ‘2’), viação (NorTran) e pintura (“Eletro-Cardiograma”).

Linhas de pouca demanda com micrinhos.

De volta a maior cidade do Litoral do Paraná, a padronização por categoria não durou muito.

Ainda na 1ª década do novo milênio toda a frota foi pintada de azul-claro.

Independente de distinção de linha. Articulados, micros e os ‘carros’ de tamanho normal, todos ficaram da mesma forma. 

Esse dois articulados acima foram comprados 0km no PR, por isso tem 3 portas (se não for pedir muito….).

Ao lado um mais curto. Como pode ver sempre na mesma cor.

2011: transição entre as padronizações.

O detalhe é que exatamente o mesmo já havia acontecido em Fortaleza, que padronizou por categoria, no começo dos anos 90. Eram três categorias, cada uma com sua própria pintura:

“Troncais” ligando o Centro aos terminais; “Alimentadores” dos termais as vilas e bairros do entorno, e “Circular” conectando os terminais sem passar pelo Centro.

Porém em 1999, poucos anos após a implantação, a padronização por categoria foi abandonada e toda a frota de Fortaleza recebeu a mesma pintura, a que antigamente caracterizava os “Troncais.

A cor se mantém, mas agora só com brasão.

Em outros momentos já falamos bastante do Ceará. Então, retornando ao nosso foco de hoje, exatamente o mesmo aconteceu em Paranaguá alguns anos depois.

Todas as linhas foram uniformizadas em azul-claro, articulados, micros, tudo. 

Manteve-se o “Paranaguá” na lataria.

Em 2022 foi implantada a tarifa gratuita.

A partir da década de 10 (séc. 21, evidente) nova mudança. Inserem o brasão e a inscrição “Cidade de Paranaguá” perto da porta frontal do veículo.

Ao invés de simplesmente “Paranaguá” mais atrás, como era até então.

A foto acima a esquerda foi feita em 2011, ano que produzi essa matéria, e mostra o momento de transição:

Ainda há o nome do município em caixa-alta (letras maiúsculas) ao fundo, mas o brasão já presente a frente.

Ao lado e acima como é atualmente (2022): o brasão e o “Cidade de Paranaguá” (no detalhe na tomada a direita).

Toda a frota permanece em unicolor nesse tom de azul.

O REI DA ESTRADA –

(Publicado em 24 de junho de 2015)

Feito esse registro dos ônibus, dá tempo de fazer um adendo sobre os transporte de carga. Essa mensagem é de 2011, dizendo ainda mais uma vez. Muitas carretas eram modernas.

Porém no Porto de Paranaguá ainda haviam vários Jacarés Scania na pista – esses bichões são incansáveis (dir.).

Encerro com um desenho, um caminhoneiro na boléia de um desses "monstros de metal".

Matéria completa:
 
  
Outras postagens relacionadas:

 1988: SC ENTRA NA ERA DO ARTICULADO, GRAÇAS A CHAPECÓ

 


Inteiro de amarelo, o primeiro ônibus ‘sanfonado’ da história de Santa Catarina. Um Torino Volvo, que rodou em Chapecó. Da mesma forma foi adquirido usado de Porto Alegre-RS. 

Abaixo nos anos 80: Porto Alegre na padronização EBTU - como dito, também adotada em Florianópolis, Brasília, Campinas e Maceió.

Se não for o mesmo veículo é do mesmo lote.

(Nota: sim, eu sei, a Marcopolo diz que esse modelo é São Remo.

Só que ele é muito parecido com o Torino, que lhe sucedeu.

Não tem nada em comum nas linhas com o São Remo que o antecedeu. 

Então fica como ‘Torino’ mesmo.)

Abordo um pouco da história do transporte em Chapecó, no Oeste catarinense.

Ainda assim sobrou uma palhinha até pro vizinho Paraná.

Ao lado um ônibus antigo em Foz do Iguaçu, na ‘Tríplice Fronteira, Oeste do PR.

Da extinta viação Irmãos Rafagnin.

Vamos falar de uma cidade brasileira. Que teve no entanto auxílio dos gringos na fundação e começo da colonização.

PÉ-VERMELHO

 Publicado em outubro de 2019, originalmente só com Londrina; ao lado nessa cidade  com pintura livre, que vigorou até 1994.

Foi reordenado em janeiro de 2022, incluindo Maringá.

Conto, de forma resumida é claro, a História do Transporte as duas maiores cidades do interior do Paraná.

Como todos sabem, trata-se de Londrina e Maringá, no Norte do estado.

