Autoria
própria. Imagem de livre circulação, desde que os créditos sejam
mantidos.
Local:
|
|
Data:
|
|
|
|
???
|
|
|
Marcopolo
Viale.
|
|
|
|
|
|
|
|
Florianópolis,
junho de 2015. Marcopolo Viale cumpre linha pro Morro da Cruz.
Pintado na nova padronização que foi instituída em 2014. Toda a
frota da cidade, todas as linhas de todas as empresas portanto, usam
essa pintura única.
Alias a viação não vem grafada no veículo. Dessa forma, só de olhar a imagem não sabemos de que empresa é.
Pra
quem não conhece geografia da região, Fpolis. é formada por uma
parte continental e pela Ilha de Santa Catarina.
No
meio da Ilha está o Maciço do Antão, uma cadeia de montanhas onde
fica o Morro da Cruz. No pico dele ficam as torres de TV e rádio.
Boa parte das encostas está favelizada.
Portanto
é um buso 'Sobe-Morro', serve as 'comunidades' que ficam em suas
ladeiras. No passado, esse tipo de linha que atendiam essas partes
mais humildes da cidade eram mais baratas, tinham uma 'tarifa
social'. Não sei se essa política ainda está em vigor.
Seja
como for, o dia glorioso afinal chegou, acabando com duas décadas de
espera martirizante: Florianópolis
enfim re-padronizou a pintura de seus ônibus.
Constatei
pela internet em maio de 2014, e confirmei ‘in loco’ um ano
depois, em junho de 15. A partir de agora os veículos da capital catarinense terão que ser pintados todos iguais, azuis e brancos.
Florianópolis
era a única capital brasileira em que havia ocorrido uma
des-padronização na pintura dos ônibus.
Ou
seja, o único lugar em que um dia houve a obrigação das viações
adornarem seus veículos no modo determinado pelo poder público (e não ao bel-prazer) e no entanto esse ganho fundamental pra cidadania havia sido revertido.
A
única cidade que padronizou mas depois despadronizou. Corrigindo
esse erro histórico, agora re-padronizou. E olhe que Floripa começou bem. Como já escrevi muitas vezes:
Alias
Brasília, Campinas, Florianópolis e Porto Alegre adotaram a mesma
pintura: fundo branco com
uma faixa horizontal que tinha a cor definida conforme a parte da
cidade que aquela linha servisse.
Mas,
independente de qual padronização foi adotada, apenas em 3
capitais, Goiânia, Floripa e BH, o benefício abarcou tanto os ônibus municipais quanto os que servem a Região Metropolitana, repetindo.
Vieram
os anos 90, e as cidades entenderam que a padronização é
inevitável, pois é infinitamente melhor pro usuário.
Assim, novas capitais também adotaram a pintura única.
Como
exemplo Fortaleza-CE, Belém-PA, São
Luiz-MA (da pintura dos ônibus dessas 3 eu falo melhor nessa mensagem, e nessa outra radiografia completa de Fortaleza, incluindo ônibus, metrô, trem de subúrbio e VLT),
Campo Grande-MS, Recife-PE, Vitória-ES, Maceió-AL. Em
alguns casos incluindo também os veículos metropolitanos.
Porém,
na mesma época (meio dos anos 90), Florianópolis
regrediu: voltou a ter pintura livre. Foi um caso inédito, e
indescritivelmente triste de reversão de cidadania, do interesse
público abertamente se dobrar ao grande capital.
E
agora a pintura foi repadronizada em Floripa. A Cidade-Desterro
foi re-incorporada, no tempo e no espaço. Agora seguirá o modelo
brasileiro de padronização e modernização da frota de ônibus.
Como
sabe, a atual Florianópolis se chamava ‘Desterro’, porque a ilha
era uma espécie de prisão onde eram exilados os 'inimigos do rei',
no caso brasileiro do imperador.
(Digo,
o Rio de fato padronizou a pintura na primeira metade da década de
10, mas na segunda metade da mesma década boa parte da frota foi
despadronizada com a desculpa que os "ônibus com
ar-condicionado não precisam ter pintura padronizada".
Dialética
que só existe no Rio, em todas as outras cidades os veículos com ar
seguem a padronização. Assim, se Florianópolis havia sido a
primeira capital a despadronizar a pintura, o Rio foi a segunda.)
De
qual quer forma, em SC não mais. Florianópolis não está mais
“desterrada”, foi re-incorporada, no tempo e no espaço. Deixou
de ser a ‘ovelha negra’. Os ônibus agora são azuis e
brancos. Todos eles.
Matéria
levantada pra rede diretamente da Grande Florianópolis (bairro
Forquilhas, São José, Continente, Região Metropolitana).
Reportagens sobre o tema, começamos pela capital Floripa:
- PIONEIROS DA PADRONIZAÇÃO METROPOLITANA: BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E FLORIANÓPOLIS
3 cidades foram as primeiras a padronizar a pintura dos ônibus metropolitanos:
Trata-se das capitais de Minas Gerais (inteiro azul), Goiás (esq.) e Santa Catarina (abaixo).
