quinta-feira, 5 de maio de 2022

Anoitece na Zona Norte

 

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"


Autoria própria. Imagem de livre circulação, desde que os créditos sejam mantidos.
Local:
Curitiba-PR.
Data:
06/14.
Viação:
???
Carroceria:
Caio Milênio/BRT (bi-articulado).
Motor:
Volvo
Observações:
Veículo ano 2006, na época com 8 anos de uso.

Do Juuvevê ao Boa Vista a pé. Nessa ainda no Juvevê.
Bairro do Cabral, Zona Norte de Curitiba, junho de 2014. 
 
Bi-Articulado Caio Milênio/BRT acaba de deixar o Terminal Cabral.
 
Rumo aos Terminais Boa Vista e Santa Cândida, onde é seu ponto final.
 
Fui fazendo o mesmo roteiro do busão, porém a pé.
 
Pra produzir ensaio mostrando como foi o anoitecer em Curitiba do dia 2 de junho de 2014. 
 
Uma segunda-feira bem fria. Típica do nosso gélido inverno do Planalto Paranaense.

Captado da Zona Norte: bairros Juvevê, Cabral, Boa Vista e Bacacheri.

Fui pela canaleta do Expresso. Que no Cabral muda de nome.

Como é notório, primeiro João Gualberto, e na maior parte do trecho Avenida Paraná.

Vamos descrevendo o roteiro. A partida foi no Juvevê.

Perto do Hospital São Lucas, onde cliquei a foto acima a esquerda.

Na divisa entre o Juvevê e Cabral há esse curioso prédio visto a direita.

É um projeto de Jaime Lerner. Ele ainda está na última quadra do Juvevê, os vistos ao fundo já no Cabral.

No mesmo local mas olhando pra direita a praça que sedia a Igreja do Cabral.

Talvez por conta disso nomearam como ‘Bom Jesus’ a rua que divide os dois bairros.

Nela, ali perto, fica a sede do Ippuc.

Esse, se alguém não sabe, é o órgão da prefeitura responsável pelo planejamento urbano.

Essa praça abriga também, as quintas-feiras pela manhã, uma feira de orgânicos.

Aliás muito apreciada pelos moradores da região.

Os postes de iluminação são bem antigos, já com as lâmpadas acesas.

No horizonte o céu está rosado, detalhe que observamos mais uma vez nessa imagem ao lado.

Tudo isso emoldurando uma araucária, árvore-símbolo do Paraná.

É nesse ponto que a Avenida João Gualberto se torna a Avenida Paraná, um tubo antes do terminal do Cabral.

Acima estamos justamente vendo o Cabral do alto do morrinho.

As próximas duas imagens mostram o Terminal do Cabral.

Primeiro chegando nele, vindo no sentido Centro-bairro.

Curioso como o firmamento está absolutamente limpo, sem uma nuvem sequer.

E logo a seguir já após o terminal cliquei o bi-articulado Caio Volvo, ano 2006, que é a foto principal dessa postagem.

Na época esse bichão tinha somente 8 anos de uso.

Em 2022, quando atualizo essa postagem, vários dessa leva ainda estão na ativa.

Mesmo já tendo 16 anos de pista. A questão é que o bi-articulado é de difícil revenda.

Pois é usado em poucas cidades em nossa nação, e dessas apenas as do Norte do Brasil compram veículos usados.

Deixemos a busologia de lado nesse momento, e voltemos a nosso foco, que é a cidade ao entardecer.

A esquerda acima a última imagem no bairro do Cabral.

A primeira delas estou quase na linha do trem, que divide esse bairro da Boa Vista.

Aparece um super-mercado, de uma rede trans-nacional.

Nos anos 80 e 90 esse imóvel abrigava uma casa noturna na ocasião bem famosa aqui na Zona Norte.

Acima a esquina da Rua Estados Unidos. Abriu o sinal e os carros avançam, rumo ao Bacacheri que é do outro lado da Av. Paraná.

O sol em seus últimos raios deixou o céu bem claro, precedendo a escuridão.

Mais uma vez a lua se faz visível, bem no topo da cena.

A rua logo a seguir é a Holanda. Após ela se chega ao planalto que abriga a parte principal do bairro Boa Vista, incluindo o terminal.

O tubo a esquerda é justamente o que se chama ‘Holanda’ - os prédios ao fundo já estão no bairro Bacacheri.

