sexta-feira, 5 de março de 2021

A "Cidade Sangue-Quente": Recife, Pernambuco

 ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

Autoria própria. Imagens de livre circulação, desde que os créditos sejam mantidos.

Local:

Recife-PE.

Viação:

???

Data:

Novembro de 2020

Carroceria:

Caio Milênio-Expresso (o articulado) e Marcopolo Torino "6" (o buso branco, pitoco).

Motor:

???

Observação:

'Torino 6' oficialmente é o Torino '2014, e o 'Milênio-Expresso' é o 'Milênio-BRT'. É que "naquele tempo" o que hoje se chama 'BRT' era conhecido como 'Expresso'.

Centro do Recife, novembro de 2020. A capital pernambucana é conhecida por 'Veneza Brasileira', por suas muitas pontes e canais.

O prédio que está na ilha, do outro lado do rio.

Numa dessas pontes cliquei 2 busões, um articulado do modal 'Via Livre' e um pitoco (não-articulado) da nova padronização implantada a partir de 2015 pras linhas que não fazem parte do SEI - Sistema Estrutural Integrado.

Já falamos mais dos busos. Agora repare naquele prédio em segundo plano todo pichado, do chão até o teto (sobre a árvore e a direita do logotipo dos Correios). Ao pé da página, após o texto, há mais uma imagem mostrando a 'arte das ruas' em escala ampliada.

Na cidade é comum vermos prédios assim ‘redecorados’ pelos pichadores – só em SP presenciei esse fenômeno na mesma magnitude

Alias o "alfabeto" da pichação recifense é xerocado da capital paulista, o que também ocorre em todo estado de SP (interior e litoral) e Sul do Brasil (Curitiba e Porto Alegre).

Alguns dos 'artistas' que assinam a obra são 'Bruxo', 'Pânico', 'Preto' e 'Neuroze' - aqui em Ctba. também existiu uma gangue de pichadores chamada 'Neuroze'.

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No Recife o problema dos sem-tetos é grave, como de resto em todas as metrópoles brasileiras. Logo depois da esquina está a ponte onde os busos foram fotografados.Repare no retângulo laranja no meio da imagem ao lado, é a tomada logo acima dessa.

Agora sim os ônibus. agora o Recife também conta com esse modal que hoje denominam 'BRT', que foi por isso justamente batizado ‘Via Livre‘. 

Os articulados do ‘Via Livre’ têm sua própria pintura, mas que faz alusão ao SEI

O fundo do bichão é cinza, mas há uma grande faixa horizontal em uma das seguintes cores: azul, vermelho ou verde.

Que identificam respectivamente as linhas Radiais, Diametrais e Inter-Terminais do sistema.

Há o logo do SEI, e nos casos dos articulados vermelhos e verdes também está presente a faixinha vertical com a cor das outras categorias do Sist. Estrutural Integrado.

A ideia inicial era os corredores do 'Via Livre' contarem com bi-articulados. Caso isso se realizasse, o Recife seria a 5ª cidade brasileira a ter ônibus com 2 sanfonas.

Posto que só há bi-articulados no Brasil em Curitiba-PR, São Paulo/Capital e Campinas no estado de SP, e em Goiânia-GO Rio Branco-AC deve ser a próxima a entrar na lista.

Ficou só no sonho. Os bi-articulados não chegaram a rodar em solo recifense, o projeto foi abandonado. O Via-Livre acabou mesmo sendo servido por articulados, com uma só sanfona.

E no fim da década de 10 algumas linhas do Via-Livre passaram mesmo a operar com ônibus pitocos.

De tamanho normal, sem qualquer articulação. Segundo a empresa concessionária, estava havendo excesso de oferta pra pouca demanda. Assim as linhas menos movimentadas deixaram de ter articulados. 

