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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Tribus, articulado e alongado na Cidade do Cabo, África do Sul

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

Autoria própria. Imagens de livre circulação, desde que os créditos sejam mantidos.

Local:

Cidade do Cabo, África do Sul.

Data

04/2017.

Viação:

Golden Arrow ("Flecha Dourada", em português).

Carroceria:

????

Motor:

???? (talvez Man).

Observações:

Linha não-integrada, com pintura livre.

Cidade do Cabo, África do Sul, abril de 2017. Articulado tribus (trucado) e alongado da viação 'Golden Arrow', na nova pintura usada agora no século 21.
 

O Cabo conta com uma moderníssima rede de transporte integrada com ônibus, chamada 'Minha Cidade' ('My Citi' no original, com 'i' mesmo). Os veículos têm pintura padronizada, e as linhas de grande demanda são feitas por articulados que usam canaletas exclusivas e estações elevadas com embarque pré-pago. As linhas menores são feitas por busões de tamanho normal e micro-ônibus. 

Mas essa rede, embora em constante expansão, ainda não cobre todos os bairros da cidade e região metropolitana. Ali a maioria das pessoas precisa se locomover de van, que os sul-africanos chamam de 'táxi'.

Há ainda a opção dos ônibus não-integrados, que permanecem com pintura livre. Desses, a maior viação é a 'Golden Arrow'. 

Que como dito e é óbvio, significa 'Flecha Dourada' em português. No século 20 sua frota era decorada com uma pintura inteiro, bem, dourada como o nome indica. Atualmente optaram por essa de 'saia' verde e corpo do veículo branco.

Um registro raro, são poucos os articulados em pintura livre e linhas não-integradas na África do Sul. Ademais o bichão é alongado e trucado. Consegui enquadrar o ônibus inteiro, infelizmente um carro encobriu parte do vagão de trás. Mas conseguimos ver nitidamente a pintura, o novo padrão visual da empresa 'Golden Arrow'. 

.......

Matérias sobre o tema:

- TERRAS DO TRIBUS (ÔNIBUS TRUCADO) URBANO: PARAÍBA, RIO GRANDE DO NORTE E SÃO PAULO 

(O foco é mais nos urbanos, porém mostro também o Tribus rodoviário. E citei esses 3 estados porque é onde esse modelo é mais comum, mas há fotos deles pelo país inteiro; na atualização incluí a África do Sul, onde consegui clicar tribus nas suas 3 principais cidades)

Então vamos a série sobre a África:

- DA 'GUERRA DOS TÁXIS' AO GAUTREM: O TRANSPORTE NA ÁFRICA DO SUL, DA BARBÁRIE AO MODERNÍSSIMO (julho.17) -

Falamos das “Guerras do Transporte” – não é figura de linguagem, o sangue correu e ainda corre.

E também do que funciona exemplarmente, como os ônibus do Cabo e o Gautrem (direita), que liga justamente Joanesburgo e Pretória.

- ÁFRICA DO SUL, O MUNDO NUM SÓ PAÍS (maio.17, abertura da série, falo da triste era do 'apartheid', da luta que foi pra derrubar o regime racista);

– Joanesburgo, a “Metrópole Global Africana” (abril.18): Gauteng, como dito, é o menor estado (província) da África do Sul. Mas seu centro populacional, econômico e político.

Ali está Joanesburgo, sua maior metrópole, centro financeiro e político do país. Um pouco mais ao norte fica Pretória, a capital administrativa nacional, que é praticamente um subúrbio do Joanesburgo.

– Encanto Multi-Dimensional: a Cidade do Cabo (e do Vinho), um Chacra da Terra (fevereiro.18): Uma radiografia completa da mais bela cidade da África do Sul, e uma das mais belas do mundo.

- América na África (Índia na África também) – é Durbã, de Porto Natal a eThekwini (setembro.18):

Se a República Dominicana é a 'África na América', Durbã, inversamente, é a ‘América na África’.

Pois se parece mais com as cidades latino-americanas (tem favelas em morros), enquanto o resto da África do Sul segue o modelo anglo-ianque  de urbanização.

Ademais, Durbã é a maior diáspora indiana a nível global, a “Índia na África”.

