quarta-feira, 8 de junho de 2022

2-andares, rodoviário, articulado, e tribus? É muita transgenia junto!

 


 ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

 
Origem das imagens: internet - créditos mantidos. 
 
Local:
Europa.
Viação:
Hallo Internacional
Data:
Entre os anos 80 e o começo do novo milênio.
Carroceria:
Neoplan.
Motor:
???
Observação:
Com ar-condicionado.

Que achou dessa? Ônibus de viagem articulado, com 2 andares e trucado (com 3º eixo no vagão da frente). Pertence a viação alemã Hallo, sediada na cidade de Essen.

Andar inferior do vagão traseiro com salão diferenciado, talvez abrigue poltronas leito. Não  sei em que país da Europa foi clicado,  pois a empresa orgulhosamente proclama ser 'internacional'. 

Seja como for, é muita "Transgenia Automobilística" junto.
Pra quem que não sabe o que é isso, é mais simples que parece: Trata-se de veículos adaptados pra um uso distinto do original que saiu da fábrica. Ou já saiu assim de fábrica, mas é uma variação interessante, curiosa, de um outro veículo de tipo mais comum.

No começo dos anos 80, quando os articulados começaram a ser fabricados no Brasil, chegou a existir ônibus de viagem ‘sanfonado’.

Ao lado um da viação Catarinense, que fazia a linha Blumenau/Baln. Camboriú.

No Brasil, entretanto, o modal não pegou. Por dois motivos: 1) Em viagens longas havia desconforto e instabilidade no vagão traseiro. 

E 2) porque era difícil a logística nas rodoviárias, que no geral não tinham plataformas apropriadas pra esses veículos compridos.

Tudo somado, ainda na década de 80 deixamos de contar com articulados-rodoviários. No entanto, veja esse bichão europeu: articulado, rodoviário e 2-andares. E ainda é Tribus.Tá bom pra ti? 

Ônibus 2-andares é comum. Buso com 3-andares aposto que você nunca viu. Existiu, em Berlim/Alemanha, na década de 20 (do séc. 20). Mais um pouco teria elevador! Seria inviável atualmente, hoje as cidades têm muito mais viadutos que no século passado.

Matéria completa:

Inaugurando esse modal no transporte de massas em nosso país. E eles eram exatamente na mesma cor que os de Londres, que os inspiraram.

Além da capital paulista Osasco (também na Grande SP), Goiânia-GO, Recife-PE e Uberlândia-MG contaram com esse tipo de veículo no transporte urbano. Atualmente só rodam em nosso país nas chamadas ‘Linhas-Turismo‘.

Mostro também os 2-andares na Grã-Bretanha, Europa continental e em várias ex-colônias do império britânico.

SÉRIE "2-ANDARES NO BRASIL":

2-ANDARES PELO MUNDO:

- JOANESBURGO, ÁFRICA DO SUL

 

-  3 ANDARES EM BERLIM, ALEMANHA

 

- BONDE DE 2 ANDARES EM HONG KONG, CHINA (como sabem, colônia britânica até 1997)

A Saga da Transgenia Automobilística/Busófila vai Continuar!

Rodo-trem na Austrália.

Buso com 3-andares aposto que você nunca viu, digo de novo.

Existiu, em Berlim/Alemanha, um século atrás (publicado em 2022), como acabamos de comprovar.

Mais um pouco teria elevador! Seria totalmente inviável atualmente.

Ônibus-Zepelim em Belém do Pará.

Hoje as cidades têm muito mais viadutos que no século passado.

Seguem as matérias, onde documento centenas de casos como os dessas fotos:

– TRANSGENIA BUSÓFILA (E AUTOMOTIVA EM GERAL)

– TEM QUE VER PRA CRER: SEGUE A ‘TRANSGENIA AUTOMOTORA’

– BUSO-TREM, BUSO-BARCO BRASUCA, BONDE 2-ANDARES: MAIS TRANSGENIA MUNDO AFORA

– RODO-TREM, MONOBLOCO ARTICULADO, PÉ-GIGANTESCO, MEIO-A-MEIO: É CADA GAMBIARRA (TRANSGENIA)!!

 Ao lado uma Kombi-Avião! Não sei se voa de verdade, sendo sincero.

 

E já que falamos do Fusca:

 


Reportagens  sobre o tema:

Cid. do Cabo, África do Sul, 2017.

– O CARRO DO POVO 

Vamos homenagear o carro mais vendido da história do planeta Terra.

Claro que só pode ser o nosso querido Fusca.

Foram nada menos que 21 milhões de unidades, de 1938 a 2003.

Oficialmente lidera a lista o Toyota Corolla, com 40 milhões – e contando, ainda está sendo feito.

“Fusca/Rolls-Royce“???

Seguido do Golf, da própria Volks, com 25 milhões, igualmente permanece ativo na linha de montagem.

O Corolla começou em 1966 e é fabricado até hoje.

(Os dados são de 2018, quando escrevo.)

Porém, apenas o nome se manteve. 

O desenho do carro, sua carroceria, mudou muito.

