sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Ponta Grossa, 2014: transição de pinturas


ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

 Autoria própria. Imagem de livre circulação, desde que os créditos sejam mantidos.
 
Algumas das fotos abaixo foram puxadas da rede, créditos mantidos sempre que impressos nas mesmas.

Local:

Ponta Grossa-PR.

Data:

04/2014.

Viação:

Campos Gerais (VCG).

Carroceria:

Neobus Mega.

Motor:

Mercedes-Benz.

Observações:

Linha: Catarina Miró.

 
Centro de Ponta Grossa, abril de 2014. Mega Mercedes da VCG ainda na pintura antiga, na época ainda majoritária na frota. Começara a transição pra nova pintura unicolor, inspirada na de Curitiba, que já era vista em alguns 'carros'.
 
Nicolas nos anos 60, nome da viação no teto.

BREVE HISTÓRIA DO TRANSPORTE EM P.G. –

As linhas da cidade são monopólio da Viação Campos Gerais (‘VCG’).

Que pertence a família Gulin, grupo que controla 70% da frota da capital do estado.

A Princesa dos Campos, cuja sede é em Ponta Grossa, também é de propriedade desse mesmo grupo, aliás. Aqui nosso foco é o transporte urbano.  

Em preto-&-branco 4 Nicolas.

Veneza ‘1’ nos anos 70.

Pra quem não sabe, a encarroçadora ‘Nicola’ é a gênese da Marcopolo, nome adotado em 1970.

Os busos trazem o nome ‘Viação Campos Gerais S.A’ no teto.

Como era corrente no Brasil nos anos 50 e 60, em viações urbanas e rodoviárias.

Costume que a Cometa preservou até recentemente, em pleno século 21.

Já há o logotipo da viação a frente da porta dianteira.

Detalhe que seria mantido nas duas próximas pinturas.

Acima Veneza ‘1’, igualmente com o eixo a frente da porta.

Configuração era comum a época, especialmente no Rio Grande do Sul.

Mas presente também em outros estados.

Depois, ao lado em vermelho e branco um São Remo de motorização traseira, que era rara nos anos 70, quano esse veículo foi fabricado.

Fez sucesso em P.G., a VCG teve vários nessa configuração.

Agora quase na mesma pintura, mas trocam o vermelho pelo azul. Caio Vitória já nos anos 90.  

Manteve-se o desenho, mudaram as cores – não há mais o logotipo  com a sigla ‘VCG’, agora vem escrito ‘Cidade de Ponta Grossa‘: 

Essa foi a 1ª pintura que presenciei pessoalmente. Na lona diz que a linha é ‘Esplanada’, complementada pela placa no vidro que acrescenta ‘T. Central‘.

Portanto ao menos o Terminal Central já estava ativo, havia começado o Sistema Integrado.

Onde é possível trocar de ônibus sem pagar nova passagem.

Ponta Grossa também teve Monoblocos. Na tomada ao lado 2 deles: na imagem principal um Mono ‘3’ (‘0-371’ na contagem oficial da Mercedes-Benz). 

No destaque Mono ‘2’ (0-364′), mais antigo.

Ao fundo supermercado Real, marca paranaense que marcou época também na capital, e foi extinta (r). O tempo passa . . .

A pintura branca com faixas azuis e o ‘Cidade de Ponta Grossa’ ainda teve uma última versão antes de acabar.  Veja acima, a faixa superior ficou clara, a inferior escura.  

Viação passa a assinar a frota com a sigla ‘VCG’ sob o nº, a frente do busão. Atrás da última porta logotipo do Sistema Integrado.

No final dos anos 90 além do Central entraram em operação os 3 terminais nos bairros:

Uvaranas na Zona Leste, Oficinas na Zona Sul e Nova Rússia na Zona Oeste.

Desde essa época é prometido que será feito um terminal também no Santa Paula, mas até agora (2022) nunca se materializou.

Ainda na concessionária.

Pra marcar o momento implantam uma nova pintura, inteira branca, vista nesse Monobloco ‘3’.

 Com VCG’ na dianteira, o ‘Sistema Integrado’ e seu logotipo ganham destaque.

A linha é Oficinas/Nova Rússia (via Term. Central), ou seja cruzando toda a cidade assando pelo Centro.

O ‘Rápido’ indica que essa linha troncal é o equivalente dos ‘Expressos’ curitibanos.

