quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Logotipos da CMTC

https://omensageiro77.wordpress.com/2019/09/16/sp-a-revolucao-no-transporte/


Local:
Museu do Transporte (“Museu da CMTC”) em São Paulo-SP.
Viação:
Cia. Municipal de Transportes Coletivos, C.M.T.C. estatal da prefeitura extinta em 1994.

Logomarcas usadas pela CMTC ao longo de sua história.

A foto foi tomada no antigo 'Museu da CMTC', que fica na Av. Cruzeiro do Sul, entre o Centro e a Marginal Tietê (alias, antes da Marginal está o bairro do Canindé, Zona Central, onde está o estádio da Portuguesa que tem justamente o nome do bairro; logo após o Rio Tietê e a avenida que o margeia está a Rodoviária do Tietê. A estação de metrô que serve a ambos antigamente se chamava só 'Tietê', agora renomeada 'Portuguesa/Tietê').

O 'Museu da CMTC' foi fundado em 1985, e após a extinção da viação estatal uma década depois, atualmente é chamado 'Museu dos Transportes Gaetano Ferrolla'. Fica próximo a antiga sede da CMTC, que era na Rua Santa Rita, vizinho bairro do Pari, também na Zona Central de Sampa.



A viação foi fundada em 1946. De 1947 a 1961 os busos eram vermelhos com o logo clássico, ‘CMTC’ dentro de um retângulo e 2 meia-luas de cada lado, como usado nos tróleis importados usados dos EUA.

De 1961 a 1973 os busos (por ex. mais um vez os tróleis antigos que na época não eram tão antigos assim) eram azuis e o CMTC escrito sem logo, por extenso, com a fonte tipo ‘Times New Roman’ – se não sabe o que é isso, vá no editor de textos de seu computador .

1973 a 1976: logotipo mais estranho da história, juntaram as letras ‘M’ e ‘T’, parecia ‘CMC‘, como vemos nos Veneza que chegaram 0km na ocasião da troca

 
Em 1976 foi readotado o logo pioneiro, foi usado em toda frota até 1978, inclusive certamente nos tróleibus veteranos, fabricados nos anos 50 mas ainda na ativa nos anos 80.

Fim dos anos 70: vem a pintura ‘Trovão Azul (usado nos Amélias Volvo que iam pra Z/L, e nos Torinos Scania das Zonas Leste e Sul), de novo o ‘CMTC’ por extenso mas dessa vez na fonte ‘Arial’, adotado até 1986os tróleis ‘amarelinhos’ do padrão EBTU e mesmo alguns a dísel continuaram usando o logo clássico.

1986: volta logotipo clássico e cor unicolor rubra. A CMTC teve mais 2 pinturas (1º saia branca e blusa vermelha; 2º a ‘Municipalizada’) com o logo clássico, ficou até o fim da viação em 1995.

Matérias sobre o tema:

- SP: A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais. 

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)


- A FÊNIX TROVÃO AZUL: DE NORTE A SUL, ENERGIA JAMAIS SE PERDE,APENAS SE TRANSFORMA (abordando exatamente a CMTC e sua pintura mais famosa, a 'Trovão Azul'. Não fui só eu que gostei dela. Veja como ela foi copiada no Brasil inteiro, de Porto Alegre a Manaus/AM).

- "CAMALEÃO" 8000 DA CMTC: O 1º TRÓLEIBUS-ARTICULADO DO BRASIL TEVE 2 CARROCERIAS, 6 PROPRIETÁRIOS, 7 (OU 9?) PINTURAS E & NUMERAÇÕES - Fabricado em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi re-encarroçado Marcopolo. Comprado estatal, foi privatizado. Iniciou a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra Z/L. Ficou sem placa por 15 anos aproximadamente (até a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não eram emplacados), começou na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona, ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda. Enfim, o bichão é um museu-vivo do transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um ônibus-museu - se houvesse espaço, ele estaria no 'Museu da CMTC' aqui retratado.

CENAS PAULISTANAS: O CENTRO E A ZONA SUL DE SÃO PAULO EM IMAGENS - Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens que já fiz sobre a cidade; falo um pouco da modernização do transporte igualmente.

"Deus proverá" 
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domingo, 8 de dezembro de 2019

Capital do Vale: São José dos Campos, SP

https://omensageiro77.wordpress.com/2019/12/04/seguindo-a-via-dutra-sao-jose-dos-campos-vale-do-paraiba-sp/
Imagem pertencente ao portal Ônibus Brasil. Créditos mantidos. Visite as fontes.
Local:
São José dos Campos-SP.
Data
Década de 90.
Viação:
Capital do Vale.
Carroceria:
Caio Vitória.
Motor:
Mercedes-Benz.
Observações:
Pela placa inciada com 'k' vemos que o veículo veio usado do Rio de Janeiro, o que era muito comum em SJC a época.

