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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Brasília, século 21: "deu zebra" de novo! Tudo vai e volta....

 


Origem das imagens: internet. Créditos mantidos.
 
Local: Brasília-DF.

Data: 2022.

Viação: Pioneira.

Carroceria: Marcopolo (Micro).

Motor: Mercedes-Benz.

Observações: Foto provavelmente em frente ao "shopping" Conjunto Nacional.

 
Centro de Brasília, 2022. Voltou o transporte de vizinhança, feito por micro-ônibus. Usando a mesma pintura apelidada de 'Zebrinha' nos anos 80, em sua primeira manifestação.  
 
 
 
Essa em preto-&-branco: em 1981 surgem as “Zebrinhas”.
 
Micros que faziam viagens curtas no Plano Piloto, pra atrair a classe média. Só se viajava sentado.  
 
 
A relação entre motoristas e passageiros era diferente, extremamente cordial.  
 

Dos anos 70 aos 90, a Caio batizava seus modelos com nome de mulher, como todos os busólogos sabem.  

Seu carro-chefe, ou melhor seu ônibus-chefe, era o Gabriela.

Só que aqui o tema não é o ônibus de tamanho normal, mas o micro, repetindo no caso da Caio chamado Carolina, tão comum em nossas cidades então.
 
Nomenclatura a parte, nosso foco hoje são as "Zebrinhas candangas".
 
df-1981Acima a ‘Zebrinha’ vermelha: numa rara foto em cores podemos ver como era a pintura que vigorou nos anos 80 (nesse caso Passat encarroçado).

A direita em outra tomada em P-&-B de 1981 uma cena do trânsito na Capital Federal:

‘Zebrinha’ (do modelo Passat), uma Brasília em Brasília, e ao fundo um Monobloco T.C.B. branco com faixa azul.

zebrinha-anos 90 e 2000

Ao lado e logo a seguir: nas décadas de 90, 2000 e começo de 10 as ‘Zebrinhas’ eram assim:
 
Ainda tinham uma única porta, pintura e nome próprios.
 
A foto abaixo é de 2009, esse é o modelo Carolina ‘3‘.
 
Que as viações Cristo Rei Luz usaram pra operar o Cicular Centro aqui em Ctba. .
 
Segue o texto original de 2014, na sequência atualizo.
 
Escrevi que em 2013 as ‘Zebrinhas’ acabaram. 

Agora as linhas são feitas por micro-ônibus normais, com 2 portas e pintura igual ao resto da frota. 

Quando não há mais bancos quem entra depois vai de pé. 
 
zebrinha-atualOs ‘Seletivos’ curitibanos e as ‘Zebrinhas’ candangas surgiram quase juntos, com o mesmo propósito. 
 
No Paraná só durou uma década. No D.F. a sobrevida desse modal foi bem mais longa, superou 3 décadas. Mas afinal também acabou.

Esse com duas portas mostra como eram as antigas linhas de 'Vizinhança' entre 2013 e 2021:

A cidade foi dividida em 'áreas', indicadas por números e pela cor da frente do veículo. A Área 2 recebeu a cor vermelha.
 
De repente a reviravolta: acabou nada! Em 2021 as Zebrinhas voltaram ao DF.
 
E com quase a mesma pintura dos anos 80! A diferença é que agora são 2 portas, o resto é igual.
 
Definitivamente ideias nunca morrem, apenas descansam pra um dia retornarem ao Plano Material.
 

https://omensageiro77.wordpress.com/2018/07/06/xiiiii-deu-zebra/O que é bom definitivamente nunca tem fim. Alma Imortal é isso e não há outro. 

Vence o tempo e o espaço.  É, “deu zebra”!!! De novo…

Diante disso encerro com a famosa 'Zebrinha dos Gols do Fantástico'.
 
Essa também fazia sucesso nos anos 80 informando os resultados da 'Loteca'. 

Confira reportagem completa:

Ônibus-Zepelim em Belém do Pará.
 
Reformei a postagem, mostrando diversos exemplos de manifestações que se encerraram apenas pra retornarem décadas depois: o restaurante dentro do avião, o táxi-Fusca, pinturas-protóptipo e as janelinhas ovais sobre a porta da Caio, até o famoso Zepelim entrou na história.