Busque na internet um Corolla dos anos 60 e alinhe com um atual.

Etiópia/África: Fuscarroça!!

Ficará evidente que não se trata do mesmo carro, malgrado tenham idêntico nome. 

O mesmo ocorreu com o Golf, que se iniciou em 1974.

Já o Fuscão velho de guerra vendeu 21 milhões do mesmo carro, mesmo desenho.

Portanto até hoje o carro mais vendido da história.

Se serve de consolo, o velho Golf, o original, é o carro mais vendido da história da África do Sul.

Lá os Fuscas são populares até hoje como relíquia.

No entanto o carro do povo, o que transporta as multidões, é o clássico Golf.

O modelo antigo, que foi lançado em 1974.

Ao lado: vários táxi-Fuscas na mesma esquina em Acapulco/México.

Em 2012, 90% dos táxis de Acapulco ainda eram os bons e velhos Fuscas (*).

Continuando na mesma frequência:

Táxi/Fusca de Curitiba, anos 80.

– MAIORIA DE TAXI-FUSCAS EM CURITIBA: EM 1980, CLARO

Fiz uma postagem mostrando fotos antigas da Rodoviária de Ctba. . Dali se desdobrou essa postagem.

Que originalmente mostrava apenas a fila de táxis no local, em 1980: são 7 Fuscas contra 1 Corcel1 da Ford.

A partir daí ampliei a postagem, pra mostrar Fuscas operando como táxis em diversas cidades do Brasil e América.

 

A Alemanha gosta de ônibus 2-andares, não é de hoje. Na capital da Alemanha no período entre-guerras (a "República de Weimar", quando a inflação era galopante) eram bastante comuns os busos 2-andares. Veja ao lado a festa pelo início da produção em série do Fusca, em 1938. A celebração incluiu um desfile no Portão de Brademburgo. Aparecem na imagem não apenas um mas dois ônibus de 2-andares.

Apesar das enormes dificuldades, foi um período de grande desenvolvimento da engenharia alemã. Além do ônibus com 3 andares e o carro que até hoje é o mais vendido da história da Terra eles criaram também o Zepelim, um balão que tinha motor, digamos uma espécie de antecessor do avião. Na foto ao lado sobre o Rio de Janeiro, evidente. A orla quase sem prédios. Infelizmente um Zepelim pegou fogo perto de Nova Iorque-EUA em 1937, matando 36 pessoas e pondo fim ao projeto.Já que falamos do Rio, a direita abaixo o famoso "Chope-Duplo".
 
Além de tudo os bichões são 'Tribus' (trucados, com 3 eixos).
 
Viram? Realmente não conseguimos igualar a Alemanha e seus busões com 3 andares!
 
Mas na mesma época que a Europa se orgulhava de seus 2-andares, o Brasil também contava com o mesmo modal.
 
"Deus proverá"

terça-feira, 31 de maio de 2022

Apache '2' Tribus na linha "Reservado": isso é 'Tabela Trocada', em SP a 'PAESE'

 

 ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

(Zona Leste, faixa 3, Amarelo, do Inter-Ligado)

 
Origem da imagem: internet. Créditos mantidos.
 
Local:
São Paulo-SP.
Viação:
Consórcio Plus, não sei a viação.
Data:
02/2011.
Carroceria:
Caio Apache 2.
Motor:
???
Observação:
Em frente a Estação Tatuapé do metrô.

Zona Leste de São Paulo, 2011. Tribus Apache 2 do Consórcio Plus. No letreiro, ainda de lona, está escrito 'Reservado'. A linha vem num cartaz colado no vidro. Gambiarra. Ou, no jargão da busologia, 'Tabela Trocada'.
 
argentina rosário outras postagens: "BH, do Metrobel ao Move" e "Tabela Trocada" trol buso venda nova letreiro lona torino marcop ex- bh padrão verde vermelho faixa branca roda sem chapa
Rosário/Argentina com letreiro de BH. Tabela Trocada internacional.
Isso significa ônibus que deveria estar cumprindo um determinado tipo de serviço, mas está de maneira improvisada em outro.

Ou mesmo busos com pintura de uma cidade operando em outra. 

Seja emprestados em testes ou quando foram vendidos e o novo dono simplesmente não repintou.

Em SP isso chamado ‘Paese’.

Esse termo é a sigla pra Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência.

Como dito acima, o busão está na cor amarela, portanto faixa 3 (Zona Leste) da padronização 'Inter-ligado', vigente desde 2003 a atualidade (atualizo em 2022). As outras faixas são:

Reportagens sobre o tema:

- TABELA TROCADA

Dezenas de exemplos de busões operando em linhas ou mesmo cidades distintas do que sua pintura indica. 
 
Ao lado Busscar com pintura do metropolitano de B. Horizonte/MG operando em Barreiras/BA.
 
(A fonte dessa imagem é o blogue WelderBus.) 

Seja emprestados em testes ou quando foram vendidos e o novo dono simplesmente não repintou.

Também aparecerão ônibus com ‘tabela trocada’ dentro da mesma cidade.

