quarta-feira, 24 de novembro de 2021

As 'Zonas' de Salvador: Orla, Miolo e Subúrbio

 

 

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

Autoria própria. Imagens de livre circulação, desde que os créditos sejam mantidos.


Local:

Salvador-BA.

Data

11/2020.

Viação:

Consórcios do Integra Salvador.

Carroceria:

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Motor:

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Observações:

As esculturas na praça lembram algumas do Botero que há no Centro de Medelím-Colômbia.

Salvador da Bahia, novembro de 2020. Praça na beira-mar em Ondina. Na mesma imagem consegui capturar busões nas 3 cores da padronização Integra Salvador, implantada em 2014.

Respectivamente, a cor azul é das linhas que servem a Orla; verde o Miolo e amarelo o Subúrbio.

UMA DIVISÃO PECULIAR:

NÃO HÁ ‘ZONAS’, E SIM ‘ORLA’, ‘MIOLO’ E ‘SUBÚRBIO’ –

A imensa maioria das cidades cresce pros quatro lados, ou ao menos três. O Centro é bem, no centro geográfico, e a urbe se expande pra todas as direções.

E assim se divide em Zona Central, Norte, Leste, Sul e Oeste. Em muitos casos, não pros 4, mas apenas pra 3. Pois a água ou a montanha impede a ocupação de um dos pontos cardeais.

O Rio de Janeiro e o Recife não têm Zona Leste, tampouco Bogotá-Colômbia, Buenos Aires-Argentina e Chicago-EUA. Fortaleza-CE não possui a Zona Norte, Manaus-AM ficou sem a Zona Sul. Enquanto que Porto Alegre-RS, Belém-PA e Foz do Iguaçu-PR são alijadas da Zona Oeste, a Cidade do Cabo-África do Sul idem.

Citando apenas alguns alguns exemplos, claro que há muitos outros. Vocês entenderam. Seja como for, além da Zona Central quase todas as cidades têm 4 ou ao menos 3 ‘Zonas’ relativas aos pontos cardeais.

Então. Em Salvador é diferente. A cidade ocupa uma península tem a forma de um dedo voltado pra baixo, se quiser ver assim. Pela sua geografia específica, não faz sentido ali dividir a metrópole em Zona Leste, Zona Sul, etc. Ao invés disso a divisão ali aplicada é Orla, Miolo e Subúrbio.

E o Centro é composto pela Cidade Baixa e Cidade Alta, unidas pelo famoso ‘Elevador Lacerda’, cartão-postal mais famoso de Salvador. Bem, além dele há também os ‘funiculares’ ou ‘planos elevados’. Trata-se de um elevador que opera na diagonal.

O Elevador Lacerda é usado tanto pela população local quanto os turistas. Já os ‘funiculares’ são pouco conhecidos dos turistas e eu diria mesmo da burguesia baiana, servem mais a classe trabalhadora.

Seja como for, a separação do Centro entre Cidade Alta e Baixa é por demais evidente pra ser explicada. Foquemos então na divisão da cidade como um todo. Salvador é uma península, repito.

O que nos importa nessa análise é a divisão da cidade. Ela tem duas costas, a do Atlântico de mar aberto, onde as ondas são fortes, e a da Baía de Todos os Santos, cujas praias não têm quase ondas. Salvador teve sua gênese na Barra, na Costa Atlântica. 

Tem mar dos 2 lados, privilégio que lhe confere nada menos que 80 km de litoral, mais que todo o estado do Piauí e quase empatando com o Paraná. Além disso suas praias são bastante entre-cortadas, o que faz com que na capital da BA o Sol nasça e se ponha no mar, privilégio único.

Acontece que uma povoação as margens do mar aberto é mais difícil de ser protegida de ataques de piratas, por motivos óbvios. Assim o núcleo primordial da cidade foi transferido pra outra costa, dentro da Baía, muito mais facilmente defensável.

Até o início do século 20 a orla da Baía de Todos os Santos era a parte mais cara da cidade. Os mais abastados tinham casarões na beira-mar da Praia da Ribeira, próxima ao Centro, ainda na região chamada ‘Cidade Baixa’.