Um pouco acima um clássico da TCGL – Transp. Col. Grande Londrina, na pintura livre (branco com faixas amarela e verde).

A seguir “azulão” da mesma viação, na pintura padronizada (já extinta, infelizmente): buso unicolor conforme a categoria da linha.

Londrina, a ‘Pequena Londres’, foi planejada e povoada no início sob a diretriz da Cia. de Melhoramentos do Norte do Paraná.

Empresa, como o nome da cidade indica, de capital britânico.

E na tomada acima um belo Torino 1 em Maringá, a "Cidade-Canção", anos 80

Todo adornado com as cerejeiras floridas.

‘CAPITAL DOS CAMPOS GERAIS’: PONTA GROSSA, PARANÁ

4ª maior cidade do estado, no Centro (geográfico) do PR, a região chamada 'Campos Gerais'.

Atualizei a matéria, adicionando novas fotos e texto. 

Acrescentei uma seção contando a história dos ônibus ponta-grossenses, dos anos 70 até hoje.

Acima e ao lado articulados em P. Grossa.

O azul na foto noturna na pintura anterior.

O verde na atual (2022) unicolor – ao fundo o Centro da cidade.

A padronização também é por categoria de linha, como Londrina e Paranaguá foram no passado.

 - "ENCONTRO DAS ÁGUAS (E DO MERCO-SUL)": FOZ DO IGUAÇU E A 'TRÍPLICE FRONTEIRA BRASIL/ARGENTINA/PARAGUAI

 Matéria será reformada pra mostrar detalhadamente o transporte no Oeste do estado. Foz (que além dos sistema municipal tem o modal "urbano/internacional" pra Cidade do Leste/Paraguai e Porto Iguaçu/Argentina); e  vou mostrar também Cascavel e Toledo.

Seguindo a seção de nostalgia do nosso canal de comunicação, vamos mostrar os caminhões Mercedes-Benz. Principalmente a chamada linha AGL, produzida de 1966 a 1989 no Brasil.

Variações técnicas do motor a parte, a marca registrada é que a cabine era sempre a mesma, redonda.

Esse, evidente, é um CMTC.

Do tipo avançada, que hoje praticamente não é mais fabricada em boa parte do mundo.

(Os EUA e países da Anglosfera como Austrália e Canadá são exceção, eles ainda apreciam um caminhão ‘bicudo‘.)

A série AGL vendeu mais de meio milhão de unidades, sendo por isso chamada de ‘Fusca das Estradas‘ – além da alta vendagem, o 11-13 e o ‘Fuca’ compartilhavam as linhas arredondadas.

Bem como o ônibus Monobloco, também redondo e outro imenso sucesso da Mercedes-Benz do Brasil. Já escrevi sobre eles aqui, aqui, e aqui.

Enfim, do ônibus e dos VW Fusca, ainda o carro mais vendido da Terra, já falamos melhor outro dia. Aqui o foco são os Mercedões.

O carro-chefe da AGL era o modelo 11-13, com 207 mil deles produzidos de 1969 a 1987. Ao lado um deles  vencendo a neve em Santa Catarina.

Por conta do 11-13 a Mercedes liderou o mercado de caminhões por 35 anos em nosso país:

De 1969 – justamente no lançamento do ’11-’13’ – até 2004, quando passou o posto pra Volkswagen.

De 1966 a 1982 havia apenas um farol redondo de cada lado.

De 82 a 89, quando a série foi encerrada, foi acrescentada uma ‘máscara negra’, e passaram a ser 2 faróis quadrados de cada lado.

São mateus sul interior paraná pr sms caminhão periferia 11-13 merced azul vende-se bicudo motor saltado frente
São Mateus do Sul-PR, agosto de 16.

Na Alemanha a série AGL foi fabricada de 1958 a 1982. Não houve a versão de ‘máscara negra’ por lá.

A Mercedes-Benz do Brasil foi a filial que mais produziu caminhões da marca, só atrás da matriz alemã.

A 1ª fábrica, em São Bernardo do Campo (ABC Paulista, na Grande SP), foi inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek em 1956.

Produzindo caminhões completos ou apenas importando de forma desmontada e montando no local, a Mercedes também teve fábricas na Arábia Saudita, África do Sul, Irã e Nigéria.

 Reportagem completa com dezenas de fotos:

- "A ESTRELA BRILHA" - (sobre os caminhões Mercedes-Benz, obviamente, que foi a líder do mercado brasileiro por décadas);

 Outras matérias sobre caminhões e ônibus: 

Do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.

