Origem
da imagem: internet (sítio Railbuss já extinto).
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Local:
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Osasco,
Grande São Paulo-SP.
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Data:
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Virada
da década de 80 pra 90.
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Viação:
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CMTO
(estatal municipal).
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Carroceria:
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Thamco
Fofão (ODA – Ônibus 2-Andares).
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Motor
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Scania.
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Observações:
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Divulgação
de Douglas de Cézare.
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Osasco, Zona Oeste da Grande São Paulo, início da década de 90. Ônibus (O.D.A.) operado pela viação estatal municipal CMTO (Companhia Municipal de Treansportes de Osasco), que foi extinta nos anos 2000.
Thamco
“Fofão” Scania. Todos os 2-andares brasileiros dos anos 80 eram
Thamco Scania, 'Fofão' sendo o apelido carinhoso do modelo. No andar
de cima só se pode viajar sentado. Em Osasco foram 4 exemplares.
Coloco
assim, 'irmã menor', porque Osasco pertenceu ao município de São
Paulo até 1964 – por isso os 'Papa-Filas'
(caminhões pesados que na carreta puxavam uma carroceria de ônibus,
o 'pai do articulado) da
CMTC um dia fizeram linha pra Osasco.
Enfim,
Osasco se separou da capital e virou município a parte – essa é a
razão pela qual uma de suas principais vias se chama 'Avenida dos
Autonomistas', homenageando os que lutaram pela emancipação.
Repito
agora algumas informações já grafadas na abertura
da série "2-Andares no Brasil",
pois valeram pra todas as cidades que contaram com esse modal.
Além
de SP
Capital
e
Osasco, houve
2-andares também em Goiânia-GO
e Recife-PE.
Sempre por viações estatais, respectivamente a CMTC-SP,
CMTO/Osasco, Transurb/Goiânia, CTU/Recife.
Segundo
alguns, houveram também 2-andares em Uberlândia-MG,
mas nesse caso nunca vi fotos, não posso assegurar se é ou não
verdade.
Em
São
Paulo existiram dezenas de 2-andares, 27 sendo mais exato. Em Osasco,
também Grande SP como todos sabem, 4 exemplares
circularam. Assim foi no Sudeste.
No
Centro-Oeste,
em Goiânia foram creio que 3 ônibus 2-andares. No Nordeste,
o Recife teve apenas 1, um 'filho único'. Não houve O.D.A. em
transporte regular nem no Sul
tampouco no Norte
Brasileiros (em
compensação, se serve de consolo, o
Sul e o Norte são quem concentram as casas de madeira em nossa
Pátria Amada).
Mas
essa
é outra história, que já contei outro dia.
Voltando a busologia, vamos
falar um pouco da carroceria.
Havia
a fabricante
Ciferal
(Cia.
Industrial
de Ferro
e Alumínio),
do Rio
de Janeiro
– alias
ela funcionava no mesmo barracão que um dia sediou a saudosa F.N.M.
(Fábrica Nacional de Motores), em Duque de Caxias, no Grande Rio.
Nos anos 70, a
Ciferal abre uma filial em São Paulo, que se chamava 'Ciferal
Paulista'.
Na
virada dos anos 70 pra 80, um antigo gerente da 'Ciferal
Paulista' a compra e a desmembra da matriz carioca. A nova
fábrica passa a se chamar Condor. Só que a Condor tem
vida curta, e em 1985 abre falência. O empresário Thamer
Butros compra a Condor, e a renomeia 'Thamco', sendo o 'Tham' de seu
nome e 'Co' de Condor. A fábrica da Thamco era em Guarulhos, na
Grande São Paulo. Como falado e é notório, os primeiros 2-andares
brasileiros nos anos 80 são todos Thamco.
Hoje,
os 2-andares brasileiros são Busscar
e
Marcopolo,
após a falência da montadora (de
Joinville-SC)
Busscar
100% Marcopolo (sim,
a
Busscar voltou em 2018, mas somente pro segmento rodoviário. Ela, ao
menos por hora, não produz mais ônibus urbanos).
Detalhe.
Nos anos 90 a Thamco também já havia ido a pique. A massa falida
foi renomeada 'Neobus'. Após alguns meses operando ainda no galpão
na Grande São Paulo (Guarulhos), ela se relocou pra Caxias do
Sul-RS, mesma cidade da Marcopolo. Hoje a Marcopolo é dona de 40% da
Neobus. A Ciferal foi outra que também faliu, e foi comprada,
advinhe, pela Marcopolo.
