segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

O Céu de Curitiba.

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

Autoria própria. Imagens de livre circulação, desde que os créditos sejam mantidos.

Local:

Curitiba-PR

Data:

03/2014.

Viação:

Consórcio TransBus: antiga Auto Viação Curitiba, após a "licitação" de 2010 adquirida pela viação Araucária, do município homônimo na região metropolitana.

Carroceria:

Neobus bi-articulado "maior ônibus do mundo".

Motor:

Volvo.

Observações:

Linha 303-Centenário/Campo Comprido, que liga a Zona Oeste (onde a foto foi clicada) a Zona Leste, via Centro da cidade.

Próximo ao local da foto anterior.

 Bairro Campina do Siqueira, Zona Oeste de Curitiba, março de 2014. Bi-articulado Volvo Neobus em frente ao tubo do Rio Barigüi.

Onde há a antiga favela (agora parcialmente urbanizada) chamada 'Bom Menino', também conhecida por 'Favela do Campina'. 

Nesse trecho o Rio divide os bairros C. Siqueira e Mossunguê - no Mossunguê, chamado por alguns de "EcoVille", estão os prédios vistos ao fundo.

Ao lado idem: o edifício em obras em 1º plano (na época, atualmente pronto) no C. Siqueira,  o sol se recolhe atrás dos prédios do Mossunguê.

Em ambas as imagens como pano de fundo um belo crepúsculo: por isso essa fotos foram escolhidas pra ilustrar essa postagem.

Esse Neobus é de 2011. Essa leva, quando chegou, foi apelidada de "Maior Ônibus do Mundo". Isso porque até então os bi-articulados tinham 25 metros. O "Maior do Mundo" mede 28 metros.

Alguns são vermelhos, como o que vemos aqui, pra fazer as linhas paradoras. Pra cobrir as então recentemente inauguradas linhas de Ligeirões da Zona Sul (550-Pinheirinho/Carlos Gomes e 500-Ligeirão Boqueirão), ambas começaram em 2009) alguns Neobus vieram na cor azul, a primeira vez na história que Curitiba conta com ônibus municipais nessa cor

Durou pouco. A partir de 2018 todos os Expressos de Curitiba voltaram a vir de fábrica vermelhos, sejam Ligeirões ou paradores

Prédios da Boa Vista e Pq. Bacheri, Z/ Norte, 2021.

Expresso em Curitiba é vermelho. Já tentaram mudar 3 vezes a cor desse modal:

1987: laranja;.

1992: cinza; e

2011: azul, como dito. 

Não tem jeito, não pega. Eles sempre retornam a sua tonalidade original, escarlate.

..... 

Confira o ensaio completo:

- O CÉU DE CURITIBA: ANOITECE E AMANHECE EM DIVERSOS BAIRROS DA CIDADE

Boqueirão, Z/ Sul, 2014.

Publicado em várias etapas: 

- Re-ordenado em 2021 pra abranger diversas partes da capital e região metropolitana

- Levantado pra página em 5 de maio de 2015; 

- Algumas imagens seguiram no modal pioneiro, via emeios, entre 2012 e 2015.

Mais reportagens sobre o transporte coletivo em Curitiba:

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.



(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, ConvencionaisIntrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)
 

DE CURITIBA PRO MUNDO

DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.





ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Repetindo o que já foi dito acima e é notório: ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

– LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal.
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andarA Linha Turismo não era vista com tanta importância.
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.

Canal Belém na Estação PUC da Linha Verde.

2021: UFA! 14 ANOS DEPOIS, ENFIM INAUGURADA A LINHA VERDE NORTE/LESTE – Incompleta por enquanto

Curitiba não é mais a mesma. Antes a cidade inovava: Nos anos 70 e 80 criou - a nível global - o conceito de ônibus "Expresso" (corredores exclusivos, terminais de integração, etc.). Em  1992 foi aqui que começou a rodar o primeiro bi-articulado do Brasil.

Agora…quanta diferença: o corredor da ‘Linha Verde’ começou a ser construído em 2007. Só em 2021 começou a circular um Expresso no trecho Leste/Norte da linha. 14 anos e meio depois.

Antes tarde que nunca, ao menos agregou novas opções de integração, já que várias de suas estações-tubo são mini-terminais. Onde é possível baldear gratuitamente pra diversas linhas Convencionais, Alimentadores e Inter-Bairros. A esquerda acima o Convencional Canal Belém integrando gratuitamente na Estação PUC (ao fundo o Circo Vostock, que está fixo no local há alguns anos).

Linhas do Terminal Roça Grande, Colombo.