- F.N.M., EIS O PIONEIRO DOS PIONEIRO: “NÃO ABANDONA A MISSÃO”

Falamos inclusive dos caminhões Fiat no Brasil e exterior.


- TEM QUE VER PRA CRER: SEGUE A 'TRANSGENIA AUTOMOTORA' (Mostramos os 'Papa-Filas' em diversos países, aquela transgenia entre caminhão-carreta e ônibus - no Brasil a maioria dos Papa-Filas era Fenemê);

- "A ESTRELA BRILHA" - (sobre os caminhões Mercedes-Benz, obviamente, que foi a líder do mercado brasileiro por décadas);

- "É UM SCANIA": QUEM OUVIU O RONCO DESSE BICHÃO JAMAIS ESQUECE 

(A Mercedes foi líder sim, mas de caminhões pitocos. Entre as carretas quem era o ‘Rei da Estrada’ era Scania);


- DO 'FAIXA AZUL' AO FAIXA PRETA': OS VOVOS DO SÉCULO 20 (Centrado mais nos caminhões, mas falamos também dos ônibus, um pouco do Brasil e especialmente do Peru). Ao lado: Curitiba, 1980: a Volvo começa a fabricar caminhões no Brasil. O 1º modelo foi o N10.
 

- "SÉCULO 20: 'AZULÃO EM CURITIBA SÓ NO METROPOLITANO; E "VOLVO ERA VOLVO..." (Aqui o foco é o transporte coletivo; abordo também o fato que Curitiba só foi ter ônibus azuis municipais em 2011, antes não) 

BR-116, BR-381, ETC: COMO AS RODOVIAS SÃO NUMERADAS

Qual o critério dos prefixos das estradas federais brasileiras?

Numa das matérias mais lidas da página eu explico – no mapa a BR-101, a ‘Rodovia Beira-Mar’ brasileira.

 "Deus proverá"

domingo, 20 de novembro de 2022

Terminal do Boqueirão: Convencional fazendo linha Alimentadora - ainda de lona em 2022!!

 

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

Imagem acima de autoria própria. Circulação livre, desde que os créditos sejam mantidos. Algumas das fotos abaixo são puxadas da internet, créditos mantidos sempre que impressos nas mesmas.

Local:

Curitiba-PR

Data:

10/2022.

Viação:

CCD (antiga Cristo Rei), parte do Consórcio Pioneiro.

Carroceria:

Marcopolo Viale.

Motor:

??? (Prov. Mercedes-Benz)

Observações:

Os dois atrás da "São José Urbana" (antiga Carmo).

 

Terminal Boqueirão, Zona Sul de Curitiba, outubro de 2022. Viale da CCD (ex-Cristo Rei) na linha Hauer/Boqueirão.

Pra quem não é de Curitiba, o Eixo Sul-2 de Expresso liga o Centro a parte oriental da Zona Sul. São 3 terminais, o Hauer no bairro Vila Hauer, óbvio, e 2 terminais no bairro Boqueirão: o de mesmo nome (onde foi feita essa foto) e o Carmo, entre esse e o Hauer. 

Os 3 terminais são ligados  diretamente, na canaleta, pelas linhas de Ligeirinho e pelo Expresso, em 2 modais: há as linhas paradoras e o Ligeirão, que só para nos terminais. Então quem precisa ir do Hauer ao Boqueirão, ou vice-versa, vai pela canaleta, através de uma dessas opções que acabei de citar.

Além disso há duas linhas alimentadoras que também ligam os terminais Hauer e Boqueirão, mas não vão pela canaleta, exatamente ao contrário, fazem um contorno pra servir as vila ao redor. Têm os mesmos pontos inicial e final, mas o trajeto é diferente: 

O Hauer/Boqueirão mostrado nessa imagem vai pela parte alta do Boqueirão, a direita da Marechal perto da divisa com o Xaxim, uma região mais aburguesada. 

Ainda no Term. Boqueirão, foto feita no mesmo dia.
O Iguape 2 segue, ao contrário, pela parte mais baixa, a esquerda da Marechal, perto do Rio Belém e portanto da divisa com o Uberaba. Passa por uma região bastante industrializada, e mais popular, ainda moradia da classe trabalhadora.

Por conta dessa diferença de público, a frequência do Iguape 2 é bem maior: uma viagem a cada 7 ou 8 minutos no pico, e 15 minutos no entre-pico. No Hauer/Boqueirão, respectivamente, 15 a 17 minutos no horário de movimento e 28 minutos no meio do dia (dados de nov.22). Os números falam por si mesmos. 