Ônibus padronizado 'Integra Salvador' na Praia de Itapuã.

A ‘Costa Atlântica’ era então um lugar distante, onde alguns talvez tivessem casas de veraneio.
No entanto era difícil morar ali e se deslocar ao Centro diariamente pra trabalhar. A cidade se desenvolvia as margens da Baía de Todos os Santos. Ainda no século 19 foi inaugurada a ferrovia que ligava o Centro aos bairros distantes as margens desta

O derradeiro século do milênio que se encerrou trouxe grande progresso material, e alterou esse quadro. Com a construção de novas ruas e a popularização do automóvel tudo mudou.As pessoas de maior renda foram se afastando do Centro e imediações, a chamada ‘Cidade Baixa’.

Bairros caros foram então se formando na Costa do Atlântico, que então passou a ser conhecida como “a Orla”. Os bairros do lado oposto, na Costa da Baía, ficaram sendo chamados de ‘Subúrbio Ferroviário’, ou simplesmente “o Subúrbio”. Por conta da linha de trem que corta a região, evidentemente. E a porção intermediária, que não tem mar, é “o Miolo” soteropolitano.

Essa divisão, de tão enraizada, foi adotada até na padronização dos ônibus, ocorrida em 2014. Ainda farei um texto específico sobre o transporte onde discorreremos com mais detalhes e centenas de fotos. Por hora basta observar o mapa acima: os busões que servem a Orla são azuis. Os do Miolo verdes, e os do Subúrbio na cor amarela.

Padronização Integra Salvador, o metrô que foi inaugurado em 2014 e já tem 2 linhas, o trem suburbano que operou por 160 anos, o futuro VLT que entrará em seu lugar;

“O “Brancão” do começo desse novo milênio (um pouco mais pro alto na página, acima da foto da estação do metrô), quando quase todas as viações adotaram uma “padronização informal” embranquecendo a frota – mas nem todas, a BTU foi uma das que resistiu;

O tróleibus que existiu nos anos 60, a viação estatal Transur, as primeiras tentativas de padronização (‘Grande Circular’ e TMS), os articulados – que acabaram mas logo voltarão com o BRT, os elevadores que conectam a Cidade Baixa a Cidade Alta.

Eis a série completa sobre a Bahia:

- ONDE TUDO COMEÇOU: SALVADOR DA BAHIA (Salvador é o sol: com 80 km de praias, o sol nasce e se põe dentro do mar)

Publicado em 22 de Abril de 2021 – aniversário de 521 anos do ‘Descobrimento’ do Brasil, que ocorreu na Bahia. A direita vemos a cena: em 1500 Portugal “descobre” o Brasil, chegando pela Bahia (quadro do museu Palácio da Sé, no Pelourinho-Salvador).

Salvador é peculiar, por muitos motivos: é uma cidade muito antiga, foi a primeira e por enquanto mais longeva capital do Brasil.

Salvador foi fundada em 1549 (5 anos antes de São Paulo e 16 antes do Rio de Janeiro), quase meio século depois do “descobrimento”, pra ser a sede da administração portuguesa no então nascente Brasil

"Descobrimento" entre aspas, pois aqui já moravam homens antes da chegada das caravelas, portanto já estava descoberto - esse adendo não significa a negação da contribuição lusa e europeia em geral na formação de nossa pátria.

A esq. o 1° bispo do Brasil, instalado em Salvador. Nota: eu não sou católico. Apenas em seus primeiros tempos a história de nosso país esteve muito atrelada a Igreja.

Com 80% de sua população afro-descendente, é a metrópole mais negra do Brasil – e uma das mais negras do mundo fora da África.

Espremida entre a Baía de Todos os Santos e o Oceano Atlântico, tem 80 km de praias. Seu litoral é maior que o do estado do Piauí.

Com uma orla com essa grande extensão e bastante recortada, o Sol nasce e se põe no mar:

Situação creio que única no mundo, ao menos entre as cidades dessa porte.

Salvador é uma península (tem a forma de um dedo, se quiser visualizar assim).

Isso faz dela uma cidade muito densa, com pouca área verde e muita verticalização, inclusive nas áreas mais humildes.