Nova pintura, ainda há o ‘VCG’ a frente.

Por volta de 1998 chegam os primeiros articulados ponta-grossenses.

Ainda na pintura branca que marca a Integração. Foi o momento que separaram as linhas troncais pros terminais de bairro.

A partir de agora são três linhas distintas: “Nova Rússia/T. Central”, “Oficinas/T. Central” e ”Uvaranas/T. Central”.

Não mais “Oficinas/N. Rússia” ou “Uvaranas/N. Rússia” via Terminal Central, como era anteriormente.

articulado-antiga
Saudosa Busscar.

No começo do novo milênio vem a nova pintura que vemos na foto ao lado e nas 2 fotos a seguir.

Nos ônibus pequenos, um misto entre azul e cinza com faixa ondulada vermelha.  

Já os articulados eram azuis-escuros, com a mesma faixa escarlate

No começo se mantém a sigla 'VCG' sob o para-brisas, visível no 'pitoco' logo acima e nos dois articulados no terminal.

Ao invés da inscrição ‘Cidade de Ponta Grossa’ na lataria está grafado apenas ‘Ponta Grossa’ (aliás Joinville-SC passou pelo mesmo processo).

Foto noturna, já com letreiro eletrônico.

Alias veja o letreiro desse “sanfonado” acima: a linha agora é “Oficinas/Terminal Central”.  

Cada terminal de bairro com seu próprio troncal radial pro Centro, não há mais linhas diametrais.

Pouco depois na frente passa a vir só o nº do ‘carro’, tiraram a sigla da viação.

Quando estive em Ponta Grossa em 2014 pra produzir essa matéria, essa pintura antiga era vista em muitos ônibus.

Sendo gradualmente substituída mas ainda comum na ocasião.

Catarina Miro - Vila XV - Ponta Grossa
Aqui e a seguir: Ponta Grossa, 2014.

Abaixo a imagem repetida sobre a manchete, aqui a vemos com o ângulo mais aberto.

E aí percebemos que atrás vem um micrão laranja unicolor, também Neobus como esse cinza.

Era o momento de transição entre as pinturas. Via-se tanto a antiga quanto a nova, as vezes na mesma cena.

Abaixo: flagrei também no Centro um Caio Apache ‘2’ já todo alaranjado.

A transição durou toda a segunda metade da década de 10 (séc. 21, evidente).

Transição: pinturas antiga e nova conviviam.

A tomada do termina, na sequência foi feita 4 anos depois, em 18.

Ainda há veículos na pintura cinza com faixa vermelha convivendo com os unicolores.

No novo padrão, os ônibus seguem com o ‘Ponta Grossa’ na lateral, e têm quase as cores dos de Curitiba:

Laranja, amarelo e verde, esses exatamente nos mesmos tons adotados aqui.

E também azul, que depois de décadas passou a existir no municipal de Ctba. Mas o tom de P.G. é mais claro.

Terminal Nova Rússia, 2018.

Em Ponta Grossa há 4 terminais, então (assim como em Joinville, Blumenau e Criciúma-SC, e também Londrina e Cascavel-PR entre outras cidades) todas as linhas são integradas.

Todas têm ao menos um ponto final em algum terminal.

Logo qualquer linha que você pegue te dá o direito de acessar todo o sistema pagando apenas uma vez.

Transição concluída: só busos unicolores.

No sistema ponta-grossense não há linhas ‘Convencionais’, não-integradas.

Dessa forma P. Grossa na prática adotou uma padronização por categoria de linha. No terminal a esquerda quase todas as cores juntas; faltou o azul, que só opera no pico.

Verdes: articulados nas linhas troncais, ligam o Term. Central aos terminais de bairro.

E também ao bairro Santa Paula, onde está projetada a construção de um terminal no futuro.

Equivalem, digo de novo, aos Expressos curitibanos, embora tenham copiado de forma exata a cor do Inter-Bairros da capital.

Neobus redondão, homenagem aos Monoblocos.

–  Laranjas: ônibus de tamanho normal, equivalentes aos alimentradores de maior demanda.

Que atendem as vilas mais populosas, onde mais gente usa ônibus.

Amarelos: micrões, fazem as linhas mais curtas, em que o movimento é menor.

Azuis: articulados Linha-Direta:

Bela imagem com o Centro ao fundo.

Operam apenas no pico; em P.G. chamados “Sem Parar“.

Fazem as linhas troncais Terminal Central/terminais dos bairros direto.