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Acima vemos 2 articulados do mesmo modelo, cor e viação, a São José dos Pinhais. A diferença é que o ao fundo cumpre linha metropolitana, no caso a E11-Boqueirão/Afonso Pena, e o da frente está em linha municipal de Curitiba, a 528-Boqueirão/Pinheirinho. Desde 2010 a antiga viação Carmo é oficialmente a "São José Urbana".

Focando agora no busão da foto maior abaixo da manchete,  é um Convencional da antiga Cristo Rei, inclusive com a letra ‘C’, deveria fazer linha, oras, Convencional na Zona Leste, mas está em linha Alimentadora da Zona Sul – a “licitação” de 2010 levou a formação de consórcios, acabando com a área de atuação das empresas individualmente.

Ligeirinho Boqueirão-Centro Cívico, em foto de 1992.

A partir de 2018 eliminaram a cor amarela, os novos Convencionais são laranjas como os Alimentadores, além da cor compartilham a letra ‘I‘. Antes de toda frota ser renovada em laranja está tendo “promiscuidade”, busos amarelos como Alimentadores e laranjas como Convencionais.

Linha escrita na lona. Essa safra de Viales  fabricados por volta de 2006 são os últimos ônibus de letreiro manual na Grande Curitiba, 99,9% da frota já dispõem de letreiro eletrônico (a Mercês também têm alguns Viales contemporâneos na mesma condição). Então fica registrado que pelo menos até o final de 2022 existiu letreiro de lona em Ctba. .

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O Ligeirinho Boqueirão/Centro Cívico foi o 1º de Curitiba, inaugurado em abril de 1991. Por isso a primeira linha de ônibus do Brasil com embarque em nível - ao lado do Corredor que passa pela Barra Funda em SP, que passou a operar no mesmo mês, embora no caso paulista a inauguração oficial tenha sido em julho de 1991. De São Paulo falamos bastante em outras oportunidades, inclusive de seu sistema de transportes

Aqui, voltando a Ctba., a foto acima é de 1992, poucos meses após a inauguração dos Ligeirinhos. Sabemos disso pela identificação do veículo, '9231', só com números. Ainda em 1992 foi implantado o sistema alfa-numérico, que vigora até hoje (2022).

Como o nome indica, a linha Boqueirão/Centro Cívico liga os terminais do eixo Sul-2 (o de mesmo nome, o Carmo e o Hauer) ao Centro e depois ao Centro Cívico, bairro ainda na Zona Central

Em azul o citado Expresso Ligeirão pro Boqueirão em tomada de 2015. A partir de 2011 Curitiba teve, pela 1ª vez, ônibus municipais azuis. Durou pouco. A partir de 2018 os Expressos voltaram a serem vermelhos.

Matérias sobre o Boqueirão e bairros vizinhos:

Boqueirão: Entre o Centro e o CIC (janeiro de 2015): Na dimensão de tempo, e não na de espaço. Explico. Na história de Curitiba, apenas 3 bairros conseguiram ocupar em algum momento o posto de mais populoso: Centro, Boqueirão e Cidade Industrial. O Centro foi o bairro que teve mais habitantes da cidade por quase 3 séculos, da fundação a 1970. O CIC é desde 1990, e o será pelos próximos 3 séculos ou mais.

Apenas o Boqueirão conseguiu se inserir entre esses dois. Em 1980, o Boqueirão foi o mais populoso, feito que nenhum outro bairro jamais repetirá. Pois nunca nenhum dos outros 72 bairros curitibanos conseguirá ultrapassar a Cid. Industrial (que concentra sozinha 10% dos habitantes de Curitiba).

Xaxim Social”: Jardim Maringá debaixo de chuva é mil grau (maio de 2014).

Ao lado e logo abaixo: Jd. Maringá (J.M.), no Xaxim. O busão sai do Terminal do Carmo.

“Xaxim Social” é um trocadilho com o Xaxim e o Jardim Social, como os “curitibocas” sabem.

A ironia é que o Jd. Social (Zona Leste) é o 2° bairro de renda mais alta da cidade, só atrás do Batel (Zona Central).

Enquanto que, inversamente, o Xaxim é um bairro de periferia.

Acontece que o Xaxim se aburguesou intensamente desde a virada do milênio.

Entretanto partes dele ainda são de classe trabalhadora.

O J.M. é um desses pedaços. Confira o passeio – debaixo de um toró – na área.

Uma rua cheia de sobrados artesanais, a “Cidade da Laje”.