- TATUQUARA, ZONA SUL: O TERMINAL QUE NÃO É TERMINAL -
(atualizado em maio de 2021, quando da inauguração do mesmo)

Não é terminal porque foi planejado errado, não tem linhas troncais (Ligeirinho nem Expresso) tampouco Alimentadores próprios. Não agregou novas opções de integração. Resultado? Está vazio, grosseiramente sub-utilizado, pois não é útil aos moradores da região.

Exatamente como aconteceu antes na Zona Norte, em Colombo. Refrescando a memória, o Terminal Roça Grande ficou pronto em 2006, mas só foi inaugurado - de forma erra em 2009. E somente em 2016 se tornou um terminal de verdade, com linhas troncais feitas por articulados ee alimentadores próprios. Faça as contas, 10 anos pra corrigir. Espero que no Tatuquara o ajuste leve menos que uma década. Bem menos.

Falo também da grande invasão que ocorreu no Tatuquara em 2020 - antes da eleição como é tradição em Curitiba - próximo a Vila Zanon. Situação tensa na Zona Sul.

Reportagens sobre a Zona Oeste de Curitiba:

Expresso do Ocidente: Caiuá e imediações – CIC, S. Miguel e Augusta (junho de 2019).

Em 2015 houveram 3 invasões-gêmeas na divisa entre o CIC e o São Miguel. Estive lá pra documentar. 

Em maio de 19 retornei novamente munido de câmera pra acompanharmos como está a situação (ao lado).

A região ganhou notoriedade nacional quando em dezembro de 18.

Na ocasião um incêndio criminoso destruiu 300 casas na favela, como vocês devem ter visto na mídia.

Parques & Favelas: o Rio Barigüi (outubro de 2017, parte do material publicado em 2014 e 2011):

Radiografia completa desse rio na cidade. A nascente é na Z/N, e a foz na Z/S.

Ainda assim, o Barigüi É Z/O, é o Rio-Arquétipo da parte ocidental da cidade, por isso fica nessa página.

Acima o Parque Barigüi, com o lago represado do Rio.

Ao lado Rio Barigüi próximo a foz. A esq. Araucária, direita Ctba. (aqui é na Z/S, mas como a matéria está ancorada nesse portal da Z/O segue assim).

A "Cidade Oculta" (setembro de 17): o Santo Inácio é dos bairros menos conhecidos de Curitiba, daí o título.

Um lugar que ainda abriga casas simples sem muro, em terrenos enormes (dir.).

Como toda periferia de Curitiba foi até o começo dos anos 90 mas não mais a muito.

Creio que a melhor referência é dizer que o Parque Barigui (abaixo, aparece até uma capivara na margem do lago.) fica – parcialmente – no Santo Inácio.

“Passando no Arco-Íris”: Dom Augusto virou Augusta (julho de 16):

Lamenha Lins (veja logo abaixo) criou a Colônia Augusto, homenagem ao neto de Dom Pedro.

Sabe-se lá porque depois resolveram pôr o nome no feminino Augusta.

Nesse bairro está o pôr-do-sol mais bonito de Curitiba, no Parque Passaúna (foto logo abaixo).

 – O Sol se põe no Oeste: Mercês, Bigorrilho (na foto abaixo onde aparece o bi-articulado: Super-Clássico – o ‘Grand Canyon de Prédios’ da Padre Anchieta), Campina do Siqueira e Mossunguê num belo fim-de-tarde de outono (mais fotos no topo da página, março de 2014).

Vamos pro Oeste: Felicidade é isso !!!” – O encontro do Casal Santo da Z/O, Santa Felicidade e seu vizinho Santo Inácio (maio de 2014).

Parte do S. Inácio. Outra parte registrei na mensagem já ligada acima.

- "E Lamenha Lins Criou a Z/O" - (agosto de 2010): a povoação da porção ocidental da metrópole começou com a criação de diversas colônias agrícolas, em 1876 (na foto em preto-&-branco).

Por ordem desse pernambucano que foi governador do Paraná (e do Piauí também, anteriormente).

Uma Cidade Chamada Industrial. A região das Vilas Conquista e Sabará, e um breve relance na V. Barigüi (julho de 15).

Abordo na mesma mensagem uma onda de invasões no vizinho bairro do São Miguel.

 – "Bem perto do Céu" (março de 2015).

 Apertem os cintos, vamos subir pro“Teto da Cidade”, a Vista Alegre

No mesmo ensaio está o vizinho Pilarzinho, que já fica na Zona Norte.

Nessa matéria está mostrado o entorno do Alto Rio Barigüi, perto da nascente.