São José dos Campos, Vale do Paraíba/SP. Vitória Mercedes da viação Capital do Vale em sua clássica pintura usada nos anos 80 e início dos 90: 'saia' laranja e 'blusa' branca.

No século 20, São José por décadas teve o transporte operado por 3 viações tradicionais da cidade: Capital do Vale, Real e São Bento.

Vigorava pintura livre, entrada por trás e o transporte não era integrado, certamente não plenamente.

Tem mais: vinha escrito ‘Cidade’ no letreiro quando os busos iam pra Centro (isso em pleno século 21; pois São Paulo e Campinas, entre outros lugares, também tiveram esse costume, mas o abandonaram muito antes, ainda nos anos 60 do século 20).

Veio o fim e a seguir a virada do milênio, que trouxe mudanças: chegaram os articulados (alguns deles usados de outras cidades, alias vários ‘carros’ curtos também). 
 
A Real e a Capital do Vale mudaram suas pinturas. A entrada passou pra frente. E começaram enfim a surgir as linhas integradas.

A maior mudança viria pouco depois, na virada de década de 2000 pra de 2010: chegou o momento de padronizar a pintura dos ônibus (o que boa parte das cidades do Centro-Sul e algumas do Norte/Nordeste já haviam feito nos anos 70, 80 e 90).

Os busos foram pintados em azul, verde ou laranja. Em cada caso em 2 tons (azul e verde claro/escuro e amarelo/laranja).

Além disso, as 3 viações tradicionais da cidade, Real, Capital do Vale e São Bento encerraram as atividades. Dizendo de novo, elas operavam em São José a décadas.

No lugar chegaram a Expresso Maringá, Júlio Simões e Saens Peña.

A Exp. Maringá é pertencente ao grupo Constantino (dono da viação aérea Gol). A S. Peña é uma viação carioca, como o nome indica. 
 
E a Júlio Simões é de Mogi das Cruzes, que fica na Grande São Paulo. Note que Mogi é na extremidade oriental da Região Metropolitana da Capital Paulista. Ou seja, pertinho de SJC.A Júlio Simões é uma gigante no ramo do transporte de cargas. De uns tempos pra cá tem investido no modal de passageiros também.
 
Ficou assim: saíram as 3 viações tradicionais locais.  Entraram 3 grupos de fora, sendo 2 deles de porte bem considerável. Se o serviço melhorou pra população são-joseense não vou saber informar.  
 
Agora SJC já está partindo pra sua segunda pintura padronizada. As cores são as mesmas da primeira padronização: azul, verde e laranja. Uma pra cada viação (respectivamente Saens Peña, Exp. Maringá e a da Júlio Simões).
…….


Voltando a imagem acima, o busão veio usado do Rio, como já falamos. Era muito comum isso em SJC na ocasião, em ônibus curtos e também articulados
 
Alias, não só do Rio. Uma leva de articulados que circulou em São José dos Campos pela São Bento foi usada daqui de Curitiba.


SÉRIE SOBRE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS:


PINTURA LIVRE, as 3 viações concluídas:

Capital do Vale (essa matéria que acabam de ler);

Real;

- São Bento (Breve);



1ª PADRONIZAÇÃO DE PINTURA:

- Todas as viações em breve.



2ª PADRONIZAÇÃO DE PINTURA:

Saens Peña, azul - matéria já publicada, buso decorado pro Natal (viação carioca, tem filial em SJC);

Expresso Maringá, verde - breve (empresa do grupo Constantino, dono da viação aérea Gol);

Júlio Simões, laranja - breve (conglomerado da Zona Leste da Grande SP [próximo a SJC], inicialmente especializado no transporte de cargas, agora investindo também no de passageiros)

Matérias sobre o tema:

- NAS MARGENS DA DUTRA: SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/VALE DO PARAÍBA-SP (matéria sobre a cidade em geral, mas tem uma grande seção sobre os ônibus, contando a história desde a pintura livre nos anos 80 e as duas padronizações nessa última década)  

- CAPELINHA: RIO, SP, B.H., BELÉM E POA; PLACA NO ALTO: ESTAMOS NO SUDESTE (falo um pouco do transporte carioca, que tanto influenciou o Vale do Paraíba) 

 

- A "CIDADE DA FÉ": APARECIDA ('DO NORTE')-SP: (relato de outra viagem ao Vale do Paraíba, em 2016. Mostro a padronização EMTU nos ônibus inter-municipais do Vale do Paraíba)

 

- SP: A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais.