– Khayelitsha É África: só eu e Deus na "Zona de Perigo" (setembro.17):

Minhas voltas (sozinho, de transporte público, sem celular, guia ou qualquer proteção exceto a Divina) pelas periferias de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durbã.

Todas essas cidades têm problemas seríssimos de segurança pública, como não é segredo pra ninguém.

Em Durbã andei até num camburão policial (ao lado), os policiais me deram uma "carona" pra me tirar de uma dessas periferias.

– A Riviera do Cabo (maio.17): Ensaio fotográfico mostrando a orla da Zona Sul da Cidade do Cabo. Que, repito, é uma das cidades mais lindas do mundo. E esse é seu pedaço mais encantador. Definitivamente “palavras não são necessárias“.

Deus proverá

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Do "Leste" pro "Oeste": quando a linha era municipal

https://omensageiro77.wordpress.com/2016/07/24/de-volta-pro-passado-a-garagem-da-viacao-colombo-anos-80-e-outras-raridades-daquele-tempo/
Imagens pertencentes aos sítios Lexicar (acima) e Revista Portal do Ônibus (abaixo). Créditos mantidos. Visite as fontes.
Local:
Curitiba-PR.
Data:
Década de 90 (ou começo da de 2000).
Viação:
Curitiba.
Carroceria:
Mafersa (Material Ferroviário S.A.) - padrão (alongado).
Motor:
???.
Observações:
Acima em ação, no pé da página outro do mesmo modelo, viação e linha na garagem.


Curitiba, anos 90 (ou começo do novo século). Ligeirinho Mafersa da (extinta) A. V. Curitiba num dos terminais do Eixo Oeste.

A foto foi feita no Campo Comprido ou Campina do Siqueira – provavelmente nesse último.
“Leste/Oeste” era o nome da quando ela era municipal, ia do CIC Norte ao Capão da Imbuia.
 
Depois que no ramo leste ela foi estendida pro Term. de Pinhais, passou a se chamar “Pinhais/Campo Comprido”. Duas notas: 
 
1) O ponto final do ramo Oeste continua na estação-tubo CIC Norte, que como o nome indica fica no bairro Cidade Industrial.

Mas como Campo Comprido é o terminal mais próximo (o penúltimo ponto), ele quem nomeia a linha;

2) Curiosamente, essa foi a única linha de Ligeirinho metropolitana que não foi seccionada quando os sistemas municipal e inter-municipal se separaram em 2015.

Foi mantida. As linhas Colombo/CIC, Caiuá/Cachoeira, Barreirinha/São José e Araucária/Centro foram cortadas pela metade (as duas primeiras foram novamente restauradas, as duas últimas ainda não, já explico melhor).

Explico. Até fevereiro de 15, a prefeitura de Curitiba gerenciava também boa parte das linhas metropolitanas. 
 
Aí houve o rompimento. Os roteiros inter-municipais retornaram pro governo do estado. Haviam 4 Ligeirinhos metropolitanos perimetrais (que ligavam partes opostas da metrópole passando pelo Centro).

A Campo Comprido/Pinhais (mostrada aqui, anteriormente chamada ‘Leste/Oeste’), curiosamente, foi mantida intacta. Repetindo, as linhas Colombo/CIC e Caiuá/Cachoeira (então denominada ‘Tamandaré/Fazendinha’) foram seccionadas, mas depois que mudou o prefeito restauradas. 
 
A linha Barreirinha/São José foi seccionada, e até hoje (escrevo em julho de 19) ainda aguarda seu retorno, malgrado promessas em contrário nunca cumpridas. 
 
E uma linha radial (ligava o Centro ao subúrbio), a Araucária/Praça Rui Barbosa, igualmente foi cortada no Terminal Capão Raso (Z/S), e tampouco recuperada.
………

Agora quanto a carroceria: vamos reproduzir aqui alguns dados extraídos da enciclopédia Lexicar (de onde também veio a imagem acima em preto-&-branco).

A Mafersa - Material Ferroviário S.A. -, como o nome indica, começou fabricando vagões de trens. Partiu pra produção de tróleibus em 1985.