Some-se a isso uma grande desigualdade social, que também ocorre nas outras metrópoles do Brasil e do mundo. Resultando que há favelas em quase todos os bairros, mesmo na Zona Central e nas partes mais abastadas da Orla.

Como as favelas são em morros e com muitos prédios artesanais, em que as lajes vão sendo enchidas e os andares vão subindo sem muita fiscalização, a imagem é bastante impressionante. Andar pela capital baiana, mesmo perto do Centro e das praias, é parecido com andar na periferia de São Paulo. O subúrbio soteropolitano (o gentílico da cidade se alguém não sabe) é bastante denso e verticalizado, repetindo.

Mais parecido com os subúrbios do Sudeste que com os das outras capitais nordestinas.

Salvador é a ligação entre o Sudeste e o Nordeste em termos Espirituais, assim como Curitiba é a ligação entre Sudeste e Sul.

BEM-VINDO A SALVADOR“: favela em morro ao lado de prédios de padrão mais elevado; eis uma das 1ªs imagens que vi da cidade, ainda dentro do moderníssimo metrô que me levou do aeroporto ao Centro.

……

É BOM PASSAR UMA TARDE EM ITAPUÃ: É DIA DE DOMINGO EM SÃO SALVADOR (publicado em novembro de 2021)

Comecei meu último dia no Nordeste na Barra, que é o único lugar de Salvador que os brancos são maioria na rua. Portanto uma região de elite.

E, como diz a música, fui “passar a tarde em Itapuã” – uma praia da periferia (esq.), onde exatamente ao inverso 95% das pessoas eram negras ou mulatas.

A trilha sonora só poderia ser o ‘pancadão’ do ‘funk’. Daquele jeito.

Falo do renascimento do Salvador pros turistas: uma cidade acolhedora, limpa e segura.

Por outro lado, as ofertas dos guias e vendedores no Pelourinho extrapola pra insistência desrespeitosa e mesmo pra uma extorsão velada.

Abordo também da pichação em muros, que tem ‘alfabeto’ e regras próprias. Ao lado um exemplo desse estilo inconfundível (no destaque bicicletas que um banco disponibiliza pra aluguel em Ondina).

Além de vários aspectos soteropolitanos: da origem desse gentílico, que remonta ao grego;  até o gosto pelo churrasco, compartilhado com o Sul do Brasil.

SOTEROPOLITANO –  Publicado em janeiro de 2017, antes de eu ter ido pessoalmente, portanto:

PUXADINHO NO PRÉDIO, GENTE NAS CAÇAMBAS, GARAGENS NA VIA PÚBLICA:

SALVADOR TAMBÉM É AMÉRICA! E COMO É!!!

Em algumas fotos puxadas do ‘Google Mapas’, mostramos cenas da periferia da cidade.

Ao lado “puxadinho no prédio“:  há um edifício, legalmente construído, com alvará e tudo.

E aí sem alvará alguém sobe mais um andar por conta.

Orla de Salvador.

Essa é no bairro de Perambués, mas é situação comum por todo subúrbio soteropolitano.

Flagrei também pessoas viajando sem proteção nas carrocerias de caminhões.

Calçadas das vias públicas que foram transformadas em estacionamentos pros prédios em frente, e por aí vai.

América Latina, né? Fazer o que?



Confira série completa sobre o Recife
, que conheci na mesma viagem. Eis a matéria de abertura:  - A CIDADE SANGUE-QUENTE -   "Choque Cultural": um curitibano no Recife.    Poucas cidades no mundo são tão diferentes quanto as capitais do PR e PE. Curitiba é fria, o Recife é quente, sangue-quente.
 

"VENEZA BRASILEIRA" -

O apelido, evidente, se deve as muitas pontes e canais do Centro (acima). Também chamada Amsterdã Sul-Americana, pelo mesmo motivo. Falo de vários aspectos sobre a cidade: o nome, a geografia, a pichação nos muros, e muitos outros.

Agora a postagem específica sobre transportes, atualizada com centena de fotos, o texto também foi completamente reformulado.