Encostado pro embarque e desembarque um Neobus Volvo, ano 2011.

Esse ruma ao Centro, e a seguir a Zona Sul, pois a linha é a 203-Santa Cândida/Capão Raso.

Esse desfocado ao lado, inversamente, ruma ao bairro.

É do mesmo ano e modelo. Foi clicado quase chegando ao Terminal Boa Vista, em frente a garagem principal da Glória.

 Confira os ensaios completos:
 
- ANOITECE NA ZONA NORTE

- O CÉU DE CURITIBA: ANOITECE E AMANHECE EM DIVERSOS BAIRROS DA CIDADE

Boqueirão, Z/ Sul, 2014.

Publicado em várias etapas: 

- Re-ordenado em 2021 pra abranger diversas partes da capital e região metropolitana

- Levantado pra página em 5 de maio de 2015; 

- Algumas imagens seguiram no modal pioneiro, via emeios, entre 2012 e 2015.

Mais reportagens sobre o transporte coletivo em Curitiba:

Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjas (dir.), cinzas (esq.) e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.



(Radiografia completa, todos os modais: Expressos, ConvencionaisIntrer-Bairros, Alimentadores, Circular-Centro, Ligeirinhos, e mesmo outros que já foram extintos.)
 

DE CURITIBA PRO MUNDO

DO MUNDO PRA CURITIBA

Mostram, respectivamente, ônibus que começaram na capital do PR e depois foram vendidos pra outras cidades do mundo; E, inversamente, bichões que primeiro rodaram em outras terras e depois vieram pra cá.

De 2015 pra cá o sistema metropolitano da capital do PR passou a ser grande importado de busões usados. Isso é domínio público. Agora segura essa bomba: flagrei um Caio Gabriela Expresso operando na Costa Rica, América Central. O letreiro diz “020-Inter-Bairros 2”, entregando que ele é oriundo daqui de Curitiba.

Outra raridade postada na mesma reportagem: já na pintura do ‘Municipalizdo’ de SP. Letreiro: “203-Sta. Cândida/C. Raso”, articulado também ex-curitibano evidente.

E, o tema dessa postagem, Ligeirinho de Curitiba em plena Nova Iorque/EUA. A linha é ‘Lower Manhattan’.

Calma, como dito foi somente por uma semana que eles rodaram lá. Uma exposição do novo sistema que estava sendo implantado aqui. Só um espetáculo teatral, resumindo.





ANTES & DEPOIS: FROTA PÚBLICA DE CURITIBA: Entre 1987 e 88, a prefeitura encomendou 88 articulados, que vieram pintados de laranja.

Usei seu trabalho como base pra fazer uma matéria em minha página, acrescentando mais fotos e informações. 

Tudo somado, os 88 busos eram nessas configurações:
– 12 Caios Amélia (11 Scania e 1 Volvo)
– 26 Marcopolos Torino (todos Volvo)
– 50 Ciferal Alvorada (idem, 100% Volvo).

Vendo pelo fabricante de motor, repetindo, foram 11 Scanias (todos eles Caio Amélia e com o eixo a frente da porta) e 77 Volvos (sendo 1 Caio Amélia, 26 Marcopolos Torino e 50 Ciferal Alvorada, todos com o eixo na posição ‘normal’, atrás da porta).

Esse é focado nos ônibus. Falo bastante da cidade de Curitiba, principalmente de um fato curioso:Azul é a cor mais comum de ônibus pelo mundo afora.
No entanto, só em 2011 a capital do Paraná foi ter busos nessa cor. A vai durar pouco. Os ‘ligeirões’ comprados a partir de 2018 voltaram a ser vermelhos.

Assim, em algum momento na década de 20, a frota azul adquirida em 2011 será substituída.

Curitiba deixará então de ter busos celestes, e então nãos os terá nem no municipal tampouco no metropolitano. Alias esse tema já nos leva a próxima matéria.

Ligeirão na descida do Juvevê, 2018.
 
 
Aqui retrato a história do modal ‘Expresso’, desde sua criação em 1974Você sabe quantas cores o Expresso já teve em Curitiba?

Foram 4, começou vermelho, já tentaram fazer Expressos laranjascinzas e azuismas sempre voltam a ser vermelhos.