Nesse ano a Capital Paulista inaugurou seu maior terminal de ônibus, o de Santo Amaro, na Zona Sul, e o corredor na avenida de mesmo nome que liga o bairro ao Centro. A Mafersa ganhou a concorrência no modal elétrico, e forneceu perto de 80 tróleis pra CMTC (Cia. Municipal de Transporte Coletivo)

A Mafersa tinha unidades em SP Capital, no interior paulista e em Contagem, na Grande Belo Horizonte-MG.

Esse tróleibus foram produzidos em SP, cidade na qual operaram. No fim dos anos 80 e virada pros 90 a Mafersa dá um grande salto: passa a produzir ônibus a dísel, lança uma versão do tróleibus-articulado (que não pegou, não passou do modelo-piloto, alias não há articulados Mafersas nem elétricos nem a dísel) e transfere a produção de carrocerias integralmente pra unidade da Grande BH.

Os ônibus da Mafersa eram revolucionários, pois totalmente adequados ao modelo 'Padrão' ('Padron', no original) que o governo federal na época tentava disseminar nas cidades brasileiras: mais longo, alto, largo, com portas amplas e motor traseiro.

Ademais,  o Mafersa também era monobloco, como os Mercedes-Benz. O que é um 'monobloco'? Geralmente nos ônibus uma fábrica produz o chassi e outra a carroceria – todos já vimos nas estradas os ônibus sem cobertura, indo exatamente receber a carroceria. Portanto são duas peças separadas, dois blocos distintos.

A Mafersa, e também a Mercedes, eram as únicas que produziam tanto chassi quanto carroceria na mesma unidade fabril. Resultando que o ônibus não tinha dois blocos separados, mas era feito por inteiro de uma vez, num único bloco – o 'monobloco'.


A Mafersa pagou o preço de seu pioneirismo. O mercado não estava preparado pra um produto mais moderno e confortável - e por isso um pouco mais caro. Quando no começo dos anos 90 o governo federal cortou o financiamento pra implantação de tróleibus e ônibus a dísel 'padrão', diversas encarroçadoras vieram a pique. A Mafersa foi uma delas. Começou a produzir tróleibus em 1985, e a dísel pouco depois. Em 1995 a firma faliu. 

Uma pena, né? Mas antes disso ela marcou época com seus possantes ônibus, e aqui vai a homenagem. 

Matérias sobre o tema (após as ligações há mais uma imagem, do Ligeirinho na garagem da Auto Viação Curitiba): 
"Deus proverá"
https://omensageiro77.wordpress.com/2015/05/23/leste-norte-oeste-sul-e-boqueirao-onibus-de-curitiba-anos-80/

terça-feira, 11 de junho de 2019

"Expresso do Ocidente": 703-Caiuá (CIC, Z/O)

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"


Autoria própria. Imagens de livre circulação, desde que os créditos sejam mantidos.
Local:
Curitiba-PR
Data:
Maio de 2019.
Viação:
Antiga Água Verde, encampada pela Expresso Azul de Pinhais.
Carroceria:
Marcopolo Viale 'padrão' (alongado, 3 portas).
Motor
???? (traseiro).
Observações:
No bairro Cidade Industrial, quase cruzando o Contorno, chegando portanto ao ponto final.

Cidade Industrial, Zona Oeste de Curitiba, 2019. Viale da antiga viação Água Verde (daí a letra 'J' no prefixo) faz a linha 703-Caiuá, que liga esse terminal localizado na Cidade Industrial ao Centro da cidade.

Atualmente quem serve a região é a filial da Expresso Azul, viação que tem sede em Pinhais e que portanto atua na Zona Leste da Grande Curitiba.
  
Ela, como dito na ficha, encampou a frota e linhas da Água Verde.
 
Até a “licitação” (entre aspas porque o processo foi bastante contestado em sua probidade) de 2010 a Água Verde que acabo de citar era uma viação independente que operava na Zona Oeste do sistema municipal de Curitiba.

Curiosamente, nos anos 80 e 90 a Água Verde quase não comprava Marcopolo. De lá pra cá, entretanto, a coisa inverteu e hoje a frota é praticamente padronizada nessa marca.