Pois ideias são atemporais, já que são Energia. Energia nunca morre, dizendo mais uma vez e quantas forem preciso.


De 1981 a 2020 Ctba. teve busos brancos.

Atualizei a matéria, adicionando novas fotos e texto. Acrescentei uma seção contando a história dos ônibus ponta-grossenses, dos anos 70 até hoje.

Ainda não há uma série específica sobre Brasília, então emendo agora a série sobre Curitiba:

 – CIRCULAR CENTRO, AQUI JAZ:  O FIM DOS ÔNIBUS BRANCOS EM CURITIBA

No início os anos 80 Curitiba implantou seu revolucionário sistema de transporte coletivo.  

Padronizando a frota em unicolor, a cor indicava a categoria.

Por quase 40 anos, de 1981 a 2020 Curitiba teve ônibus brancos, enquanto durou o Circular Centro.

As categorias Vizinhança e Inter-Hospitais, e por um tempo até o Alimentador Zoológico, também utilizaram a mesma cor, em períodos diferentes da história.

No entanto em 2020 acabou. Assim como o azul, o branco também foi eliminado do sistema de transporte curitibano.

Tem mais, mostro várias categorias que igualmente foram feitas por micros, em várias cidades brasileiras:  

Porto Alegre, Brasília, o Rio, o Recife e Santos. Como essas linhas começaram, e como estão hoje.

Se tudo fosse pouco, no Chile um desses micros teve um triste final . . .virou varal!

 – CHEGOU O LIGEIRÃO NORTE – DEPOIS DE 5 ANOS…UFA 

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974. Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas , cinzas e azuis, mas sempre voltam a ser vermelhos.



(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, Convencionais, Intrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)
 

– DE CURITIBA PRO MUNDO

– DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. 

Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’, confira acima.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.





- ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Ligeirão na descida do Juvevê, 2018.
 
 
Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974. Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas, cinzas e azuis, mas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Repetindo o que já foi dito acima e é notório: ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
 
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

2021: enfim os Expressos na L. Verde Norte/Leste.
– LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal.
 
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andar. A Linha Turismo não era vista com tanta importância.
 
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.

Canal Belém na Estação PUC da Linha Verde.

– 2021: UFA! 14 ANOS DEPOIS, ENFIM INAUGURADA A LINHA VERDE NORTE/LESTE – Incompleta por enquanto (julho de 2021)

A “Linha Verde” é o antigo traçado urbano da BR-116.

Curitiba não é mais a mesma. Antes a cidade inovava: Nos anos 70 e 80 criou - a nível global - o conceito de ônibus "Expresso" (corredores exclusivos, terminais de integração, etc.). Em  1992 foi aqui que começou a rodar o primeiro bi-articulado do Brasil.

 Agora…quanta diferença: o corredor da ‘Linha Verde’ começou a ser construído em 2007. Só em 2021 começou a circular um Expresso no trecho Leste/Norte da linha. 14 anos e meio depois. 

Ainda assim, incompleta. Só inauguraram 3 novas estações (escrevo em 21): Fagundes Varela, Vila Olímpica e PUC. Ainda faltam mais 5.

Antes tarde que nunca, ao menos agregou novas opções de integração, as estações-tubo F. Varela e PUC são mini-terminais. Onde é possível baldear gratuitamente pra diversas linhas Convencionais, Alimentadores e Inter-Bairros. A esquerda acima o Convencional Canal Belém integrando gratuitamente na Estação PUC (ao fundo o Circo Vostock, que está fixo no local há alguns anos).

Linhas do Terminal Roça Grande, Colombo.

- TATUQUARA, ZONA SUL: O TERMINAL QUE NÃO É TERMINAL -
(atualizado em maio de 2021, quando da inauguração do mesmo) –

Não é terminal porque foi planejado errado, não tem linhas troncais (Ligeirinho nem Expresso) tampouco Alimentadores próprios.  

Não agregou novas opções de integração. Resultado? Está vazio, grosseiramente sub-utilizado, pois não é útil aos moradores da região.

Exatamente como aconteceu antes na Zona Norte, em Colombo. 