No entanto, apesar de serem menores, os ônibus não-articulados do Via-Livre contam com os demais melhoramentos do sistema:

São dotados de portas na esquerda elevadas pra embarque nas estações, ar-condicionado. Além disso mantém a pintura diferenciada do ‘Via-Livre’.

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Agora o buso 'toco', não-articulado. Como é de domínio público, a partir de 2015 o Grande Recife ganhou uma 2ª padronização de pintura, paralela ao SEI.

Os busos ficaram majoritariamente brancos, com faixas coloridas na frente, no teto e atrás indicando a região da cidade que a linha vai.

As cores são roxo, laranja, cinza, amarelo, verde-claro e azul-claro.

Na nova padronização, lateral do veículo branca e frente, traseira e ao redor das janelas com a cor da região que a linha serve. Implantada em 2015.

O logotipo (no detalhe) alias fez sucesso, pois foi copiado por uma viação da Grande Assunção, Paraguai.

Agora o Grande Recife têm 2 padronizações pintura: essa e a do SEI - Sistema Estrutural Integrado, criado nos anos 90.

No modelo adotado pelo SEI, os veículos são inteiro unicolores com a cor da categoria da linha (com exceção de uma faixa vertical com as cores das outras categorias):

- Azul: Radial;
- Vermelho: Perimetral;
- Amarelo: Alimentador;
- Verde: Inter-Terminais;
- Branco: Circular.

Mas são poucas as linhas Circulares, logo são raros os busos brancos no sistema SEI. A imensa maioria dos SEI são coloridos.

E até 2015 as linhas não-integradas, que não fazem parte do SEI, tinham pintura livre. Não mais. Agora 'não-SEI: deu branco!'. E não me refiro a um estudante que esqueceu de estudar pra prova e por isso não sabia responder as perguntas da mesma, e sim dessa nova padronização. 
..........

Até onde sei, o Recife é a única cidade que tem duas padronizações de ônibus, digamos assim, simultâneas.

Outras capitais, e mesmo algumas grandes cidades do interior (ex. Campinas-SP), têm 2 padronizações pros ônibus, mas geralmente é uma pra linhas municipais e outra pros intermunicipais. No caso específico do Recife, tanto a padronização SEI quanto essa em branco valem pra mesma categoria de linhas, as inter-municipais (o SEI vale também pra linhas municipais da capital). 

Recapitulando o que todos já sabem, nesse ano de 2015 foi implantada a padronização ‘Grande Recife’, pras linhas que não fazem parte do SEI

Os ônibus ficaram brancos, com a cor da região que a linha serve na frente e no teto

Um estilo parecido com a padronização adotada no Rio de Janeiro um pouco antes (que lamentavelmente está sendo abandonada).  

Agora o Grande Recife tem duas padronizações de pintura paralelas:

Uma é o SEI, que adota o mesmo modelo criado em Curitiba.

Ou seja, onde os busões são pintados conforme o tipo de linha que cumprem (utilizado atualmente também em Criciúma-SC; no passado também usado diversas cidades como Belo Horizonte-MG, Fortaleza-CE, Londrina e Ponta Grossa [ambas no PR, óbvio], Joinville e Blumenau [as duas maiores cidades do interior de SC, evidente], e fora do Brasil citamos Los Angeles-EUA, Bogotá-Colômbia, Guaiaquil no Equador, Cidade da Guatemala, entre outras). 

Em 2015 os busões ficam alvos, com um detalhe colorido indicando a região da cidade que servem.
 
Padronização adotada em muitas capitais, São Paulo sendo a maior delas (outros exemplos são, além de Santiago do Chile, em nossa Pátria Amada: Brasília-DF, Porto Alegre-RS, Salvador-BA, Belém-PA, Manaus-AM, Campinas e São José dos Campos [as duas metrópoles mais populosas do interior paulista], São Luís do Maranhão, Maceió-AL, no passado também em Florianópolis-SC; falando apenas alguns exemplos).