- "FESTA NO MORRO” ??? AH, ESSES ÔNIBUS RECIFENSES…

(Damos uma palhinha até em Teresina-PI, que também tem uma linha curiosa, "Vamos Ver o Sol".) 

Outras postagens relacionadas ao tema:

- "Uma ‘Boa Viagem’: de Brasília “Teimosa” a Brasília “Formosa (Mostro a antiga favela próxima a Boa Viagem, que até 2003 tinha palafitas dentro do mar; agora foi urbanizada e virou um bairro normal)

- TRANSGENIA BUSÓFILA (E AUTOMOTIVA EM GERAL) - Dezenas de curiosidades como essa, veículos - de todos os modais - adaptados prum uso distinto do planejado originalmente;

 

 
Agora as matérias da Paraíba, vizinha de Pernambuco, que visitei em 2013. 

Tribus em frente ao Estádio Almeidão, Jampa.

 TERRAS DO TRIBUS URBANO: a Paraíba, ao lado dos vizinhos Pernambuco, Rio Grande do Norte e até Sergipe, e mais São Paulo, concentram os ônibus trucados (com 3º eixo) no Brasil.

ONDE O SOL NASCE: JOÃO PESSOA (a capital paraibana é a cidade mais oriental de toda América.
 
Portanto a que todos os dias recebe seu primeiro raio de Sol; nessa matéria falo um pouco do transporte coletivo também);

 ATÉ BAYEUX TEM "METRÔ": minha ida de trem ao subúrbio da Zona Oeste da Grande J.P. (Bayeux e Santa Rita) de trem. A tarifa é simbólica, R$ 0,50 (valor de 2013)
 

primeiro-raio-de-sol-da-america-j-pessoa-z-leste3
J.P. é a 1ª cidade da América a ver o sol.
Falamos rapidamente também do futebol na Paraíba, afinal 2013 foi justamente mais glorioso da história, quando esse estado levou seus dois maiores títulos, a série D do Nacional e a Copa do Nordeste.

N. SRA. DAS NEVES, PHILIPÉIA, FREDERICOBURGO, CID. DA PARAÍBA: ATÉ J. PESSOA SER MORTO NA CID. DE MAURÍCIO  Contamos um pouco da história do estado, os 5 nomes que J. Pessoa já teve. No embalo mostramos 2 bandeiras anteriores paraibanas, até ela chegar a atual. Ah, é a “Cidade de Maurício” é justamente o Recife.


– JOÃO PESSOA É UMA MÃE, assim definiu o taxista (recifense de nascimento e criação) que me levou do aeroporto. Um pouco do clima, vegetação, e muitas fotos da periferia.
 
Deus proverá

sábado, 30 de outubro de 2021

Velho Monobloco 0-321 da viação Santo Antônio, Zona Norte da Gde. Curitiba




Imagem pertencente ao portal Ônibus Brasil. Créditos mantidos. Visite a fonte. 

Local:

Grande Curitiba

Data

Década de 60 ou 70 (séc. 20).

Viação:

Santo Antônio

Carroceria:

Mercedes-Benz  Monobloco 0-321

Motor:

Mercedes-Benz

Observações:

Número do 'carro' ao lado do letreiro, como foi tradição por décadas no Sul do Brasil e SP, entre outros lugares.

Curitiba, século 20. "Jurássico" Monobloco 0-321 da viação Santo Antônio, em linha pra Bocaiúva do Sul.

Busão foi fabricado nos anos 60, operando nessa década ou no máximo na de 70.
O bichão ainda está sem placas, talvez seja 0km quando clicado.

A Santo Antônio atende basicamente o município de Colombo (Zona Norte), mas uma de suas linhas chega até o distante município de Bocaiúva do Sul.

Na época dessa foto a linha vinha até o Centro da capital. Agora não mais. Foi seccionada é atualmente é Alimentadora do Terminal Guaraituba.

Alias com a inauguração desse terminal e também o do Maracanã, quase todas as linhas da Santo Antônio são alimentadoras.

Ela opera a Linha Direta e o Troncal do Centro de Curitiba e dos terminais do Cabral e Santa Cândida até os terminais de Colombo. E dali as vilas desse vizinho município são atingidas mediante baldeação sem custos. O mesmo, repetindo, se dá com a linha pra Bocaiúva.