Refrescando a memória, o Terminal Roça Grande ficou pronto em 2006, mas só foi inaugurado - de forma erra em 2009. 

E somente em 2016 se tornou um terminal de verdade, com linhas troncais feitas por articulados e alimentadores próprios. Faça as contas, 10 anos pra corrigir. Espero que no Tatuquara o ajuste leve menos que uma década. Bem menos.

Falo também da grande invasão que ocorreu no Tatuquara em 2020 - antes da eleição como é tradição em Curitiba - próximo a Vila Zanon. Situação tensa na Zona Sul.

 "Deus proverá"

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Bi-articulados no Brasil: Goiânia



ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"


Origem da imagem: internet.


Local:
Goiânia/GO.
Viação:
MetroBus, estatal estadual – antigamente chamada 'Transurb'.
Data:
1ª ou 2ª década do século 21.
Carroceria:
Neobus Mega/Expresso (“BRT”).
Motor:
Volvo, central.
Observação:
Oficialmente o modelo da carroceria é Mega 'BRT', usando a sigla em inglês. Nos anos 70 e 80 é que se usava a denominação 'Expresso', que eu mantive por nostalgia e também pra valorizar o idioma pátrio.


Terminal Praça da Bíblia, Goiânia. Vemos deixando o Terminal da Praça da Bíblia um bi-articulado Volvo/Neobus da viação estatal estadual Metrobus.

No Brasil, apenas 4 cidades contam com esse modal, de 2 sanfonas: além da capital goiana, Curitiba, São Paulo e Campinas – Manaus e o Rio já os tiveram, mas não mais.


Esse modelo foi criado, em escala mundial, por Curitiba: aqui começou em 1974. Já na segunda metade dos anos 70, Goiânia começou os estudos do exemplo curitibano e logo a seguir implantou seus 'eixos': Eixo Anhangüera, Eixo Leste-Oeste, etc.


Na época a viação estatal do governo do estado se chamava 'Transurb'.

Uma década mais tarde, na virada pros anos 90 Goiânia teve os únicos 2-andares do Centro-Oeste – ainda pela mesma 'Transurb' (na década de 90 a viação foi renomeada 'MetroBus'). 

Agora tem bi-articulados.

Alias essa é pintura exclusiva pros articulados e bi-articulados das linhas troncais dos 'Eixos'. Ao fundo vemos um ônibus 'pitoco' (não-articulado) na pintura padrão da cidade pros busos de tamanho normal. 
……….


Até 2012 Goiânia já tinha bi-articulados, mas eram apenas 5; da marca Caio, também Volvo.

Nesse ano a MetroBus adquiriu uma leva de 90 ônibus pesados Neobus/Volvo: foram 60 articulados (com 1 só sanfona) e 30 bi-articulados (com 2).

No início dessa década só mais 4 cidades do Brasil tinham esse privilégio: Curitiba, São Paulo, Manaus-AM e Goiânia-GO.


Entre 2014 e 2018 o Rio de Janeiro entrou pra lista, porém já deixou de deixou de contar com esse modal. Em Manaus tampouco há bi-articulados atualmente.

Mas voltemos a falar de 2010. É óbvio, né, bi-articulado é que tem 2 sanfonas, e esse só essas 5 cidades do primeiro parágrafo tinham. Mas vai além disso. No começo dessa milênio várias capitais importantíssimas do Brasil não tinham sequer articulados, com uma sanfona somente.


Na época, o Rio de Janeiro, Belo Horizonte-MG, Salvador-BA e Fortaleza-CE (entre outras) não contavam com articulados.

Digo, estive em BH em 2012. Haviam sim articulados, mas numa única linha, que inclusive tinha pintura própria: a que ligava as estações de metrô e ônibus do Vilarinho a Cidade Administrativa, a sede do governo do estado, que é bem distante, ainda no município de Belô mas no extremo norte dele, na divisa com Santa Luzia e Vespasiano.

Essa linha (Vilarinho/Cid. Adm.), pelo seu caráter especial, tinha pintura específica, e era de graça pros funcionários públicos que lá trabalham, bastava apresentar a carteira funcional.

