sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

VLT de Santos: o trem se foi, mas voltou!

https://omensageiro77.wordpress.com/2015/11/24/baixada-multi-modal-bonde-modernissimo-vlt-bonde-antigo-onibus-eletricos-e-a-disel-micros-brancos-e-vans-que-sobem-os-morros/


Origem da imagem: internet.

Local:
Santos-SP.
Viação:
Construído pela EMTU (estatal estadual), operado pelo grupo Constantino (dono da cia. aérea Gol).
Data:
Entre 2017 e 2019.

Baixada Santista, Litoral Paulista, segunda metade da década de 10. VLT, o 'Veículo Leve sobre Trilhos', faz mais uma viagem ligando os municípios de Santos e São Vicente, que são umbilicalmente ligados.

Há precedentes: um trem de subúrbio da extinta estatal estadual Fepasa que ligava Santos a São Vicente, operou entre 1990 e 1999. Foi extinto.

Mas em 2015 começa a circular o VLT em testes. Em janeiro de 2017 incia-se a operação comercial em todo trajeto, da região de Barreiros em São Vicente até o Porto de Santos.

Além de Santos, há VLT’s no Brasil no Rio de Janeiro e 4 no Nordeste: 2 no Ceará, um na capital Fortaleza e outro no interior, no Recife-PE e em Maceió-AL.


O do Rio é uma espécie de 'Circular-Centro', faz um curto trajeto na área central. Não tenho informações se caiu no gosto da população. O de Fortaleza foi inaugurado recentemente, e igualmente não sei se já atingiu a meta de passageiros proposta. 

Os demais do Nordeste são sub-utilizados. O do interior do Ceará porque os municípios de Juazeiro do Norte e Crato, que são ligados pelo VTL, não têm uma demanda que necessite de trem.

E nas capitais de Alagoas e Pernambuco modernizaram as composições que eram operadas por velhas locomotivas a dísel. 

Mas não modernizaram a linha nem as estações. Os VLT's fazem trajetos periféricos e têm poucos horários. 
 
Estiveram em em obras mas não foram concluídos VLT's em Cuiabá-MT e Brasília-DF em Manaus-AM houve projeto mas nem saiu do papel.
………


O primeiro VLT do Brasil foi também no estado de SP: em Campinas, inaugurado também em 1990.

Só que o VLT campineiro teve vida ainda mais curta que o trem de subúrbio da Baixada: 
 
Em 1995, apenas 5 anos após sua inauguração, o VLT de Campinas fez sua última viagem.
 
Ou seja: num longo trajeto chegando a periferia e com viagens frequentes o dia todo, o VLT da Baixada Santista por enquanto é o único do Brasil – esperamos que outros se sigam, afinal até Medelím na Colômbia já conta com esse moderno e não-poluente modal.

Matérias sobre o tema (Baixada):  


- PRAIA, MORRO, CANAL & CASA DE MADEIRA: ISSO É SANTOS (Relato da viagem a Baixada Santista, abordando diversos aspectos da cidade, entre eles o transporte)

Reportagens sobre São Paulo/Capital:

SP:A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais. 
- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)


- A FÊNIX TROVÃO AZUL: DE NORTE A SUL, ENERGIA JAMAIS SE PERDE,APENASSE TRANSFORMA (abordando exatamente a CMTC e sua pintura mais famosa, a 'Trovão Azul'. Não fui só eu que gostei dela. Veja como ela foi copiada no Brasil inteiro, de Porto Alegre a Manaus/AM).

- "CAMALEÃO" 8000 DA CMTC: O 1º TRÓLEIBUS-ARTICULADO DO BRASIL TEVE 2 CARROCERIAS, 6 PROPRIETÁRIOS, 7 (OU 9?) PINTURAS E & NUMERAÇÕES - Fabricado em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi re-encarroçado Marcopolo. Comprado estatal, foi privatizado. Iniciou a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra Z/L. Ficou sem placa por 15 anos aproximadamente (até a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não eram emplacados), começou na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona, ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda. Enfim, o bichão é um museu-vivo do transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um ônibus-museu - se houvesse espaço, ele estaria no 'Museu da CMTC' aqui retratado.

CENAS PAULISTANAS: O CENTRO E A ZONA SUL DE SÃO PAULO EM IMAGENS - Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens que já fiz sobre a cidade; falo um pouco da modernização do transporte igualmente.

Deus proverá
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Logotipos da CMTC

https://omensageiro77.wordpress.com/2019/09/16/sp-a-revolucao-no-transporte/


Local:
Museu do Transporte (“Museu da CMTC”) em São Paulo-SP.
Viação:
Cia. Municipal de Transportes Coletivos, C.M.T.C. estatal da prefeitura extinta em 1994.

Logomarcas usadas pela CMTC ao longo de sua história.