Eu sei que o idioma português já aboliu as tremas, aqui vai de retrô a grafia antiga.

Barcos e Prostíbulos’: A origem dos nomes do Batel e Bigorrilho.

Os 2 bairros vizinhos que juntos formam o coração da parte mais rica da cidade (julho de 2010). 

Entre as Zonas Central e Oeste.

"Deus proverá"

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Ho, ho, ho, chegou o Natal… e Papai-Noel veio pilotando um buso iluminado....no Passeio Público !!!!

Juvevê.

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

 

As fotos dessa postagem (com exceção de uma) são de autoria de alguns colegas, que cederam seu trabalho pra essa publicação. As imagens são de livre circulação desde que os créditos sejam mantidos

 

Curitiba, dezembro de 2021. Ônibus todo iluminado da Linha-Natal circula pela cidade. Essa tomada foi feita no Juvevê, entre as Zonas Central e Norte.

 

o Público é o parque mais antigo de Curitiba, de 1886, e é no Centro. Eu sei, o Natal já passou. Mas no momento que publico essa postagem (29/12/21) a Linha Natal ainda está ativa, pois rodou até 30 de dezembro. Logo, quando a mensagem subiu pro ar, os busões todo decorados com neon ainda iluminavam as ruas curitibanas.


A esquerda foto feita dentro do Passeio Público.

 

Dá gosto ver o Natal de Luz ali, nesse tão querido Passeio Público. Eis uma parte da cidade que após um período muito difícil agora "mudou da água pro vinho" - apropriado usar a linguagem bíblica, já que estamos falando do Natal.

 

Até os anos 80 o Centro em geral e o Passeio Público em particular eram "o coração da cidade": limpos e relativamente seguros, e frequentados por todas as classes, dos trabalhadores braçais a alta burguesia:

 

Quem mora em Curitiba há mais de 30 anos (escrevo em 2021) se lembra que na década de 80 o restaurante Pasquale, dentro do Passeio Público ao lado do lago, era "onde as coisas aconteciam".

Ficava lotado, as pessoas faziam fila pra comer os famosos mini-pasteis, e pra quem aprecia tomar um chope (eu mesmo não bebo). Cheguei a ir lá diversas vezes na minha infância. O lago tinha pedalinhos onde as mães distraiam as crianças, o Passeio era bem-frequentado, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos.

Porém a partir dos anos 90 e acentuando após a virada do milênio houve severa decadência na região. Dentro do Passeio e em seu entorno passou a ser uma parte perigosa, mal-frequentada. 

No final da década de 10 desse novo milênio era um local evitado pelas famílias, tanto proletarias quanto de classe média.

Estive no Passeio Público num sábado de tempo bom em 2019, antes da revitalização. Foi uma cena triste. Estava quase vazio, foi desolador.

Porém a partir de 2020 tudo mudou novamente, e agora pra melhor. 

O Natal de Luz trouxe de volta as crianças e as famílias, da periferia e também da média e inclusive alta burguesias de volta ao parque mais antigo da cidade.

A inauguração do Cine Passeio, como onome indica quase em frente, também ajudou nesse processo de revitalização, trazendo movimento saudável o ano inteiro na região.

Fui no Natal de Luz do Passeio Público em 2020. Mesmo com as restições impostas pela epidemia estava bem movimentado. Agora em 21 então, quando há mais liberdade de movimento, estava bombando de gente (a esq. a foto comprova, vemos o Portal, assinatura indelével do Passeio; acima dessa a Árvore de Natal no lago; a imagem abaixo, do Trenó de Luz, encerra as cenas do Passeio Público).

........

O Natal de Luz dos Parques Barigüi, Iguaçu e Tanguá, inversamente, contam com linhas específicas pra atendê-los.

Feitas com veículos especialmente caracterizados, como as imagens mostram.

No caso do Barigüi e Iguaçu, o único ponto de parada é o terminal  de ônibus mais próximo (Campina do Siqueira e Boqueirão, respectivamente). Não é possível entrar ou sair do veículo fora desse exato local específico.

A Linha-Natal do Parque Tanguá começou em 2021 e é convencional: sai do Centro, e permite embarque e desembarque no trajeto, mediante o pagamento da tarifa normal (R$ 4,50).

 

No Barigüi e Iguaçu o projeto é do ano anterior, ou seja de 2020. O formato é diferente. Como já escrevi antes:

 

As atrações podem ser conferidas nas 2 linhas especiais de Natal, que saem, respectivamente, dos Terminais Campina do Siqueira e Boqueirão.