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)

- 'CAMALEÃO' 8000 DA CMTC: O 1° TRÓLEIBUS-ARTICULADO DO BRASIL TEVE 2 CARROCERIAS, 6 PROPRIETÁRIOS, 7 (OU 9?) PINTURAS E 7 NUMERAÇÕES - Fabricado em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi re-encarroçado Marcopolo. Comprado estatal, foi privatizado. Iniciou a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra Z/L. Ficou sem placa por 15 anos aproximadamente (até a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não eram emplacados), começou na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona, ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda. Enfim, o bichão é um museu-vivo do transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um ônibus-museu.

- A FÊNIX TROVÃO AZUL: DE NORTE A SUL, ENERGIA JAMAIS SE PERDE,APENAS SE TRANSFORMA (abordando exatamente a CMTC e sua pintura mais famosa, a 'Trovão Azul'. Não fui só eu que gostei dela. Veja como ela foi copiada no Brasil inteiro, de Porto Alegre a Manaus/AM)

- "PIXAI POR NÓIS" - A MARGINAL TIETÊ E A DUTRA (nessa mesma viagem de 16, mas aqui restrito a Grande SP, municípios da Capital e o vizinho Guarulhos) 

"Deus proverá"

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Bi-articulados no Brasil: Rio de Janeiro (2014-2018)

https://omensageiro77.wordpress.com/2019/07/09/do-faixa-azul-ao-faixa-preta-os-volvos-do-seculo-20/


Imagem pertencente ao portal Ônibus Brasil. Créditos mantidos. Visite as fontes. 
 
Local:
Rio de Janeiro-RJ.
Data
Meio da década de 2010.
Viação:
???
Carroceria:
Neobus.
Motor:
Volvo.

Rio de Janeiro, década de 10. Bi-articulado Volvo Neobus indo pro Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. 

Pertencente ao modal de ônibus Expressos (agora se usa a sigla em inglês 'BRT') TransCarioca e suas expansões.

O Rio teve bi-articulados entre 2014 e 2018, mas eles infelizmente já deixaram de operar na 'Cidade Maravilhosa'.

O Rio de Janeiro passou por grande modernização no transporte no começo da década de 10, por conta da Olimpíada de 16 (que foi lá) e da Copa do Mundo de 14 (cuja grande final também foi ali, no Maracanã, excelso palco do futebol mundial).

No começo desse milênio o Rio não tinha sequer articulados, e muitos menos ônibus Expressos (uso o termo curitibano, se referindo a articulados operando em canaletas exclusivas; como dito e é notório atualmente emprega-se a sigla 'BRT') e estações com embarque em nível, nem padronização de pintura.

Tudo isso foi implantado, e como vimos no ano da copa do mundo começaram inclusive a rodar modernos bi-articulados, das marcas Marcopolo e Neobus – esse da imagem é Neobus, e bem, a Neobus é 40% de propriedade da Marcopolo.
………..

Apenas 4 cidades do Brasil contam com bi-articulados atualmente: São Paulo, Curitiba, Campinas-SP e Goiânia-GO. O Rio e Manaus-AM fizeram parte dessa seleta lista em algum momento, mas não mais.

No começo dessa milênio várias capitais importantíssimas do Brasil não tinham sequer articulados, com uma sanfona somente.
 

Na época, o  Rio de Janeiro, Belo Horizonte-MG, Salvador-BA e Fortaleza-CE (entre outras) não contavam com articulados.



Essa linha (Vilarinho/Cid. Adm.), pelo seu caráter especial, tinha pintura específica, e era de graça pros funcionários públicos que lá trabalham, bastava apresentar a carteira funcional.

Mas pras linhas normais, que eram tarifadas, a capital mineira não tinha nem ônibus articulado, muito menos bi-articulado.

Já Manaus, vejam vocês, tinha tanto articulados quanto bi-articulados.

Faço a ressalva que várias das capitais citadas acima também modernizaram sua rede de transportes. Quando estive em B.H. em 2012 o Move estava na fase final de obras. Agora já está operando, com articulados, corredores exclusivos, e estações modernas com embarque em nível pré-pago. 

A linha Vilarinho/Cid. Adm. (a única que tinha sanfonados quando fui lá) foi incorporada ao Move, e virou alimentadora do mesmo. 