Isto
posto, voltemos
a falar dos 2-andares.
Como sabem, esse modal começou em Londres. Onde são vermelhos,
é claro. Na capital da Inglaterra houveram um bichões muito
longevos, que circularam décadas e décadas ininterruptamente
(digo,
não
sei se foi a 1ª cidade a ter ODA, certamente é ali que o modal se
tornou clássico).Uma
leva de veículos produzidos nos anos 50 só saiu de operação já
nesse milênio (segundo algumas fontes somente na segunda década
desse milênio). Ou seja, os 2-Andares originais de Londres rodaram
por 5 décadas sem sair da pista, ou quase isso – assim cumprindo
na Europa o papel que os tróleibus
cumprem na América,
o de serem 'museus
vivos'.
Ônibus
2-andares é ideal pra linhas turísticas, quando são poucos
passageiros endinheirados que estão passeando, sem horário a
cumprir. Aí
só vai gente sentada, reduzindo os problemas de circulação.
Vou
dizer com todas as letras: ônibus 2-andares não são adequados pro
transporte de massas, de linhas carregadas usadas pendularmente pela
classe trabalhadora. Pra essas linhas é preciso articulados, que não
têm escada, aí você dinamiza o fluxo no interior do veículo: todo
mundo entra pela frente e vai se dirigindo pra trás, onde há muito
espaço pra se acomodar e várias opções pra sair.
Pois
num 2-andares a escada toma boa parte do espaço do salão interior,
onde é feito o embarque/desembarque e cobrança de passagem.
Ademais,
a própria escada já é um gargalo de circulação, se alguém está
subindo e outro vem descendo, quem sobe tem que recuar. Você imagina
o cenário: dia útil, 5 e pouco da tarde.
Centro
da cidade, as filas gigantescas pra massa trabalhadora entrar nos
busões e se dirigir a seus distantes subúrbios. Chega o busão
2-andares. Você
vai lá pra cima, pois o vagão de baixo é minúsculo, o motorista a
frente, a escada no meio e o motor atrás, quase não sobra espaço
pros passageiros.
Chega
a hora de descer e você tem que ir se espremendo no corredor e na
escada. Tem gente sentada nos degraus, o vagão de baixo está lotado
até o limite, não cabe mais uma pessoas sequer. Você tem que
ir achando um espacinho, pedindo licença, empurrando.
Andar
em ônibus 2-andares pra linhas de massa é um pesadelo (passei
recentemente pela experiência na África do Sul, e foi um sufoco).
São Paulo e mais 3 cidades (o
subúrbio metropolitano de Osasco, na Zona
Oeste da Grande São Paulo,
Goiânia
e
Recife)
fizeram o teste, repetindo.
Já
quando eu era criança cheguei a andar várias vezes no 2-andares
paulistanos.
Nesse caso foi curioso e lúdico, pra um menino busólogo tudo é
festa, mas pra quem pega todo dia não é nada divertido.
Agora,
por outro lado em 2015 pra ir do Centro ao Aeroporto de
Santiago/Chile
eu fui de 2-andares.
Trata-se de uma linha diferenciada, prum público de maior poder
aquisitivo. Aí sem problemas, o buso vai vazio, você sobe e desce
com calma a escada, e circula no salão sem atropelar ninguém nem
ser atropelado.
O
mesmo vale pras diversas ‘LinhasTurismo’,
já andei várias vezes nesses 2-andares aqui em Curitiba,
e em 2012 também na
Cidade do México.
O
veredito: pra Linha Turismo 2-andares é o ideal, um atrativo em si
mesmo. Mas pra transporte urbano regular, nem pensar. Hoje, o Brasil
entendeu isso, felizmente.
Matéria completa:
Os ônibus 2-andares se popularizaram mesmo no imaginário mundial por conta de Londres, onde são inteiro vermelhos (ao lado) . Pois bem. Em 1987 a CMTC paulistana resolveu encomendar 27 ônibus com piso duplo (abaixo) .
Inaugurando esse modal no transporte de massas em nosso país. E eles eram exatamente na mesma cor que os de Londres, que os inspiraram.
Além da capital paulista Osasco (também na Grande SP), Goiânia-GO,
Recife-PE e Uberlândia-MG contaram com esse tipo de veículo no
transporte urbano. Atualmente só rodam em nosso país nas chamadas
‘Linhas-Turismo‘.
Mostro também os 2-andares na Grã-Bretanha, Europa continental e em várias ex-colônias do império britânico.