A foto foi tomada no antigo 'Museu da CMTC', que fica na Av. Cruzeiro do Sul, entre o Centro e a Marginal Tietê (alias, antes da Marginal está o bairro do Canindé, Zona Central, onde está o estádio da Portuguesa que tem justamente o nome do bairro; logo após o Rio Tietê e a avenida que o margeia está a Rodoviária do Tietê. A estação de metrô que serve a ambos antigamente se chamava só 'Tietê', agora renomeada 'Portuguesa/Tietê').

O 'Museu da CMTC' foi fundado em 1985, e após a extinção da viação estatal uma década depois, atualmente é chamado 'Museu dos Transportes Gaetano Ferrolla'. Fica próximo a antiga sede da CMTC, que era na Rua Santa Rita, vizinho bairro do Pari, também na Zona Central de Sampa.



A viação foi fundada em 1946. De 1947 a 1961 os busos eram vermelhos com o logo clássico, ‘CMTC’ dentro de um retângulo e 2 meia-luas de cada lado, como usado nos tróleis importados usados dos EUA.

De 1961 a 1973 os busos (por ex. mais um vez os tróleis antigos que na época não eram tão antigos assim) eram azuis e o CMTC escrito sem logo, por extenso, com a fonte tipo ‘Times New Roman’ – se não sabe o que é isso, vá no editor de textos de seu computador .

1973 a 1976: logotipo mais estranho da história, juntaram as letras ‘M’ e ‘T’, parecia ‘CMC‘, como vemos nos Veneza que chegaram 0km na ocasião da troca

 
Em 1976 foi readotado o logo pioneiro, foi usado em toda frota até 1978, inclusive certamente nos tróleibus veteranos, fabricados nos anos 50 mas ainda na ativa nos anos 80.

Fim dos anos 70: vem a pintura ‘Trovão Azul (usado nos Amélias Volvo que iam pra Z/L, e nos Torinos Scania das Zonas Leste e Sul), de novo o ‘CMTC’ por extenso mas dessa vez na fonte ‘Arial’, adotado até 1986os tróleis ‘amarelinhos’ do padrão EBTU e mesmo alguns a dísel continuaram usando o logo clássico.

1986: volta logotipo clássico e cor unicolor rubra. A CMTC teve mais 2 pinturas (1º saia branca e blusa vermelha; 2º a ‘Municipalizada’) com o logo clássico, ficou até o fim da viação em 1995.

Matérias sobre o tema:

- SP: A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais. 

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)


- A FÊNIX TROVÃO AZUL: DE NORTE A SUL, ENERGIA JAMAIS SE PERDE,APENAS SE TRANSFORMA (abordando exatamente a CMTC e sua pintura mais famosa, a 'Trovão Azul'. Não fui só eu que gostei dela. Veja como ela foi copiada no Brasil inteiro, de Porto Alegre a Manaus/AM).

- "CAMALEÃO" 8000 DA CMTC: O 1º TRÓLEIBUS-ARTICULADO DO BRASIL TEVE 2 CARROCERIAS, 6 PROPRIETÁRIOS, 7 (OU 9?) PINTURAS E & NUMERAÇÕES - Fabricado em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi re-encarroçado Marcopolo. Comprado estatal, foi privatizado. Iniciou a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra Z/L. Ficou sem placa por 15 anos aproximadamente (até a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não eram emplacados), começou na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona, ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda. Enfim, o bichão é um museu-vivo do transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um ônibus-museu - se houvesse espaço, ele estaria no 'Museu da CMTC' aqui retratado.

CENAS PAULISTANAS: O CENTRO E A ZONA SUL DE SÃO PAULO EM IMAGENS - Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens que já fiz sobre a cidade; falo um pouco da modernização do transporte igualmente.

"Deus proverá" 
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domingo, 8 de dezembro de 2019

Capital do Vale: São José dos Campos, SP

https://omensageiro77.wordpress.com/2019/12/04/seguindo-a-via-dutra-sao-jose-dos-campos-vale-do-paraiba-sp/
Imagem pertencente ao portal Ônibus Brasil. Créditos mantidos. Visite as fontes.
Local:
São José dos Campos-SP.
Data
Década de 90.
Viação:
Capital do Vale.
Carroceria:
Caio Vitória.
Motor:
Mercedes-Benz.
Observações:
Pela placa inciada com 'k' vemos que o veículo veio usado do Rio de Janeiro, o que era muito comum em SJC a época.

São José dos Campos, Vale do Paraíba/SP. Vitória Mercedes da viação Capital do Vale em sua clássica pintura usada nos anos 80 e início dos 90: 'saia' laranja e 'blusa' branca.

No século 20, São José por décadas teve o transporte operado por 3 viações tradicionais da cidade: Capital do Vale, Real e São Bento.

Vigorava pintura livre, entrada por trás e o transporte não era integrado, certamente não plenamente.

Tem mais: vinha escrito ‘Cidade’ no letreiro quando os busos iam pra Centro (isso em pleno século 21; pois São Paulo e Campinas, entre outros lugares, também tiveram esse costume, mas o abandonaram muito antes, ainda nos anos 60 do século 20).