A capital baiana implantou o sistema Integra Salvador, que padronizou a pintura e mudou a entrada pela frente. 

Creio que a cidade até hoje não tenha articulados (eles existiram nos anos 80 e 90, mas nesse milênio só rodaram alguns poucos em testes, inclusive alguns que iam pra Manaus). Em compensação, Salvador já conta com 2 linhas de metrô.
 

Umamodernização também se deu no Rio. Foram inaugurados os modernoscorredores do sistema Trans-Carioca, então agora a Cidade Maravilhosa têm, como a capital mineira, articulados, corredores exclusivos, e estações modernas com embarque em nível pré-pago. 

Os articulados fazem as linhas-tronco, mais longas, e ônibus curtos ou micros os alimentadores locais, com integração tarifária. O metrô também passou por ampliação.

Atualização: no final da década, após a Olimpíada de 2016 que lá foi sediada, o Rio de Janeiro passou a enfrentar sérias dificuldades, e isso repercutiu também no transporte coletivo, tanto que a cidade deixou de contar com bi-articulados. Os articulados continuam operando.

Além disso, o Rio despadronizou a pintura, regrediu a pintura livre nos 'carros' que têm ar-condicionado – isso só acontece no Rio, em todas as demais cidades ter ar-condicionado não é desculpa pra não ter que cumprir a padronização de pintura.

Enfim, é assim que as coisas estão. Até o começo desse milênio o transporte carioca estava em caos. Houveram grandes avanços. Infelizmente a padronização de pintura e os bi-articulados não puderam ser mantidos. 

Mas os articulados, os corredores exclusivos e estações com embarque pré-pago em nível e a ampliação do metrô chegaram pra ficar. Fazendo um balanço, a década de 10 foi positiva.
..........



Série "Bi-Articulados no Brasil": 
 
- RIO DE JANEIRO (essa matéria que acabam de ler)
- RIO BRANCO-AC (também falamos do Rio e Manaus, pois é exatamente o mesmo 'carro' acima que rodou/roda nessas duas capitais da Amazônia)
- BOA VISTA-RR (breve) 

Publiquei matéria específica sobre o transporte carioca:

- O TRANSPORTE NO RIO: BONDE ANTIGO, BONDE MODERNO (VLT), AMPLA REDE DE TRENS DE SUBÚRBIO, METRÔ, BARCAS, POUCOS ARTICULADOS E CORREDORES:

Moderno VLT no Centro do Rio de Janeiro, 2020.

TELEFÉRICOS, BI-ARTICULADOS E PADRONIZAÇÃO DE PINTURA VIERAM MAS DURARAM POUCO (outubro de 2021) –

Houve enorme esforço de modernização pra Olimpíada, e alguns dos benefícios se mantiveram:

Ampliação do metrô, VLT, integração no cartão, elevador no Morro Santa Marta, e o próprio BRT, que na orla funciona bem.

Por outro lado o dinheiro acabou, situação já presente após o Rio-16, e que se agravou muito com a epidemia.

Vários setores do transporte coletivo carioca estão a beira do colapso, como alias também outras áreas como saúde, segurança e a própria governabilidade política.

O teleférico nos morros do Alemão e Providência, os bi-articulados e a padronização de pintura já se foram.  A continuidade de todos os demais modais está ameaçada.

Além dessa radiografia do presente, traço uma perspectiva histórica do século 20, com ênfase especial dos anos 70 pra cá.

 

CONFIRA A SÉRIE SOBRE O RIO DE JANEIRO:

RIO 40º: CAPITAL DO MELHOR E DO PIOR DO BRASIL (setembro de 2022)

Abordando a tentativa da burguesia de se isolar num “subúrbio a estadunidense” na Barra da Tijuca – até os anos 90 deu certo, com a melhoria dos transportes que falamos em outro texto não mais.

E também do processo de remoção das favelas da Zona Sul no início do regime militar – igualmente começou com grande fôlego mas por diversos fatores foi interrompido.

Uma das que seriam retiradas seria a do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, na divisa de Copacabana e Ipanema. Como você vê ao lado, não deu certo.

Conto a origem do nome de algumas favelas, inclusive a mais antiga do Brasil, o Morro da Providência no Centro, e mais o Chapéu-Mangueira no Leme/Copacabana, quase a beira-mar na Zona Sul.

Falo ainda do “TeteCá”, a “língua” inventada no RJ que inverte a ordem das sílabas, da pichação de muros, e mais.

 

021: A CIDADE É MARAVILHOSA MAS . . .  SE LIGA MEU IRMÃO!!!