Mas pras linhas normais, que eram tarifadas, a capital mineira não tinha nem ônibus articulado, muito menos bi-articulado.

……...

Faço a ressalva que várias das capitais citadas acima também modernizaram sua rede de transportes. Quando visitei B.H. em 2012 o Move estava na fase final de obras. Agora já está operando, com articulados, corredores exclusivos, e estações modernas com embarque em nível pré-pago. A linha Vilarinho/Cid. Adm. (a única que tinha sanfonados quando fui lá) foi incorporada ao Move, e virou alimentadora do mesmo.


A capital baiana implantou o sistema Integra Salvador, que padronizou a pintura e mudou a entrada pela frente. Creio que a cidade até hoje não tenha articulados (eles existiram nos anos 80 e 90, mas nesse milênio só rodaram alguns poucos em testes, inclusive alguns que iam pra Manaus). Em compensação, Salvador já conta com 2 linhas de metrô.

Como nas demais capitais, no decorrer dessa década houve grande modernização no transporte de Manaus: chegaram dezenas de ônibus novos, sendo dezenas de articulados.

Uma melhoria significativa também se deu no Rio (leia atualização abaixo). Foram inaugurados os modernos corredores do sistema Trans-Carioca, então agora a Cidade Maravilhosa têm, como a capital mineira, articulados, corredores exclusivos, e estações modernas com embarque em nível pré-pago. Os articulados fazem as linhas-tronco, mais longas, e ônibus curtos ou micros os alimentadores locais, com integração tarifária. O metrô também passou por ampliação.

Atualização: 
no final da década, após a Olimpíada de 2016 que lá foi sediada, o Rio de Janeiro passou a enfrentar sérias dificuldades, e isso repercutiu também no transporte coletivo, tanto que a cidade deixou de contar com bi-articulados. Falaremos disso melhor em outra oportunidade.

..........


Série "Bi-Articulados no Brasil" – em Manaus e no Rio eles existiram mas já foram extintos; nas demais cidades ainda operando (escrevo em 2020):
- MANAUS
- GOIÂNIA (essa matéria que acabam de ler)


Reportagem especial acerca do tema:

Agora sobre Curitiba, abordando os bi-articulados que alias foram inventados aqui (na postagem abaixo há a foto do 1º bi-articulado do mundo, que começou a rodar na linha pro Boqueirão [Zona Sul] em 1992):

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974. Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba? Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas, cinzas e azuis, mas sempre voltam a ser vermelhos.

(Radiografia completa, desde a implantação dos 'Expressos' nos anos 70, o começo dos articulados em 1981, massificação dos articulados em 1987/88, e chegada dos bi-articulados nos anos 90)

- ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Antes dos bi-articulados. Mas retrata o momento que Curitiba passou de alguns poucos articulados, perto de ou mesmo menos de 10 (com uma só sanfona) pra várias dezenas deles. Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja. O busólogo curitibano Osvaldo Teodoro Born fez um excelente trabalho de mostrar cada um deles, em sua página ‘A Folha do Omnibus‘. Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Sobre São Paulo:

-  SP: A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE  - Nessa aqui falamos também de Campinas, e seus bi-articulados. Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais.   

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente). 




O melhor e o pior do Brasil, a poucas quadras de distância um do outro. O Centrão, que está com muitos moradores de rua e diversos outros problemas típicos de uma metrópole desse porte;



E ali do ladinho a “Cidade Verde”, os Jardins, a Paulista, Higienópolis, e o começo das Zonas Oeste e Sul, região que ao lado da Orla do Rio é onde mais concentra elite e alta burguesia no Brasil. Além disso, um dos pontos positivos é exatamente a melhora do transporte, fotografei vários bi-articulados paulistanos em ação.
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Mais reportagens sobre transporte:


- DO 'FAIXA AZUL' AO FAIXA PRETA': OS VOLVOS DO SÉCULO 20 (Centrado mais nos caminhões, mas falamos também dos ônibus, um pouco do Brasil - ali está postada a foto que do bia-articulado no Rio de Janeiro - e especialmente do Peru)

(Registro de minha viagem a cidade, em 2010. Com foco especial nos ônibus manauaras, como não poderia deixar de ser.)

"Deus proverá"