 
Em 2019 circulou a 'Linha Natal', que saía do Centro - na Praça Santos Andrade, ao lado do Teatro Guaíra - e era cobrada. Tinha o trajeto parecido com a famosa Linha Turismo, apenas um ppouco mais curto. Cheguei a utilizá-la, no único ano que ela existiu. Porém a partir de 2020 ela não pôde operar devido a epidemia de Corona-Vírus. 
 
Por conta disso as atrações natalinas (coral das crianças, presépio vivo, portais de luz, estátuas cristãs, etc) foram concentradas no Parque Barigüi - pra quem não conhece Curitiba, é o mais famoso da cidade, o 'xodó curitibano'. Assim foi criada a linha-Natal, que esse ano é gratuita e tem seu único ponto embarque e desembarque no Terminal Campina do Siqueira.
 
Esse terminal fica na divisa do bairro de mesmo nome com o Bigorrilho. Chamado por alguns de "Champagnat", é uma parte de classe média-alta, bem como bairros vizinhos.

A Zona Oeste, ao lado da Zona Norte, são as regiões mais arborizadas e aburguesadas da capital paranaense. Com exceção da Cidade Industrial (que é bairro mais populoso de Curitiba, com mais de 180 mil habitantes no Censo de 2010, e que portanto concentra várias vilas populares) a imensa maioria dos bairros da Z/O tem população pequena (sempre perto ou abaixo de 30 mil moradores) e renda mais elevada.
 
 
Assim a prefeitura decidiu fazer outra celebração do Natal de Luz também no Parque Iguaçu, com o ônibus saindo do Terminal Boqueirão, mais próximo dos bairros proletários da cidade.
 
.
A Linha-Natal do Parque Tanguá começou em 2021 .

Assim, no segundo ano do projeto, enfatizando ainda mais uma vez, o Parque Tanguá também entrou no Circuito.

Ao lado foto de dezembro de 21. o portal bem colorido refletido na água.

Com um céu cinza de fundo que realçou a beleza do espetáculo.

............

 
Vou inserir agora informações de 2020. Eram corretas quando foram escritas, não sei informar se foi assim também em 2021. Isto bem esclarecido, volta o texto original:
 
Os busões da Linha-Natal do Pq. Barigüi são as jardineiras - de 1 andar - utilizadas na Linha Turismo. Ambos da montadora Comil (que tem sede em Erechim, Rio Grande do Sul).
 
Falando dos que foram retratados aqui, o acima foi clicado no parque mesmo, e está com a pintura branca, a primeira da Linha Turismo, quando essa era operada só com ônibus de 1 andar. Enquanto que o de baixo, fotografado no terminal, está já na pintura bege com arco vermelho, a segunda e atual da Linha Turismo, adotada quando chegaram os famosos busões de 2-andares - utilizada também nos veículos de somente 1 andar, como visto aqui.
 
............
 

Já produzi uma reportagem com dezenas de fotos por todo Brasil sobre o tema dos ônibus com decoração natalina.

- HO,HO, HO, CHEGOU O NATAL . . . E PAPAI-NOEL VEIO PILOTANDO UM BUSO ILUMINADO

Postagens sobre o Parque Barigüi, onde é feito o Natal-Luz:

A "CIDADE OCULTA" - E MAIS O PARQUE BARIGÜI: SANTO INÁCIO, ZONA OESTE (setembro de 17): 

O Santo Inácio é dos bairros menos conhecidos de Curitiba, daí o título. Um lugar que ainda abriga casas simples sem muro, em terrenos enormes – como toda periferia de Curitiba foi até o começo dos anos 90 mas não mais a muito.

Creio que a melhor referência é dizer que o Parque Barigui (que aqui citamos) fica – parcialmente – no Santo Inácio.

PARQUES & FAVELAS: O RIO BARIGÜI (outubro de 2017, reaproveitando material de 2014 e 2011):

O Parque Barigüi foi formado ao lado do lago represado do Rio de mesmo nome. Radiografia completa desse que é um dos mais importantes cursos d'água da cidade. A nascente é na Z/N, e a foz na Z/S. Ainda assim, o Barigüi É Z/O, é o Rio-Arquétipo da parte ocidental da cidade, por isso fica nessa página.
 
LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal, que emprestou os veículos pra Linha-Natal do Barigüi.
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andar. A Linha Turismo não era vista com tanta importância.
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.
 

(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, ConvencionaisIntrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)


ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.



Agora sobre as linhas metropolitanas:

- ABRIU O BAÚ: OS ÔNIBUS METROPOLITANOS DE CURITIBA ANTES DA PADRONIZAÇÃO

"Deus proverá"