Acredito, dizendo ainda mais uma vez, que apenas na capital pernambucana ocorre isso, o mesmo sistema metropolitano ter 2 padronizações paralelas.


As linhas não-SEI, a partir do meio da década de 10, ficaram em branco.

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Outras postagens sobre o tema (após as ligações há mais duas imagens, a do prédio inteiro pichado em detalhe e uma que mostra as imediações, dá uma boa ideia como é o Centrão da cidade):

SÉRIE SOBRE O RECIFE:

O apelido, evidente, se deve as muitas pontes e canais do Centro. Também chamada Amsterdã Sul-Americana, pelo mesmo motivo. Falo de vários aspectos sobre a cidade: o nome, a geografia, a pichação nos muros, e muitos outros.

 
("Choque Cultural": um curitibano no Recife - poucas cidades no mundo são tão diferentes quanto as capitais do PR e PE. Curitiba é fria, o Recife é quente, sangue-quente.
 
 
 
Confira matéria completa sobre o transporte no Recife, atualizada com centenas de fotos, o texto também foi completamente reformulado.

Outras postagens relacionadas ao tema:
 
B. Teimosa e prédios de Pina e B. Viagem
- UMA ‘BOA VIAGEM’: DE BRASÍLIA “TEIMOSA” A BRASÍLIA “FORMOSA”
 (Além de desenhos do Recife, mostro Brasília Teimosa, antiga favela próxima a Boa Viagem, que até 2003 tinha palafitas dentro do mar; agora foi urbanizada e virou um bairro normal)

- TRANSGENIA BUSÓFILA (E AUTOMOTIVA EM GERAL) Dezenas de curiosidades como essa, veículos - de todos os modais - adaptados prum uso distinto do planejado originalmente;
 

Eis a série completa sobre a Bahia, que conheci na mesma viagem:

2 LINHAS DE METRÔ, SISTEMA DE ÔNIBUS RENOVADO, ELEVADORES, E BREVE VLT, CORREDORES E ARTICULADOS: O TRANSPORTE EM SALVADOR – Todos os modais, dos anos 70 até hoje e os planos pro futuro:

Padronização Integra Salvador, o metrô que foi inaugurado em 2014 e já tem 2 linhas, o trem suburbano que operou por 160 anos, o futuro VLT que entrará em seu lugar;

“O “Brancão” do começo desse novo milênio (um pouco mais pro alto na página, acima da foto da estação do metrô), quando quase todas as viações adotaram uma “padronização informal” embranquecendo a frota – mas nem todas, a BTU foi uma das que resistiu;

O tróleibus que existiu nos anos 60, a viação estatal Transur, as primeiras tentativas de padronização (‘Grande Circular’ e TMS), os articulados – que acabaram mas logo voltarão com o BRT, os elevadores que conectam a Cidade Baixa a Cidade Alta.

- ONDE TUDO COMEÇOU: SALVADOR DA BAHIA (Salvador é o sol: com 80 km de praias, o sol nasce e se põe dentro do mar)

Publicado em 22 de Abril de 2021 – aniversário de 521 anos do ‘Descobrimento’ do Brasil, que ocorreu na Bahia. A direita vemos a cena: em 1500 Portugal “descobre” o Brasil, chegando pela Bahia (quadro do museu Palácio da Sé, no Pelourinho-Salvador).

Salvador é peculiar, por muitos motivos: é uma cidade muito antiga, foi a primeira e por enquanto mais longeva capital do Brasil.

Salvador foi fundada em 1549 (5 anos antes de São Paulo e 16 antes do Rio de Janeiro), quase meio século depois do “descobrimento”, pra ser a sede da administração portuguesa no então nascente Brasil

"Descobrimento" entre aspas, pois aqui já moravam homens antes da chegada das caravelas, portanto já estava descoberto - esse adendo não significa a negação da contribuição lusa e europeia em geral na formação de nossa pátria.