As próximas 3 matérias retratam Colombo, na Zona Norte da Grande Curitiba.

– VIAGEM PRO PASSADO: A GARAGEM DA VIAÇÃO COLOMBO, ANOS 80 - Quando ainda era pintura livre, e a viação era grande cliente da Caio (depois ela ficou 20 anos sem adquirir Caios 0km).

Repetindo o que já foi dito acima e é notório: ficou pronto em 2006, mas ficou 3 anos fechado, só sendo inaugurado (de forma errada) em 2009.
Somente em 2016 o Roça Grande se transformou num terminal de verdade.
Com linha troncal sendo feita por articulado e linhas alimentadoras com integração de fato.
Fotografei um articulado Caio ex-BH chegando no Terminal Roça Grande vindo do Centrão de Ctba. .  Isso nos leva as duas próximas matérias.

Até 2015, a prefeitura de Curitiba controlava também boa parte do transporte metropolitano.
Então era proibido trazer ônibus usados, tinha que ser sempre 0km.
Nesse ano houve o rompimento. As linhas inter-municipais voltaram pra alçada do governo do estado.
Com isso, Curitiba passou a ser grande importadora de busões de outros estados.

Um busão do Recife foi vendido primeiro pra Aracaju-SE.
Onde operou sem repintar por conta de uma homenagem que uma viacão sergipana faz a Pernambuco.
 
Depois veio pra Grande Curitiba, sendo enfim repintado no padrão metropolitano.
E assim, no bege da Comec, foi deslocado pra Itajaí/SC.
Mostro vários outros exemplos que nas viações metropolitanas a importação de ônibus usados virou rotina em Curitiba.
Especialmente entre os articulados, mas chegou ma leva de ‘carros’ curtos também.

2021: enfim os Expressos na L. Verde Norte/Leste.
– LINHA TURISMO: A CURITIBA QUE SAI NA T.V. - Na postagem conto a história completa desse modal.
 
Desde o tempo da ‘jardineira’ “Pro-Parque” e da linha “Volta ao Mundo“, que foram suas predecessoras. Passando pelo momento que a Linha Turismo ainda era feita com velhos ônibus de 1-andarA Linha Turismo não era vista com tanta importância.
 
Por isso os ‘carros’ que nelas serviam eram aposentados das linhas convencionais, reformados pra mudarem as janelas e os bancos. Só depois chegaram os busões 0km especialmente pra Linha Turismo; Primeiro ainda com 1 andar mesmo, e mais recentemente os famosos 2-andares.

Canal Belém na Estação PUC da Linha Verde.

2021: UFA! 14 ANOS DEPOIS, ENFIM INAUGURADA A LINHA VERDE NORTE/LESTE – Incompleta por enquanto (julho de 2021)

A “Linha Verde” é o antigo traçado urbano da BR-116.

Curitiba não é mais a mesma. Antes a cidade inovava: Nos anos 70 e 80 criou - a nível global - o conceito de ônibus "Expresso" (corredores exclusivos, terminais de integração, etc.). Em  1992 foi aqui que começou a rodar o primeiro bi-articulado do Brasil.

 Agora…quanta diferença: o corredor da ‘Linha Verde’ começou a ser construído em 2007. Só em 2021 começou a circular um Expresso no trecho Leste/Norte da linha. 14 anos e meio depois. 

Ainda assim, incompleta. Só inauguraram 3 novas estações (escrevo em 21): Fagundes Varela, Vila Olímpica e PUC. Ainda faltam mais 5.

Antes tarde que nunca, ao menos agregou novas opções de integração, as estações-tubo F. Varela e PUC são mini-terminais. Onde é possível baldear gratuitamente pra diversas linhas Convencionais, Alimentadores e Inter-Bairros. A esquerda acima o Convencional Canal Belém integrando gratuitamente na Estação PUC (ao fundo o Circo Vostock, que está fixo no local há alguns anos).

Linhas do Terminal Roça Grande, Colombo.

- TATUQUARA, ZONA SUL: O TERMINAL QUE NÃO É TERMINAL -
(atualizado em maio de 2021, quando da inauguração do mesmo)

Não é terminal porque foi planejado errado, não tem linhas troncais (Ligeirinho nem Expresso) tampouco Alimentadores próprios.  

Não agregou novas opções de integração. Resultado? Está vazio, grosseiramente sub-utilizado, pois não é útil aos moradores da região.