A área de atuação da Água Verde (quando era independente e agora como parte da Azul) são os bairros Fazendinha, Vila Izabel, Santa Quitéria, seções do Campo Comprido e Cid. Industrial, e partes próximas.

A Cidade Industrial de Curitiba (cujas iniciais formam a sigla 'C.I.C.') é um bairro artificial. Foi criado na prancheta em 1973 pra abrigar as fábricas e tirá-las da Zona Central. O território do CIC foi desmembrado de diversos bairros.


Se divide em CIC Norte, CIC Central e CIC Sul – embora dessas denominações só 'CIC Norte' é usado, consagrado como nome de uma estação-tubo. Os termos 'CIC Central' e 'CIC Sul' caíram em desuso, embora ainda hajam placas na cidade chamando o Terminal do CIC de 'Terminal CIC Sul'.

O termo 'CIC Central', entretanto não pegou mesmo, e foi excluído da linguagem da cidade, tanto escrita quanto verbal.

Na dimensão leste-oeste, por sua vez, o CIC é dividido ao meio pela rodovia Contorno Sul (o Contorno é o equivalente local do 'Rodo-Anel' paulistano). O Contorno Sul é o trecho urbano da BR-376, que no seu trajeto pro interior do estado (liga a capital ao Norte do Paraná) é chamada de 'Rodovia do Café'.

Mas voltamos a falar da Cidade Industrial. A parte antes do Contorno (olhando a parir do Centro) é mais habitada, e nas margens da estrada bastante industrializada.

O 'outro lado' do Contorno (onde fica o Terminal Caiuá) tem igualmente várias indústrias. Na parte residencial existem algumas vilas, bem menos que desse lado.

A viação Água Verde atende as vilas Itatiaia, Santa Helena, Porto Belo, e imediações desse lado do Contorno, e Caiuá e arredores do outro lado, ou seja o que no começo do bairro nos anos 70 era chamado 'CIC Central'.

Pra servir o CIC Central existem os terminais da Fazendinha e Caiuá. O Terminal da Fazendinha foi criado entre 1992 e 93, e fica no bairro de mesmo nome. Mas quase na divisa com a Cidade Industrial, e boa parte de seus alimentadores vai pro CIC.

Já o Terminal do Caiuá foi inaugurado em 1999.  Esse é o menor e mais novo terminal do município de Curitiba (escrevo em 19. Em 2020 será inaugurado o Terminal do Tatuquara, na Zona Sul).

Ao redor desse terminal há o Conjunto Caiuá, que o nomeia. O Caiuá é uma grande série de prédios sem elevador (‘pombais’). Foram construídos no fim do regime militar, entre o fim da década de 70 e começo da de 80. 
 
Seguindo a Rua Lodovico Kaminski chegamos ao bairro da Augusta, sobre o qual já escrevi matéria específica.
 
Se formos pro outro lado, saímos no bairro do São Miguel (pouco conhecido dos curitibanos, quase uma 'Cidade Oculta' na Zona Oeste, por isso sai na mídia ainda como 'Cidade Industrial').

 
Em abril de 19 retornei (digo, fui várias outras vezes, nessas duas oportunidades eu levei máquina pra registrar). É uma situação explosiva, que está pegando fogo – literalmente: em dezembro de 2018, um incêndio criminoso destruiu mais de 300 casas na favela. 

Pro que nos importa aqui que é a busologia, a linha que atende a região é o alimentador Mário Jorge – antigamente um ramal da linha Vila Marisa, com o crescimento das vilas virou linha própria.

Matérias sobre a região além do Contorno Sul.
Outra reportagem sobre a Zona Oeste da cidade:
Transporte coletivo em Curitiba:

Inter-Hospitais.

Micro-ônibus. Mostrando vários deles – e não apenas da Caio – em ação pelo Brasil e Chile.

No início os anos 80 Curitiba implantou seu revolucionário sistema de transporte coletivo. 

 Padronizando a frota em unicolor, a cor indicava a categoria.

Por quase 40 anos, de 1981 a 2020 Curitiba teve ônibus brancos, enquanto durou o Circular Centro.