Que a situação está complicada e de forma multi-dimensional não é segredo pra ninguém. Não o menor dos problemas é a violência urbana, evidente. Faço uma breve retrospectiva histórica mostrando as origens dessa triste situação.

 
Uma cidade ocupada militarmente, foi o que vi em setembro/2020. A impressão é que havia desembarcado em Bagdá/Iraque ou Cabul/Afeganistão. Relato com muitas fotos de uma realidade impressionante.


Outras postagens sobre o mesmo tema:

- CAPELINHA: RIO, SP, B.H., BELÉM E POA; PLACA NO ALTO: ESTAMOS NO SUDESTE

Quem tem perto de 40 (escrevo em 2021) vai lembrar quem em muitas cidades antigamente os busos tinham ‘capelinhas’ – letreiro menor no teto pro nº da linha. Muito comum no Rio e SP, sendo que no rio quase oni-presente até os anos 80 e começo dos 90.

rj-ctc-metro
CTC-RJ, anos 80 - com capelinha.

Mostra o Sudeste e mais Belém-PA, Porto Alegre-RS e até Brasília-DF (onde houve esse apetrecho em maior escala), além de dar um panorama global.

Falo também de um costume, nos anos 70 e 80 típico do Sudeste Brasileiro e também presente no Chile e Argentina: pôr a chapa na grade de respiração do motor, e não no espaço próprio pra isso no para-choques.

- DEUS É UM CARA GOZADOR E ADORA BRINCADEIRAS (mostro situações irônicas nos ônibus, e no caso do Rio abordo o sistema de Expressos e alimentadores do Trans-Carioca; também flagrei e relato curiosidades em Atibaia-SP, na Argentina e na Paraíba)
  

- DO 'FAIXA AZUL' AO FAIXA PRETA': OS VOVOS DO SÉCULO 20 (Centrado mais nos caminhões, mas falamos também dos ônibus, um pouco do Brasil - ali está postada a foto que viram no topo da página - e especialmente do Peru)


- "SÉCULO 20: 'AZULÃO EM CURITIBA SÓ NO METROPOLITANO; E "VOLVO ERA VOLVO..." 
Aqui o foco é o transporte coletivo; abordo também o fato que Curitiba só foi ter ônibus azuis municipais em 2011, antes não.
E os azuis são bi-articulados  - o que nos leva as seguintes matérias:


Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em CuritibaForam 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjascinzas e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

(Radiografia completa, desde a implantação dos 'Expressos' nos anos 70, o começo dos articulados em 1981, massificação dos articulados em 1987/88, e chegada dos bi-articulados nos anos 90)

ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Antes dos bi-articulados. Mas retrata o momento que Curitiba passou de alguns poucos articulados, perto de ou mesmo menos de 10 (com uma só sanfona) pra várias dezenas deles. Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja. O busólogo curitibano Osvaldo Teodoro Born fez um excelente trabalho de mostrar cada um deles, em sua página ‘A Folha do Omnibus‘. Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Sobre São Paulo:

-  SP: A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE  - Nessa aqui falamos também de Campinas, e seus bi-articuladosEvidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muitoSomando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais 

Bi-articulado Caio no Brooklin, SP, 2014.
 
Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica.
 
Abordando a pintura livre (até 1978).
 
E também as padronizações do transporte paulistano:
 
'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)




O melhor e o pior do Brasil, a poucas quadras de distância um do outro. O Centrãoque está com muitos moradores de rua e diversos outros problemas típicos de uma metrópole desse porte;

E ali do ladinho a “Cidade Verde”, os Jardins, a Paulista, Higienópolis, e o começo das Zonas Oeste e Sul, região que ao lado da Orla do Rio é onde mais concentra elite e alta burguesia no Brasil. Além disso, um dos pontos positivos é exatamente a melhora do transporte, fotografei vários bi-articulados paulistanos em ação.
 
Outras matérias sobre o tema:

 

DEUS É UM CARA GOZADOR E ADORA BRINCADEIRAS (mostro situações irônicas nos ônibus, e no caso do Rio abordo o sistema de Expressos e alimentadores do Trans-Carioca; também flagrei e relato curiosidades em Atibaia-SP, na Argentina e na Paraíba) 
  
DO 'FAIXA AZUL' AO FAIXA PRETA': OS VOVOS DO SÉCULO 20 (Centrado mais nos caminhões, mas falamos também dos ônibus, um pouco do Brasil - ali está postada a foto de um bi-articulado operando no Rio - e especialmente do Peru)


"Deus proverá"