Exatamente como aconteceu antes na Zona Norte, em Colombo

Refrescando a memória, o Terminal Roça Grande ficou pronto em 2006, mas só foi inaugurado - de forma erra em 2009. 

E somente em 2016 se tornou um terminal de verdade, com linhas troncais feitas por articulados e alimentadores próprios. 

vila militar pilarzinho z/n zona norte pobreza madeira rua de terra ctba
Pilarzinho: chácaras dentro da cidade.

Faça as contas, 10 anos pra corrigir. Espero que no Tatuquara o ajuste leve menos que uma década. Bem menos.

Falo também da grande invasão que ocorreu no Tatuquara em 2020 - antes da eleição como é tradição em Curitiba - próximo a Vila Zanon. Situação tensa na Zona Sul.

Agora todos os ensaios sobre a Zona Norte de Curitiba:

Colombo, a “Periferia Boreal” (fevereiro de 19): Refiz praticamente inteira uma matéria que já estava no ar.

Antes ela mostrava apenas o anoitecer no Jardim Monza.

Fui mais uma vez a Colombo, andei da Rodovia da Uva até a Estrada da Ribeira (mostrada a esq.), e produzi um ensaio bem maior, retratando vários bairros.

Juvevê, a Nascente da Z/N (dezembro de 17):

Contamos a história do bairro e do vizinho Ahú (foto abaixo, em 1969/70, baixada da internet), pois ambos são umbilicalmente ligados.

Como a acima essa mensagem também pertencente ao Portal da Zona Central, pois o bairro é na divisa da Z/C com Z/N.

Pedreira, Ópera e o Belém (novembro de 16): Abranches e uma pontinha do Pilarzinho e São Lourenço;

Cachoeira: Curitiba também tem morro (janeiro de 16); Onde fica a nascente do Belém.

Rio Barigüi no Parque Tanguá.

O maior Rio de Curitiba corta a Zona Central.

E depois divide as Zonas Leste e Sul. Mas ele nasce na Zona Norte, exatamente na Cachoeira (acima);


Já que o assunto são os rios de Curitiba, segura essa agora:

Parques & Favelas: o Rio Barigüi (outubro de 2017):

A parte mais perto da foz no Rio Iguaçu é na Zona Sul.

E o trecho mais famoso desse rio fica na Zona Oeste.

Unilivre - Pilarzinho Z-N de baixo
Unilivre, Pilarzinho.

Por isso a matéria também foi ancorada no portais Austral e Ocidental.

No entanto, o Barigüi (como o Belém) nasce na Zona Norte.

As margens dele surgiram diversos parques. Além do que leva o mesmo nome na Z/O, na Z/N temos os Parques do Tanguá e do Tingüi.

– “Baixada Paranaense“: Rio Branco do Sul (abril de 14);

Zona Centro-Norte: Ahú, Bom Retiro e Centro Cívico em imagens  (fev./15).

Matéria igualmente ancorada no Portal da Z/C, já que pega a divisa;

“Bem perto do Céu”: bairro do Pilarzinho (março de 2015). No mesmo ensaio está a vizinha Vista Alegre, que já fica na Zona Oeste;

Contos da Zona Norte, do Juvevê a Santa Cândida, mostrando por dentro além desses bairros também o Ahú, Cabral, e Boa Vista.

Feito numa tarde tórrida de verão, inclusive caiu um toró (esq.);

"Deus proverá"

terça-feira, 3 de maio de 2022

Articulado em Los Angeles: pintura padronizada por categoria e anúncio em espanhol

 

Origem das imagens: internet. Créditos mantidos sempre que impressos nas mesmas.

ACESSE A "ENCICLOPÉDIA DO TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO"

Los Angeles, Estados Unidos. Articulado em linha 'Rápida', ou seja, o 'BRT', que aqui em Curitiba chamamos de 'Expresso'. Tem ar-condicionado e piso baixo. A excelente notícia é que Los Angeles investiu muito em transporte coletivo nessas últimas duas décadas” (atualizei o texto em 2020).

De fato. Expandiram a rede de metrô, e os ônibus adotaram a mesma padronização criada em Curitiba, e usada também no SEI/Recife-PE, Ponta Grossa-PR e Criciúma-SC: os busos são pintados conforme a categoria de linha que cumprem (no passado também em Belo Horizonte-MG, Fortaleza-CE, Vitória-ES, Sorocaba e Piracicaba-SP, Londrina-PR, Blumenau e Joinville-SC, além de outras cidades).