Na virada dos anos 70 pros 80 (ou logo no comecinho dos 80) elas padronizaram as linhas municipais.
E incluíram as linhas metropolitanas no mesmo pacote.
As padronizações adotadas foram: MetroBel em B.H. (buso unicolor conforme a categoria de linha, as duas faixinhas menores coloridas indicando a região da cidade);
Goiânia, essa que vemos acima, a mesma pintura pra toda a frota, sem variações;
E Florianópolis, padronização EBTU
– Empr. Brasileira de Transp. Urbanos -, buso branco, faixa colorida
indicando a região da cidade (também adotada em Brasília, Porto Alegre-RS,
Maceió-AL e Campinas-SP).
(As fotos de B.H. e Goiânia pertencem a página Ônibus Brasil, enquanto que a de Fpolis. é pertencente ao portal EgonBus - detalhe que esse último além de tudo é um Fiat).
- A CIDADE DE FLORIANO NÃO ESTÁ MAIS DESTERRADA
-
(Radiografia completa do transporte
'manezinho', com dezenas de fotos: da pintura livre a padronizada, a
volta a pintura livre, ao novo retorno a padronização)
Sobre Joinville, maior cidade do interior:
- O TRANSPORTE JOINVILLENSE - DOS MONOBLOCOS E AMÉLIAS A ERA 100% BUSSCAR, A ERA PÓS-BUSSCAR
Em azul e branco de costas Thamco da Transtusa na pintura livre em Joinville anos 80 (fonte da foto: portal SFS Ônibus).
Até
que em 1987 a Busscar - ainda chamada Nielson' - começa a produzir
veículos urbanos.
Por duas décadas, a frota joinvillense foi 100%
Busscar, valorizando a marca ‘da casa’.
Todo amarelo, o articulado Busscar na pintura padronizada sai do Terminal (prov. o Central) em
Jvlle. .
Como todos sabem, a Busscar foi um símbolo da indústria de Joinville, de Stª Catarina e do Brasil.
Só que com a falência, as viações da cidade precisaram encontrar outras alternativas.
.............
Agora os textos sobre as cidades de forma geral, abordando além dos ônibus:
- BLUMENAU, A "ALEMANHA BRASILEIRA:
A cidade mais alemã do Brasil (certamente entre as grandes e médias, que têm mais de 300 mil habitantes).
Acima: casas em ‘enxaimel‘ (modelo de construção típico alemão) na Beira-Rio: isso é Blumenau.
Agora, toda moeda tem duas faces. O lado menos conhecido de Blumenau é que de seus 300 e poucos mil moradores cerca de 60 mil vivem em ocupações irregulares nos morros.
Ao lado o morro da Rua Araranguá, no bairro Garcia próximo ao Centro: isso também é Blumenau.
Relato geral sobre a cidade,
abordando não apenas o transporte, mas falamos também sobre isso, da
volta do livre pro padronizado, cliquei várias cenas mostrando a
transição.
Voltamos a capital. A matéria principal sobre Fpolis., chamada 'Ilha da Magia', havia sido feita no inverno, em junho de 2015.
Estava frio e não teve então jeito de ir
ao mar
Como era de se esperar pela época do ano.

Um ano e meio depois,
voltei a Floripa em pleno verão. Estava quente, bem quente.
Vi uma Praia de Canasvieiras lotada, tanto de brasileiros quanto de argentinos, uruguaios e
paraguaios.
Na foto acima note o camelô com a bandeira da Pátria Amada e do Uruguai no mesmo mastro - havia atambém a da Argentina, que não apareceu.
- JOINVILLE, TERRA AMADA & QUERIDA - Não é “a maior cidade de SC”, como muitos dizem.
A Grande Florianópolis é quem ocupa esse posto, dizendo mais uma vez.
Ainda assim, Joinville é a maior cidade do interior, município mais populoso de todo estado, seu pulmão industrial. Por isso o maior PIB catarinense – o dobro da capital
Fpolis.!
Seu cartão-postal mais famoso está logo na entrada da cidade, é obviamente o portal visto acima.
Publicado em setembro de 2016, com o material sobre Bombinhas. Atualizado em novembro de 2017, mostrando Barra Velha.
Ainda na estrada já vemos as famosas baleias, num hotel na BR-101 em Barra Velha.
..........
Paraná e Santa Catarina dividem duas “cidades-gêmeas“:
Em ambos os casos um município em cada estado, mas formando uma única cidade.
Se preferir uma região metropolitana bi-estadual. Daí o título das matérias:
- ''RIO-MAFRA'': 1 CIDADE, 2 ESTADOS (Paraná/S. Catarina) - Rio Negro/PR + Mafra/SC
Na foto acima vemos a placa da auto-escola 'Rio-Mafra':
Esse anúncio no Centro de Mafra mostra como a cidade é conhecida. E ao lado a ponte velha que liga Mafra e Rio Negro.
Publicado originalmente apenas com um desenho em dezembro de 2014.
Em julho de 2018 reformulado pra se tornar uma reportagem sobre a cidade.
Ao contrário de Rio-Mafra, em “Porto União da Vitória” não é o rio quem divide os municípios (e os estados).
"Deus proverá"