Reportagens sobre os Monoblocos Mercedes-Benz:

- PRA MATAR (DE) SAUDADES: O MONOBLOCO EM AÇÃO – NO PERU NÃO HÁ SAUDADES, AINDA ESTÁ EM AÇÃO

(Sim, haviam Monoblocos operando no Peru no começo da década de 10, quando fiz a matéria; No momento que você lê isso provavelmente já foram aposentados).

  - ALMA IMORTAL: NIMBUS-TR,VENEZA, MONOBLOCO 2, AMÉLIA E TORINO NA ATIVA NO BRASIL (todos no interior do Sul do Brasil).

 

- NEOBUS: O "ESPÍRITO MONOBLOCO" ESTÁ VIVO (Nesse caso ressaltando a semelhança de um modelo posterior e de outra fábrica com o Mono)

- "TEMPO BOM": DE FORTALEZA A PORTO ALEGRE, EIS O MONOBLOCO EM AÇÃO

Sobre Colombo, sede da Santo Antônio 

  •  (fevereiro de 19): Refiz praticamente inteira uma matéria que já estava no ar.

    Antes ela mostrava apenas o anoitecer no Jardim Monza.

    Fui mais uma vez a Colombo, andei da Rodovia da Uva até a Estrada da Ribeira, e produzi um ensaio bem maior, retratando vários bairros.

    Mais matérias sobre o transporte em Curitiba:.

 

Canal Belém na Estação PUC da Linha Verde.

2021: UFA! 14 ANOS DEPOIS, ENFIM INAUGURADA A LINHA VERDE NORTE/LESTE – Incompleta por enquanto

Curitiba não é mais a mesma. Antes a cidade inovava: Nos anos 70 e 80 criou - a nível global - o conceito de ônibus "Expresso" (corredores exclusivos, terminais de integração, etc.). Em  1992 foi aqui que começou a rodar o primeiro bi-articulado do Brasil.

Agora…quanta diferença: o corredor da ‘Linha Verde’ começou a ser construído em 2007. Só em 2021 começou a circular um Expresso no trecho Leste/Norte da linha. 14 anos e meio depois.

Antes tarde que nunca, ao menos agregou novas opções de integração, já que várias de suas estações-tubo são mini-terminais. Onde é possível baldear gratuitamente pra diversas linhas Convencionais, Alimentadores e Inter-Bairros. A esquerda acima o Convencional Canal Belém integrando gratuitamente na Estação PUC (ao fundo o Circo Vostock, que está fixo no local há alguns anos).

Linhas do Terminal Roça Grande, Colombo.

- TATUQUARA, ZONA SUL: O TERMINAL QUE NÃO É TERMINAL -
(atualizado em maio de 2021, quando da inauguração do mesmo)

Não é terminal porque foi planejado errado, não tem linhas troncais (Ligeirinho nem Expresso) tampouco Alimentadores próprios. Não agregou novas opções de integração. Resultado? Está vazio, grosseiramente sub-utilizado, pois não é útil aos moradores da região.

Exatamente como aconteceu antes na Zona Norte, em Colombo. Refrescando a memória, o Terminal Roça Grande ficou pronto em 2006, mas só foi inaugurado - de forma erra em 2009. E somente em 2016 se tornou um terminal de verdade, com linhas troncais feitas por articulados ee alimentadores próprios. Faça as contas, 10 anos pra corrigir. Espero que no Tatuquara o ajuste leve menos que uma década. Bem menos.

Falo também da grande invasão que ocorreu no Tatuquara em 2020 - antes da eleição como é tradição em Curitiba - próximo a Vila Zanon. Situação tensa na Zona Sul.

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.



(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, ConvencionaisIntrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)
 

DE CURITIBA PRO MUNDO

DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.



Agora as linhas metropolitanas:



Mais reportagens abordando o transporte Curitibano.


ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Repetindo o que já foi dito acima e é notório: ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

– LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal.
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andarA Linha Turismo não era vista com tanta importância.
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.

"Deus proverá"