Em L.A., a ‘saia‘ (parte inferior do veículo) é sempre cinza-clara. A ‘blusa’ (metade de cima da lataria) vermelha indica as linhas ‘rápidas’, ou seja as troncais que são feitas por ônibus maiores, alguns articulados como esse.  

Blusa laranja são as linhas locais, alimentadoras. Ligam os bairros ao ponto de integração com o troncal. Quem trabalha por perto só pega esse mesmo, quem precisa ir pra outra parte da cidade faz a baldeação.

Há também blusas azuis e cinza-escuras, não tão comuns, cumprem outros tipos de linhas mais específicos. As duas cores mais usadas são mesmo vermelho e laranja. Breve produzirei grande matéria onde ilustrarei tudo com dezenas de fotos.

"Papa-Filas" em Los Angeles, anos 90.

Aliás SP e L.A. têm isso em comum, um Centro cheio de problemas, não o menor deles os moradores de rua.

Em compensação ambas investindo pesado na melhoria do transporte.

Voltando a cidade ianque que é nosso foco, hoje os “super-articulados” de pintura padronizada. Melhorou tanto que sua frota de ônibus afirma que L. Angeles tem “A Melhor Rede de Transportes dos EUA”.

Entretanto no século 20 não era assim. Ao contrário, era bem diferente.

O transporte coletivo em Los Angeles funcionava de forma longe do ideal.

Pois então era priorizado somente o deslocamento via automóvel – como na maior parte cidades estadunidenses.

Vimos um pouco mais pra cima um ‘Papa-Filas’ – carreta que a carroceria leva passageiros – operando em L. Angeles nos anos 90.

Um modal curioso, mas que certamente por si só não correspondia as necessidades de uma cidade que tem 20 milhões de pessoas na área metropolitana.

No Brasil o conhecemos bem. O ‘papa-filas’ foi muito comum em SP, Rio e Brasília-DF nos anos 50 e 60, e existiu também no interior do RS.

Manaus-AM teve um exemplar contemporâneo desse ianque, no fim do século 20.

E em Baln. Camboriú-SC a ‘Linha Turismo‘ que percorre a orla é assim.

(Texto de 2016. Em 2020 o saudoso ‘Bondinho’ foi desativado.)

Onde os ‘Papa-Filas’ são um ícone é em Cuba, onde se chamam ‘Camelos‘ – agora estão sendo substituídos por articulados, como aconteceu igualmente com o exemplar angeleno.

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Prédios comerciais caros ao lado de multidão de sem-tetos.

Os E. Unidos estão se tornando uma nação bilíngue a passos largos.

Sua 2ª maior cidade – que é justamente Los Angeles – então, já tem o espanhol como idioma majoritário, o inglês é que é secundário.

(Nota: me refiro a língua falada em casa, e apenas no município de L.A. .

Se você incluir os subúrbios – que nesse país é onde mora a classe-média – o inglês ainda domina a Grande Los Angeles.

Além disso, as transações comerciais e a mídia são majoritariamente na língua inglesa.

Os hispano-hablantes já são a maioria do total dos angelenos.

Entretanto, entre a burguesia e elite os anglos ainda predominam – por enquanto).

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 Se uma cidade na Terra tem o “Poder da Criação de Ilusões”, certamente é essa.

Os filmes ali produzidos têm alcance global, e bilhões de pessoas em todos os países retiram do viram neles boa parte de sua visão do mundo.

As mansões nas ladeiras de Hollywood e Beverly Hills valem pelo menos de 4 a 5 milhões de Dólares.

As mais baratas! Várias delas chegam a algumas dezenas de milhões.

Isso é Los Angeles.

(Isso na moeda estadunidense, fazendo a conversão em alguns casos mais de 100 milhões de Reais pois quando atualizo, em 2022, US$ 1 = R$ 5).

Há, evidente, o outro lado da moeda. No Centrão predomina o Poder da Destruição.

É quando a bolha da fantasia fura: quadras e quadras concentram cerca de 8 mil pessoas que perderam tudo na vida.

É a região chamada de ‘Boca do Lixo’, ‘Skid Row’ no original em inglês.