Não sendo possível embarque/desembarque nos pontos no meio do caminho.

Assim Ponta Grossa adotou o mesmo tipo de padronização criada em Curitiba no fim dos anos 70.

Usada igualmente no SEI/Recife-PE, Bogotá-Colômbia e agora até em Los Angeles-EUA.

A Campos Gerais segue cliente da Caio.

Também – atualmente ou num passado recente – em Belo Horizonte, Fortaleza-CE, Vitória-ES, entre as capitais; 

E Sorocaba e Piracicaba-SP, Londrina, Criciúma, Blumenau e Joinville no interior (além de outras cidades).

Atualizando: como já dito muitas vezes, o texto é de 2014.

Próxs. 2: modal 'suburbano', Princesa dos Campos e Iapó (respc.).

Na época Curitiba ainda estava entusiasmada com a chegada dos ônibus azuis, que então ocorrera recentemente, em 2011.

Foram apelidados de ‘maior ônibus do mundo’, e chegaram pra operar as linhas de ‘Ligeirão’ da Zona Sul, implantadas em 2009.

Em 2018, entretanto, decidiram eliminar tanto o azul quanto o amarelo do sistema curitibano.

Os Expressos voltaram a ser todos vermelhos, independente se ‘Ligeirões’ ou ‘paradores’.

Esse articulado começou sua vida útil em Ctba. .

E os Convencionais passaram a ser laranjas como os Alimentadores.

Curiosamente em 3 cidades, bem diferentes entre si, a categoria Linha Direta (ou ‘Ligeirão’) já foi azul, mas deixou de sê-lo: Curitiba, Joinville e Los Angeles.

Ainda assim Ponta Grossa adotou essa cor pro mesmo tipo de modal. Veremos se ali permanece.

......

A Princesa dos Campos (do mesmo grupo da VGC) opera linhas ‘suburbanas‘ em muitas cidades do PR e SP, sempre nessa pintura; em P.G., sua sede, também puxa esse modal.

Segura essa agora: a Viação Campos Gerais já operou também em Campinas.

Ex-Curitiba em Campinas, sem repintar.

A história do transporte na maior cidade do interior paulista teve momentos bem tumultuados nos anos 80, com locautes, encampações e confrontos entre viações/perueiros/poder público.

Foi nessa época que a viação ponta-grossense atuou no sistema municipal campineiro.

Inclusive levando ônibus daqui de Curitiba, que operaram em território paulista com a padronização curitibana!

Veja a garagem acima: bem no meio há um Haragano ex-viação Marechal, na cor amarela dos Convencionais da capital do PR (tanto a Marechal quanto a VCG são do mesmo grupo).

PRAÇA VERMELHA, MOSCOU, RÚSSIA.

Os dois das pontas são Condor (“Ciferal Paulista“) da antiga CCTC – ‘Cia. Campineira de Transp. Coletivo’, que pertencia a Viação Cometa.

A CCTC se recusou a adotar a padronização implantada em 1985 em Campinas, e usou sua própria pintura até acabar, em 1989.

Que era exatamente essa, vermelho com uma faixa cinza no meio. A VCG assumiu do espólio da CCTC, ao menos parte dele, por isso vemos essa pintura.

Os outros 3 busões, ao menos esses, estão na padronização municipal de Campinas da época, branco com uma faixa colorida:

A princípio a cor da faixa deveria indicar a categoria de linha, como em Curitiba da época e ainda hoje, e como Ponta Grossa atualmente.

ALFABETO CIRÍLICO- QUIEV, UCRÂNIA

No entanto não se deu dessa forma, cada viação ficou com uma cor, independente do tipo de linha.

Assim Campinas acabou usando, nos anos 80, uma padronização por região da cidade, como a Capital Paulista.

Digo, cada viação deveria ter uma cor. Eram tempos difíceis em Campinas, e por vezes nem isso foi respeitado.

Por isso a VCG tem ônibus na pintura padronizada com duas cores na faixa:

Amarela (o Monobloco ‘2’ ao lado do Haragano inteiro amarelo) e faixa marrom (o da esquerda é também um Mono ‘2’, o da direita outro Condor, provavelmente ex-CCTC repintado).

Confira matéria completa:

‘CAPITAL DOS CAMPOS GERAIS’: PONTA GROSSA, PARANÁ

De 1981 a 2020 Ctba. teve busos brancos.