O Trem-Bala da Leste: 475-Canal Belém (fevereiro de 2014). Nesse dia fui do Boqueirão a PUC a pé pelo trajeto do ônibus. Mostrando um pouco do Uberaba as margens do maior rio de Curitiba.

Mais postagens sobre o transporte coletivo em Curitiba:

CIRCULAR CENTRO, AQUI JAZ:  O FIM DOS ÔNIBUS BRANCOS EM CURITIBA

No início os anos 80 Curitiba implantou seu revolucionário sistema de transporte coletivo. Padronizando a frota em unicolor, a cor indicava a categoria.

Por quase 40 anos, de 1981 a 2020 Curitiba teve ônibus brancos, enquanto durou o Circular Centro (esq.).

Brasília: a ‘Zebrinha’ se foi mas voltou!

As categorias Vizinhança e Inter-Hospitais, e por um tempo até o Alimentador Zoológico, também utilizaram a mesma cor, em períodos diferentes da história.

No entanto em 2020 acabou. Assim como o azul, o branco também foi eliminado do sistema de transporte curitibano.

Tem mais, mostro várias categorias que igualmente foram feitas por micros, em várias cidades brasileiras: Porto Alegre, Brasília, o Rio, o Recife e Santos. Como essas linhas começaram, e como estão hoje.

Se tudo fosse pouco, no Chile um desses micros teve um triste final . . .virou varal!

– CHEGOU O LIGEIRÃO NORTE – DEPOIS DE 5 ANOS…UFA 

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.



(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, ConvencionaisIntrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)
 

DE CURITIBA PRO MUNDO

DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.





ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.
O busólogo curitibano Osvaldo Teodoro Born fez um excelente trabalho de mostrar cada um deles, em sua página ‘A Folha do Omnibus‘(infelizmente retirada do ar).

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Ligeirão na descida do Juvevê, 2018.
 
 
Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjascinzas e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Repetindo o que já foi dito acima e é notório: ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
 
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

2021: enfim os Expressos na L. Verde Norte/Leste.
– LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal.
 
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andarA Linha Turismo não era vista com tanta importância.
 
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.

Canal Belém na Estação PUC da Linha Verde.

2021: UFA! 14 ANOS DEPOIS, ENFIM INAUGURADA A LINHA VERDE NORTE/LESTE – Incompleta por enquanto (julho de 2021)

A “Linha Verde” é o antigo traçado urbano da BR-116.

Curitiba não é mais a mesma. Antes a cidade inovava: Nos anos 70 e 80 criou - a nível global - o conceito de ônibus "Expresso" (corredores exclusivos, terminais de integração, etc.). Em  1992 foi aqui que começou a rodar o primeiro bi-articulado do Brasil.

 Agora…quanta diferença: o corredor da ‘Linha Verde’ começou a ser construído em 2007. Só em 2021 começou a circular um Expresso no trecho Leste/Norte da linha. 14 anos e meio depois. 

Ainda assim, incompleta. Só inauguraram 3 novas estações (escrevo em 21): Fagundes Varela, Vila Olímpica e PUC. Ainda faltam mais 5.

Antes tarde que nunca, ao menos agregou novas opções de integração, as estações-tubo F. Varela e PUC são mini-terminais. Onde é possível baldear gratuitamente pra diversas linhas Convencionais, Alimentadores e Inter-Bairros. A esquerda acima o Convencional Canal Belém integrando gratuitamente na Estação PUC (ao fundo o Circo Vostock, que está fixo no local há alguns anos).

Linhas do Terminal Roça Grande, Colombo.

- TATUQUARA, ZONA SUL: O TERMINAL QUE NÃO É TERMINAL -
(atualizado em maio de 2021, quando da inauguração do mesmo)

Não é terminal porque foi planejado errado, não tem linhas troncais (Ligeirinho nem Expresso) tampouco Alimentadores próprios.  

Não agregou novas opções de integração. Resultado? Está vazio, grosseiramente sub-utilizado, pois não é útil aos moradores da região.

Exatamente como aconteceu antes na Zona Norte, em Colombo

Refrescando a memória, o Terminal Roça Grande ficou pronto em 2006, mas só foi inaugurado - de forma erra em 2009. 

E somente em 2016 se tornou um terminal de verdade, com linhas troncais feitas por articulados e alimentadores próprios. Faça as contas, 10 anos pra corrigir. Espero que no Tatuquara o ajuste leve menos que uma década. Bem menos.

Falo também da grande invasão que ocorreu no Tatuquara em 2020 - antes da eleição como é tradição em Curitiba - próximo a Vila Zanon. Situação tensa na Zona Sul.

 "Deus proverá"