Isso também é Los Angeles.

A Cracolândia ianque, tão feia quanto suas similares brasileiras, latino-americanas ou africanas.

As imagens valem por si mesmas, com todo esse lixo e outras sujeiras nas ruas as epidemias estão na estratosfera.

(De diversas doenças, não me refiro a ‘corona-vírus’ e sim a tuberculose, tifo, leptospirose, etc. .)

A ‘casa’ de milhares de estadunidenses agora se resume a uma barraca de acampar.

Todos os seus pertences cabem num carrinho de super-mercado, ou mesmo dentro de uma mochila.

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" E O VENTO LEVOU . . ." matéria sobre Los Angeles. O título se deve a essa ser a "Cidade do Cinema", então como a postagem surgiu pra mostrar alguns desenhos sobre L.A. pegamos carona no nome de alguns filmes famosos.

"A REVOLUÇÃO PACÍFICA" Reportagem reformada pra mostrar a modernização do transporte em toda costa do Oceano Pacífico na América, abrangendo Chile, Peru, Equador, Colômbia, América Central (Guatemala e Panamá), México e EUA - justamente Los Angeles.


 
- NOS CANAIS DO ISTMO: misteriosas crateras que têm surgido em cidades de todo planeta, matando muita gente e dando prejuízos materiais a muitas outras pessoas. A da foto ao lado foi na Nova Zelândia, mas têm ocorrido em todos os continentes.


(Radiografia do transporte nesses dois continentes; se você nunca estudou o tema a fundo, vai se impressionar com tantas semelhanças);

Agora sobre o transporte no México:




 O TRANSPORTE, SÍNTESE DA FÊNIX COLOMBIANA

PONTO FINAL: O SONHO DO TRÓLEI-CAFÉ AMERICANO DUROU POUCO
(Falo de um restaurante que funcionou num tróleibus restaurado de Bogotá; aproveitamos pra relembrar quando a Colômbia - Bogotá e Medelím - teve ônibus elétricos operando)

MODERNÍSSIMO METRÔ, MICROS CAINDO AOS PEDAÇOS, 'ONÇAS' E O TÁXI-LOTAÇÃO: O TRANSPORTE EM S. DOMINGO - REPÚBLICA DOMINICANA

Troleibus em Valparaíso, 2015.
TRÓLEIBUS DO CHILE: 70 ANOS NA PISTA
Mensagem específica sobre Valparaíso

Aproveitando o embalo, segue a série completa sobre o México, que é vizinho dos EUA, ambas as nações têm uma relação simbiótica, estão unidos 'pro bem e pro mal', como um casamento que não pode ser desfeito. Em nenhum lugar isso é tão nítido quanto em L.A. . 

- A "CIDADE DO SOL": MÉXICO-D.F. - Abertura da série, falando um pouco da 'Cidade Azteca' e do país em geral. 

ta tomado, mano
Grafite na Cidade do México, 2012.

– “Bem-vindo ao México, não perca a cabeça. Não é modo de dizer”. Infelizmente nessa década de 10 do século 21 o México entrou numa situação praticamente de guerra civil.

“Tudo Azul”. é o futebol no México. Curiosamente, quase todos os grandes times do país tem um uniforme nessa cor.

“A Guerra Suja Mexicana” – é a política, claro“Velha Escola”: o P.R.I., o ‘partido único’ do México, está de volta a ‘sua casa’, o Palácio Presidencial. Estive lá pouco antes das eleições presidenciais (de 2012), e observei o processo eleitoral/político em 1ª mão. 

Estados Unidos Mexicanos, onde a Vida e a Morte são o mesmo. Digo, não são a mesma coisa, mas são partes de complementares de um mesmo processo.

Portanto na Visão Azteca Vida e Morte não são antônimos, e sim trabalham em harmonia. O Culto a ‘Santa Morte‘ – que é quem cuida da passagem – cresce até entre os católicos, gerando curioso sincretismo.

Entre a Serra e o Mar, Acapulco (junho/12). E é no Mar, no Oceano Pacífico, que o Sol se põe. Cidade que no século 20 era o balneário da elite mexicana - hoje o posto é ocupado por Cancún, no Caribe. Claro que sendo Acapulco tinha que aparecer muitos 'Taxi-Fuscas'.

Deus proverá