Veio o fim e a seguir a virada do milênio, que trouxe mudanças: chegaram os articulados (alguns deles usados de outras cidades, alias vários ‘carros’ curtos também). 
 
A Real e a Capital do Vale mudaram suas pinturas. A entrada passou pra frente. E começaram enfim a surgir as linhas integradas.

A maior mudança viria pouco depois, na virada de década de 2000 pra de 2010: chegou o momento de padronizar a pintura dos ônibus (o que boa parte das cidades do Centro-Sul e algumas do Norte/Nordeste já haviam feito nos anos 70, 80 e 90).

Os busos foram pintados em azul, verde ou laranja. Em cada caso em 2 tons (azul e verde claro/escuro e amarelo/laranja).

Além disso, as 3 viações tradicionais da cidade, Real, Capital do Vale e São Bento encerraram as atividades. Dizendo de novo, elas operavam em São José a décadas.

No lugar chegaram a Expresso Maringá, Júlio Simões e Saens Peña.

A Exp. Maringá é pertencente ao grupo Constantino (dono da viação aérea Gol). A S. Peña é uma viação carioca, como o nome indica. 
 
E a Júlio Simões é de Mogi das Cruzes, que fica na Grande São Paulo. Note que Mogi é na extremidade oriental da Região Metropolitana da Capital Paulista. Ou seja, pertinho de SJC.A Júlio Simões é uma gigante no ramo do transporte de cargas. De uns tempos pra cá tem investido no modal de passageiros também.
 
Ficou assim: saíram as 3 viações tradicionais locais.  Entraram 3 grupos de fora, sendo 2 deles de porte bem considerável. Se o serviço melhorou pra população são-joseense não vou saber informar.  
 
Agora SJC já está partindo pra sua segunda pintura padronizada. As cores são as mesmas da primeira padronização: azul, verde e laranja. Uma pra cada viação (respectivamente Saens Peña, Exp. Maringá e a da Júlio Simões).
…….


Voltando a imagem acima, o busão veio usado do Rio, como já falamos. Era muito comum isso em SJC na ocasião, em ônibus curtos e também articulados
 
Alias, não só do Rio. Uma leva de articulados que circulou em São José dos Campos pela São Bento foi usada daqui de Curitiba.


SÉRIE SOBRE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS:


PINTURA LIVRE, as 3 viações concluídas:

Capital do Vale (essa matéria que acabam de ler);

Real;

- São Bento (Breve);



1ª PADRONIZAÇÃO DE PINTURA:

- Todas as viações em breve.



2ª PADRONIZAÇÃO DE PINTURA:

Saens Peña, azul - matéria já publicada, buso decorado pro Natal (viação carioca, tem filial em SJC);

Expresso Maringá, verde - breve (empresa do grupo Constantino, dono da viação aérea Gol);

Júlio Simões, laranja - breve (conglomerado da Zona Leste da Grande SP [próximo a SJC], inicialmente especializado no transporte de cargas, agora investindo também no de passageiros)

Matérias sobre o tema:

- NAS MARGENS DA DUTRA: SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/VALE DO PARAÍBA-SP (matéria sobre a cidade em geral, mas tem uma grande seção sobre os ônibus, contando a história desde a pintura livre nos anos 80 e as duas padronizações nessa última década)  

- CAPELINHA: RIO, SP, B.H., BELÉM E POA; PLACA NO ALTO: ESTAMOS NO SUDESTE (falo um pouco do transporte carioca, que tanto influenciou o Vale do Paraíba) 

 

- A "CIDADE DA FÉ": APARECIDA ('DO NORTE')-SP: (relato de outra viagem ao Vale do Paraíba, em 2016. Mostro a padronização EMTU nos ônibus inter-municipais do Vale do Paraíba)

 

- SP: A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais.

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente)

- 'CAMALEÃO' 8000 DA CMTC: O 1° TRÓLEIBUS-ARTICULADO DO BRASIL TEVE 2 CARROCERIAS, 6 PROPRIETÁRIOS, 7 (OU 9?) PINTURAS E 7 NUMERAÇÕES - Fabricado em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi re-encarroçado Marcopolo. Comprado estatal, foi privatizado. Iniciou a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra Z/L. Ficou sem placa por 15 anos aproximadamente (até a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não eram emplacados), começou na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona, ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda. Enfim, o bichão é um museu-vivo do transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um ônibus-museu.

- A FÊNIX TROVÃO AZUL: DE NORTE A SUL, ENERGIA JAMAIS SE PERDE,APENAS SE TRANSFORMA (abordando exatamente a CMTC e sua pintura mais famosa, a 'Trovão Azul'. Não fui só eu que gostei dela. Veja como ela foi copiada no Brasil inteiro, de Porto Alegre a Manaus/AM)

- "PIXAI POR NÓIS" - A MARGINAL TIETÊ E A DUTRA (nessa mesma viagem de 16, mas aqui restrito a Grande SP, municípios da Capital e o vizinho Guarulhos) 

"Deus proverá"