Por exemplo esse Expresso “Frota Pública” de Curitiba operando como Inter-Bairros.

 Se estivesse na tabela correta, o buso seria verde, como aquele que o ultrapassa ao fundo - repare que a placa de itinerário atrás da porta é verde (essa e outras fotos são do acervo do portal Ônibus Brasil).

Peraí: micro-ônibus com 3 eixos??? Só pode ser na Paraíba!

Na capital João Pessoa, onde amam tanto ônibus trucado que até micrinho é Tribus.

- TERRAS DO TRIBUS (ÔNIBUS TRUCADO) URBANO: PARAÍBA, RIO GRANDE DO NORTE E SÃO PAULO

Esses 3 estados – SP, PB e RN – concentram essa manifestação no Brasil.

Por consequência são comuns também nos vizinhos estados do Nordeste.

Especialmente em Pernambuco e Sergipe e já mais raros na Bahia.

Em verde e branco em São Paulo, na faixa 1 da padronização ‘Inter-Ligado’.

 A esquerda no Terminal Central (não-integrado) de Durbã, 2017. A África do Sul também curte Tribus.

Voltando a nossa nação, evidente que eles existem pelo Brasil todo. Achei fotos dos trucados no:

Norte do Paraná, Mato Grosso, Rio (esse só no tempo jurássico), em Minas, Pará (nesse caso já desativado) e no Rio Grande do Sul.

O 1º Tribus do Brasil veio do interior de Santa Catarina, vejam vocês.

Era uma Rural, que o dono adaptou o 3º eixo – como a tomada histórica registrou.

(A fonte da imagem é o sítio da viação autora da façanha, a Turiscoll.)

Na mesma região, o Oeste de SC, encontramos nos tempos atuais também um micro-tribus, como ocorre na Paraíba.

………..

 Mais matérias sobre  São Paulo/Capital:

Ônibus-Zepelim em Belém do Pará.
 
Reformei a postagem, mostrando diversos exemplos de manifestações que se encerraram apenas pra retornarem décadas depois: o restaurante dentro do avião, o táxi-Fusca, pinturas-protóptipo e as janelinhas ovais sobre a porta da Caio, até o famoso Zepelim entrou na história.

Pois ideias são atemporais, já que são Energia. Energia nunca morre.

– NO NINHO DAS COBRAS (janeiro/16) – É o Butantã, Zona Oeste, óbvio. Nomeia o famoso ‘Instituto Butantan’, aquele que produz soros anti-ofídicos e vacinas. Dessa vez não visitei o Instituto. O foco da matéria é retratar um pouco do bairro, a Vila Gomes e Jd. Bonfiglioli,

 
Segura essa: no Chile também teve capelinha!

- CAPELINHA: RIO, SP, B.H., BELÉM E POA; PLACA NO ALTO: ESTAMOS NO SUDESTE

Quem perto de 40 (escrevo em 2021) vai lembrar quem em muitas cidades antigamente os busos tinham ‘capelinhas’ – letreiro menor no teto pro nº da linha.

Mostra o Sudeste e mais Belém-PA, Porto Alegre-RS e até Brasília-DF (onde houve esse apetrecho em maior escala), além de dar um panorama global.

Falo também de um costume, nos anos 70 e 80 típico do Sudeste Brasileiro e também presente no Chile e Argentina: pôr a chapa na grade de respiração do motor, e não no espaço próprio pra isso no para-choques.

-  SP:A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais. 

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente). 

Ao lado um antigo Caio Bela Vista da  Bola Branca de 'saia' vermelha e 'blusa' bege (algumas imagens pertencem ao sítio Revista Portal do Ônibus). 

 – “A CIDADE CINZA” – fotografando a Zona Leste (fevereiro/18). Na verdade o foco se restringe a Vila Carrão e imediações. Mas não deixa de ser a primeira matéria na Z/L.

 
ponte - pichacao
SP: a "Selva de Pedra".
Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens que já fiz sobre a cidade. Retratei partes das Zonas Central (o Centrão mesmo e o vizinho Bom Retiro) e Sul (Brooklin e Planalto Paulista). Na Zona Sul dois bairros de classe média-alta – dessa vez, não fui a periferia.
 
Falo um pouco da modernização do transporte igualmente.


- "PIXAI POR NÓIS" - A MARGINAL TIETÊ E A DUTRA - Breve ensaio fotográfico na Marginal Tietê (ao lado) e comecinho da Dutra. Portanto pegando as Zonas Central e Norte – inclui algumas tomadas no subúrbio metropolitano de Guarulhos.
 


O melhor e o pior do Brasil, a poucas quadras de distância um do outro. O Centrão, que está com muitos moradores de rua e diversos outros problemas típicos de uma metrópole desse porte;

E ali do ladinho a “Cidade Verde”, os Jardins, a Paulista, Higienópolis, e o começo das Zonas Oeste e Sul, região que ao lado da Orla do Rio é onde mais concentra elite e alta burguesia no Brasil.

"Deus proverá"