A esq. o 1° bispo do Brasil, instalado em Salvador. Nota: eu não sou católico. Apenas em seus primeiros tempos a história de nosso país esteve muito atrelada a Igreja.

Com 80% de sua população afro-descendente, é a metrópole mais negra do Brasil – e uma das mais negras do mundo fora da África.

Espremida entre a Baía de Todos os Santos e o Oceano Atlântico, tem 80 km de praias. Seu litoral é maior que o do estado do Piauí.

Com uma orla com essa grande extensão e bastante recortada, o Sol nasce e se põe no mar:

Situação creio que única no mundo, ao menos entre as cidades dessa porte.

Salvador é uma península (tem a forma de um dedo, se quiser visualizar assim).

Isso faz dela uma cidade muito densa, com pouca área verde e muita verticalização, inclusive nas áreas mais humildes.

Some-se a isso uma grande desigualdade social, que também ocorre nas outras metrópoles do Brasil e do mundo. Resultando que há favelas em quase todos os bairros, mesmo na Zona Central e nas partes mais abastadas da Orla.

Como as favelas são em morros e com muitos prédios artesanais, em que as lajes vão sendo enchidas e os andares vão subindo sem muita fiscalização, a imagem é bastante impressionante. Andar pela capital baiana, mesmo perto do Centro e das praias, é parecido com andar na periferia de São Paulo. O subúrbio soteropolitano (o gentílico da cidade se alguém não sabe) é bastante denso e verticalizado, repetindo.

Mais parecido com os subúrbios do Sudeste que com os das outras capitais nordestinas.

Salvador é a ligação entre o Sudeste e o Nordeste em termos Espirituais, assim como Curitiba é a ligação entre Sudeste e Sul.

BEM-VINDO A SALVADOR“: favela em morro ao lado de prédios de padrão mais elevado; eis uma das 1ªs imagens que vi da cidade, ainda dentro do moderníssimo metrô que me levou do aeroporto ao Centro.

……

É BOM PASSAR UMA TARDE EM ITAPUÃ: É DIA DE DOMINGO EM SÃO SALVADOR (publicado em novembro de 2021)

Comecei meu último dia no Nordeste na Barra, que é o único lugar de Salvador que os brancos são maioria na rua. Portanto uma região de elite.

E, como diz a música, fui “passar a tarde em Itapuã” – uma praia da periferia (esq.), onde exatamente ao inverso 95% das pessoas eram negras ou mulatas.

A trilha sonora só poderia ser o ‘pancadão’ do ‘funk’. Daquele jeito.

Falo do renascimento do Salvador pros turistas: uma cidade acolhedora, limpa e segura.

Por outro lado, as ofertas dos guias e vendedores no Pelourinho extrapola pra insistência desrespeitosa e mesmo pra uma extorsão velada.

Abordo também da pichação em muros, que tem ‘alfabeto’ e regras próprias. Ao lado um exemplo desse estilo inconfundível (no destaque bicicletas que um banco disponibiliza pra aluguel em Ondina).

Além de vários aspectos soteropolitanos: da origem desse gentílico, que remonta ao grego;  até o gosto pelo churrasco, compartilhado com o Sul do Brasil.

SOTEROPOLITANO –  Publicado em janeiro de 2017, antes de eu ter ido pessoalmente, portanto:

PUXADINHO NO PRÉDIO, GENTE NAS CAÇAMBAS, GARAGENS NA VIA PÚBLICA:

SALVADOR TAMBÉM É AMÉRICA! E COMO É!!!

Em algumas fotos puxadas do ‘Google Mapas’, mostramos cenas da periferia da cidade.

Ao lado “puxadinho no prédio“:  há um edifício, legalmente construído, com alvará e tudo.

E aí sem alvará alguém sobe mais um andar por conta.

Orla de Salvador.

Essa é no bairro de Perambués, mas é situação comum por todo subúrbio soteropolitano.