SÉRIE
"2-ANDARES NO BRASIL" (com exceção da 1ª matéria, os demais são dos anos 80 e 90):
-
RECIFE
(somente um exemplar, o 090 da CTU)
- OSASCO, GRANDE SP (essa matéria que acabam de ler)
2-ANDARES
PELO MUNDO:
- 3 ANDARES EM BERLIM, ALEMANHA (sim, ônibus com 3 andares, 2 lances de escada! Mais um pouco e teria até elevador . . .)
A Saga da Transgenia Automobilística/Busófila vai Continuar!
Pra quem que não sabe o que é isso, é mais simples que parece:
Trata-se de veículos adaptados pra um uso distinto do original que saiu da fábrica.
Ou já saiu assim de fábrica, mas é uma variação interessante, curiosa, de um outro veículo de tipo mais comum. O exemplo são os busos com 2-andares.
Seguem as matérias, onde documento centenas de casos como os dessas fotos:
– TRANSGENIA BUSÓFILA (E AUTOMOTIVA EM GERAL)
– TEM QUE VER PRA CRER: SEGUE A ‘TRANSGENIA AUTOMOTORA’
– BUSO-TREM, BUSO-BARCO BRASUCA, BONDE 2-ANDARES: MAIS TRANSGENIA MUNDO AFORA
– RODO-TREM, MONOBLOCO ARTICULADO, PÉ-GIGANTESCO, MEIO-A-MEIO: É CADA GAMBIARRA (TRANSGENIA)!!
Ao lado uma Kombi-Avião! Não sei se voa de verdade, sendo sincero.
Mais matérias sobre São Paulo/Capital:
Reformei a postagem, mostrando diversos exemplos de manifestações que se encerraram apenas pra retornarem décadas depois: o
restaurante dentro do avião, o táxi-Fusca, pinturas-protóptipo e as
janelinhas ovais sobre a porta da Caio, até o famoso Zepelim entrou na
história.
Pois ideias são atemporais, já que são Energia. Energia nunca morre.
– NO NINHO DAS COBRAS (janeiro/16) – É o Butantã, Zona Oeste, óbvio. Nomeia o famoso ‘Instituto Butantan’, aquele que produz soros anti-ofídicos e vacinas. Dessa vez não visitei o Instituto. O foco da matéria é retratar um pouco do bairro, a Vila Gomes e Jd. Bonfiglioli,
Quem perto de 40 (escrevo em 2021) vai lembrar quem em muitas cidades antigamente os busos tinham ‘capelinhas’ – letreiro menor no teto pro nº da linha.
Mostra o Sudeste e mais Belém-PA, Porto Alegre-RS e até Brasília-DF (onde houve esse apetrecho em maior escala), além de dar um panorama global.
Falo também de um costume, nos anos 70 e 80 típico do Sudeste Brasileiro e também presente no Chile e Argentina: pôr a chapa na grade de respiração do motor, e não no espaço próprio pra isso no para-choques.
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SP:A
REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE
-
Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas
comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP
melhorou muito. Somando
as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você
acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na
Grande SP já iguala o metrô de Nova
Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo
que ainda haja espaço pra melhorar bem mais.
-
'SAIA-&-BLUSA':
OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991):
Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica,
abordando a pintura livre (até
1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito),
'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente).
Ao lado um antigo Caio Bela Vista da Bola Branca de 'saia' vermelha e 'blusa' bege (algumas imagens pertencem ao sítio Revista Portal do Ônibus).
Fabricado
em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi
re-encarroçado Marcopolo.
Comprado
estatal, foi privatizado.
Iniciou
a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo
pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra
Z/L. Ficou sem placa por 15 anos
aproximadamente
(até
a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não
eram emplacados),
começou
na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona,
ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda.
Enfim, o bichão
é um museu-vivo
do
transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um
ônibus-museu - se houvesse espaço, ele estaria no 'Museu da CMTC'
aqui retratado.
Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens
que já fiz sobre a cidade. Retratei partes das Zonas Central (o Centrão mesmo e o vizinho Bom Retiro) e Sul (Brooklin e Planalto Paulista). Na Zona Sul dois bairros de classe média-alta – dessa vez, não fui a periferia.
Falo um pouco da modernização do
transporte igualmente.
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"PIXAI
POR NÓIS" - A MARGINAL TIETÊ E A DUTRA - Breve ensaio fotográfico na Marginal Tietê (ao lado) e comecinho da Dutra. Portanto pegando as Zonas Central e Norte – inclui algumas tomadas no subúrbio metropolitano de Guarulhos.
"Deus proverá"