As categorias Vizinhança e Inter-Hospitais, e por um tempo até o Alimentador Zoológico, também utilizaram a mesma cor, em períodos diferentes da história.

Micro Caio Carolina em Brasília.

No entanto em 2020 acabou. Assim como o azul, o branco também foi eliminado do sistema de transporte curitibano.

O detalhe curioso é que houve um tempo que a Caio punha nomes de mulheres em seus ônibus.

Carolina era o micro.

Aqui em Curitiba a linha Circular-Centro, que tinha sua pintura exclusiva branca, era operada pelas viações Luz e Cristo Rei (cada uma num sentido, horário e anti-horário).

Pois bem. No Circular-Centro da década de 80 só haviam Carolinas, em ambas as viações.

Abordo na matéria também o modal Seletivo/Executivo/Opcional curitibano.

Que geralmente é feito por micro-ônibus, e “naquele tempo” muitas vezes por Carolinas.

Tem mais, mostro várias categorias que igualmente foram feitas por micros, em várias cidades brasileiras:

Porto Alegre, Brasília, o Rio, o Recife e Santos. Como essas linhas começaram, e como estão hoje.

Se tudo fosse pouco, no Chile um desses micros teve um triste final . . .virou varal!

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974. Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuis, mas sempre voltam a ser vermelhos.



(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, Convencionais, Intrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)
 

– DE CURITIBA PRO MUNDO

– DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.





- ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.


 
 
Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974. Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas, cinzas e azuis, mas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Repetindo o que já foi dito acima e é notório: ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
 
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

2021: enfim os Expressos na L. Verde Norte/Leste.
– LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal.
 
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andar. A Linha Turismo não era vista com tanta importância.
 
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.

Terminal Tatuquara.

– 2021: UFA! 14 ANOS DEPOIS, ENFIM INAUGURADA A LINHA VERDE NORTE/LESTE – Incompleta por enquanto (julho de 2021)

A “Linha Verde” é o antigo traçado urbano da BR-116.

Curitiba não é mais a mesma. Antes a cidade inovava: Nos anos 70 e 80 criou - a nível global - o conceito de ônibus "Expresso" (corredores exclusivos, terminais de integração, etc.). Em  1992 foi aqui que começou a rodar o primeiro bi-articulado do Brasil.

 Agora…quanta diferença: o corredor da ‘Linha Verde’ começou a ser construído em 2007. Só em 2021 começou a circular um Expresso no trecho Leste/Norte da linha. 14 anos e meio depois. 

Ainda assim, incompleta. Só inauguraram 3 novas estações (escrevo em 21): Fagundes Varela, Vila Olímpica e PUC. Ainda faltam mais 5.

Antes tarde que nunca, ao menos agregou novas opções de integração, as estações-tubo F. Varela e PUC são mini-terminais. Onde é possível baldear gratuitamente pra diversas linhas Convencionais, Alimentadores e Inter-Bairros. A esquerda acima o Convencional Canal Belém integrando gratuitamente na Estação PUC (ao fundo o Circo Vostock, que está fixo no local há alguns anos).

Linhas do Terminal Roça Grande, Colombo.

- TATUQUARA, ZONA SUL: O TERMINAL QUE NÃO É TERMINAL -
(atualizado em maio de 2021, quando da inauguração do mesmo) –

Não é terminal porque foi planejado errado, não tem linhas troncais (Ligeirinho nem Expresso) tampouco Alimentadores próprios.  

Não agregou novas opções de integração. Resultado? Está vazio, grosseiramente sub-utilizado, pois não é útil aos moradores da região.

Exatamente como aconteceu antes na Zona Norte, em Colombo. 

Refrescando a memória, o Terminal Roça Grande ficou pronto em 2006, mas só foi inaugurado - de forma erra em 2009. 

E somente em 2016 se tornou um terminal de verdade, com linhas troncais feitas por articulados e alimentadores próprios. Faça as contas, 10 anos pra corrigir. Espero que no Tatuquara o ajuste leve menos que uma década. Bem menos.

Falo também da grande invasão que ocorreu no Tatuquara em 2020 - antes da eleição como é tradição em Curitiba - próximo a Vila Zanon. Situação tensa na Zona Sul.

Deus proverá.