Flagrei também pessoas viajando sem proteção nas carrocerias de caminhões.

Calçadas das vias públicas que foram transformadas em estacionamentos pros prédios em frente, e por aí vai.

América Latina, né? Fazer o que?

 
Segue a série sobre a vizinha Paraíba, que visitei em 2013. 

 TERRAS DO TRIBUS URBANO: a Paraíba, ao lado dos vizinhos Pernambuco, Rio Grande do Norte e até Sergipe, e mais São Paulo, concentram os ônibus trucados (com 3º eixo) no Brasil.
Tribus na padronização SEI/Recife.


ONDE O SOL NASCE: JOÃO PESSOA (a capital paraibana é a cidade mais oriental de toda América, portanto a que todos os dias recebe seu primeiro raio de Sol; nessa matéria falo um pouco do transporte coletivo também);

 ATÉ BAYEUX TEM "METRÔ": minha ida de trem ao subúrbio da Zona Oeste da Grande J.P. (Bayeux e Santa Rita) de trem. A tarifa é simbólica, R$ 0,50 (valor de 2013)Falamos rapidamente também do futebol na Paraíba, afinal 2013 foi justamente mais glorioso da história, quando esse estado levou seus dois maiores títulos, a série D do Nacional e a Copa do Nordeste.

praia-da-ponta-seixas-e-manaira-j-pessoa
P. Seixas, J. Pessoa: ponto mais orental da América.

Contamos um pouco da história do estado, os 5 nomes que J. Pessoa já teve. No embalo mostramos 2 bandeiras anteriores paraibanas, até ela chegar a atual. Ah, é a “Cidade de Maurício” é justamente o Recife.

– JOÃO PESSOA É UMA MÃE, assim definiu o taxista (recifense de nascimento e criação) que me levou do aeroporto. Um pouco do clima, vegetação, e muitas fotos da periferia.

"Deus proverá"

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Ligeirinho em Nova Iorque? É só pra gringo ver!!!


ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"


A imagem é pertencente ao portal Ônibus Brasil. Créditos mantidos. Visite as fontes.
 

Local:

Nova Iorque-EUA..

Viação:

Carmo, que operava na Zona Sul de Curitiba (já extinta, encampada pela Viação São José dos Pinhais).

Data:

1992.

Carroceria:

 Marcopolo Torino "2".

Motor:

Volvo.

Observação:

'Torino 2' oficialmente é o Torino '1989'.

Nova Iorque, 1992. 4 Ligeirinhos curitibanos operaram como demonstração na maior cidade dos EUA. 2 tubos foram instalados lá pra tanto. Ao lado um branco com faixa azul da frota tradicional dessa metrópole ianque.

Nos EUA esses Ligeirinhos foram só pra serem exibidos. A capital paranaense queria mostrar ao planeta o sistema que ele estava implantando aqui. E quer vitrine melhor que a cidade que poderia ser considerada ‘capital do mundo’?

No entanto, foi literalmente “só pra gringo ver”. Sim, os busos curitibanos fizeram uma curtíssima linha (apenas 2 estações) no Centro de NY, por brevíssimo período de de tempo (4 dias a uma semana, por aí).

Acabado o espetáculo os Ligeirinhos prateados receberam os aplausos e entraram no navio, voltaram pra casa, onde aí sim esses mesmos veículos operaram por mais de uma década.

O que aconteceu em N. Iorque não foi transporte de massas de fato, e sim uma demonstração pra burguesia, creio que a diferença está clara: os busões estavam lá não pro povão mas pros ‘formadores de opinião’, que nem sequer usam ônibus, nem no Brasil nem nos EUA ou parte alguma.

Estive em Nova Iorque em 1996, quando tinha 18 anos. Subi nas 'Torres Gêmeas' que foram derrubadas 5 anos depois, em 11 de Setembro de 2001 (assunto altamente polêmico, e certamente não entraremos nesse debate aqui). Não escrevi ainda sobre essa cidade, a maior dos EUA como todos sabem.