Atualizei a matéria, adicionando novas fotos e texto. Acrescentei uma seção contando a história dos ônibus ponta-grossenses, dos anos 70 até hoje.

Agora a série sobre Curitiba:

 – CIRCULAR CENTRO, AQUI JAZ:  O FIM DOS ÔNIBUS BRANCOS EM CURITIBA

No início os anos 80 Curitiba implantou seu revolucionário sistema de transporte coletivo.  

Brasília: a ‘Zebrinha’ se foi mas voltou!

Padronizando a frota em unicolor, a cor indicava a categoria.

Por quase 40 anos, de 1981 a 2020 Curitiba teve ônibus brancos, enquanto durou o Circular Centro.

As categorias Vizinhança e Inter-Hospitais, e por um tempo até o Alimentador Zoológico, também utilizaram a mesma cor, em períodos diferentes da história.

No entanto em 2020 acabou. Assim como o azul, o branco também foi eliminado do sistema de transporte curitibano.

Tem mais, mostro várias categorias que igualmente foram feitas por micros, em várias cidades brasileiras:  

Porto Alegre, Brasília, o Rio, o Recife e Santos. Como essas linhas começaram, e como estão hoje.

Se tudo fosse pouco, no Chile um desses micros teve um triste final . . .virou varal!

 – CHEGOU O LIGEIRÃO NORTE – DEPOIS DE 5 ANOS…UFA 

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.



(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, ConvencionaisIntrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)
 

DE CURITIBA PRO MUNDO

DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. 

Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’, confira acima.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.





ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Ligeirão na descida do Juvevê, 2018.
 
 
Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjascinzas e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Repetindo o que já foi dito acima e é notório: ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
 
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

2021: enfim os Expressos na L. Verde Norte/Leste.
– LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal.
 
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andarA Linha Turismo não era vista com tanta importância.
 
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.

Canal Belém na Estação PUC da Linha Verde.

2021: UFA! 14 ANOS DEPOIS, ENFIM INAUGURADA A LINHA VERDE NORTE/LESTE – Incompleta por enquanto (julho de 2021)

A “Linha Verde” é o antigo traçado urbano da BR-116.

Curitiba não é mais a mesma. Antes a cidade inovava: Nos anos 70 e 80 criou - a nível global - o conceito de ônibus "Expresso" (corredores exclusivos, terminais de integração, etc.). Em  1992 foi aqui que começou a rodar o primeiro bi-articulado do Brasil.

 Agora…quanta diferença: o corredor da ‘Linha Verde’ começou a ser construído em 2007. Só em 2021 começou a circular um Expresso no trecho Leste/Norte da linha. 14 anos e meio depois. 

Ainda assim, incompleta. Só inauguraram 3 novas estações (escrevo em 21): Fagundes Varela, Vila Olímpica e PUC. Ainda faltam mais 5.

Antes tarde que nunca, ao menos agregou novas opções de integração, as estações-tubo F. Varela e PUC são mini-terminais. Onde é possível baldear gratuitamente pra diversas linhas Convencionais, Alimentadores e Inter-Bairros. A esquerda acima o Convencional Canal Belém integrando gratuitamente na Estação PUC (ao fundo o Circo Vostock, que está fixo no local há alguns anos).

Linhas do Terminal Roça Grande, Colombo.

- TATUQUARA, ZONA SUL: O TERMINAL QUE NÃO É TERMINAL -
(atualizado em maio de 2021, quando da inauguração do mesmo)

Não é terminal porque foi planejado errado, não tem linhas troncais (Ligeirinho nem Expresso) tampouco Alimentadores próprios.  

Não agregou novas opções de integração. Resultado? Está vazio, grosseiramente sub-utilizado, pois não é útil aos moradores da região.

Exatamente como aconteceu antes na Zona Norte, em Colombo

Refrescando a memória, o Terminal Roça Grande ficou pronto em 2006, mas só foi inaugurado - de forma erra em 2009. 

E somente em 2016 se tornou um terminal de verdade, com linhas troncais feitas por articulados e alimentadores próprios. Faça as contas, 10 anos pra corrigir. Espero que no Tatuquara o ajuste leve menos que uma década. Bem menos.

Falo também da grande invasão que ocorreu no Tatuquara em 2020 - antes da eleição como é tradição em Curitiba - próximo a Vila Zanon. Situação tensa na Zona Sul.

 "Deus proverá"