Em compensação, já fiz uma matéria sobre Los Angeles (onde ainda não estive), segunda maior metrópole ianque:

- O LUXO E O LIXO

O título da postagem se deve ao fato que essa cidde, embora riquíssima, também tem um Centro extremamente degradado, com uma multidão de sem-tetos vagando pelas ruas. 

Aproveito e falo um  pouco do transporte angeleno, passado e presente.

 Outras matérias sobre o tema:

DE CURITIBA PRO MUNDO

DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.

Mais postagens sobre ônibus usados trazidos pra Curitiba:

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

 Demais mensagens sobre o transporte curitibano:

(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, ConvencionaisIntrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)


ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .

Seguimos falando sobre as linhas metropolitanas:


- ABRIU O BAÚ: OS ÔNIBUS METROPOLITANOS DE CURITIBA ANTES DA PADRONIZAÇÃO

 

Voltando a abordar os outros países:



Matéria sobre a América Central, mostrando a modernização do transporte na Guatemala e Panamá - e mais: falo das misteriosas crateras que têm surgido em cidades de todo planeta, matando muita gente e dando prejuízos materiais a muitas outras pessoas.


(Radiografia do transporte nesses dois continentes; se você nunca estudou o tema a fundo, vai se impressionar com tantas semelhanças);

Agora sobre o transporte no México:




 O TRANSPORTE, SÍNTESE DA FÊNIX COLOMBIANA

PONTO FINAL: O SONHO DO TRÓLEI-CAFÉ AMERICANO DUROU POUCO
(Falo de um restaurante que funcionou num tróleibus restaurado de Bogotá; aproveitamos pra relembrar quando a Colômbia - Bogotá e Medelím - teve ônibus elétricos operando)

MODERNÍSSIMO METRÔ, MICROS CAINDO AOS PEDAÇOS, 'ONÇAS' E O TÁXI-LOTAÇÃO: O TRANSPORTE EM S. DOMINGO - REPÚBLICA DOMINICANA

TRÓLEIBUS DO CHILE: 70 ANOS NA PISTA
Mensagem específica sobre Valparaíso

Aproveitando o embalo, segue a série completa sobre o México, país vizinho aos EUA, que visitei em 2012. 

- A "CIDADE DO SOL": MÉXICO-D.F. - Abertura da série, falando um pouco da 'Cidade Azteca' e do país em geral. 

– “Bem-vindo ao México, não perca a cabeça. Não é modo de dizer”. Infelizmente nessa década de 10 do século 21 o México entrou numa situação praticamente de guerra civil.

“Tudo Azul”. é o futebol no México. Curiosamente, quase todos os grandes times do país tem um uniforme nessa cor.

“A Guerra Suja Mexicana” – é a política, claro“Velha Escola”: o P.R.I., o ‘partido único’ do México, está de volta a ‘sua casa’, o Palácio Presidencial. Estive lá pouco antes das eleições presidenciais, e observei o processo eleitoral/político em 1ª mão. 


Portanto na Visão Azteca Vida e Morte não são antônimos, e sim trabalham em harmonia. O Culto a ‘Santa Morte‘ – que é quem cuida da passagem – cresce até entre os católicos, gerando curioso sincretismo.

Entre a Serra e o Mar, Acapulco (junho/12). E é no Mar, no Oceano Pacífico, que o Sol se põe.

– “Tudo Azul em Acapulco: Maurílio, O Americano”: ou seja, com a camisa do time de futebol América, da Cidade do México. Maurílio’ e sua esposa ‘Marília nessa cidade, que no século 20 era o balneário da elite mexicana - hoje o posto é ocupado por Cancún, no Caribe.Claro que ambientado em Acapulco tinha que aparecer um 'Taxi-Fusca' na cena.

"Deus proverá"