quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Transição entre livre e padronizado: unindo o Rio Grande do Sul ao Piauí


Imagem de Teresina pertencente ao portal Ônibus Brasil. Visite a fonte. A do Rio Grande do Sul baixada da internet. Em todos os casos os créditos estão mantidos. A ficha se refere a imagem acima:

Local:

Teresina-PI.

Data

Por volta de 2010.

Viação:

Cidade Verde..

Carroceria:

Caio Apache '1'.

Motor:

???

Observações:

Apache '1' oficialmente é o Apache 'S21'.

Teresina, Piauí, na virada da 1ª pra 2ª década desse novo século. Começa a modernização do transporte na capital piauiense. O Apache 1 da Cidade Verde ainda está na pintura livre.

Mas já ostenta uma faixa vertical vermelha que indica onde pode ser feita a integração com outras linhas, e também que breve a frota teresinense terá sua pintura padronizada.

Portanto uma pintura de transição, meio livre/meio padronizada. Característica que Teresina compartilhou com Porto Alegre-RS. 

Mais ou menos na mesma época da padronização dos ônibus municipais de Teresina, o Rio Grande do Sul padronizou as linhas metropolitanas, na capital e litoral. Sob gerência da autarquia Metroplan.

Gde. P. Alegre: também uma pintura de transição.

A pintura é em azul-claro uni-tom. Sem nenhum detalhe que identifique a viação (exceto o nome da mesma escrito na parte do meio do veículo). Ou assim deveria ser.

A esquerda, um Torino da Central indo pra São Leopoldo (município do Vale dos Sinos, Zona Norte da Gde. PoA.):

O azul-clarinho compulsório do governo estadual. Ops, pense outra vez. Algo é diferente: aquela faixa verde-escuro e amarela vertical.

Quando foi adotada a padronização, a Central cumpriu a regra. Ainda assim deu um jeito de manter sua frota personalizada, com sua cara. Você vê a faixa auri-verde. Bingo. Só pode ser da Central, é claro.

Em Teresina ocorreu algo parecido, porém inverso: um tempo em que os busos ainda tinham pintura livre mas já com uma faixa vertical colorida indicando que breve seriam padronizados, como a foto deixa claro.

Em setembro de 21 reformulo a postagem, ampliando o texto e adicionando dezenas de fotos. Pra mostrarmos resumidamente a evolução dos ônibus na capital do Piauí, desde a pintura livre, o começo da modernização com sua pintura de transição, até a implantação completa do SITT:

Atualmente com 8 terminais de integração física e mais a integração digital no cartão entre todas as linhas.

 
Vamos então as matérias que mostram o Nordeste. Começando pela série sobre o Recife:

"VENEZA BRASILEIRA" -

O apelido, evidente, se deve as muitas pontes e canais do Centro. Também chamada Amsterdã Sul-Americana, pelo mesmo motivo. Falo de vários aspectos sobre a cidade: o nome, a geografia, a pichação nos muros, e muitos outros.


 
("Choque Cultural": um curitibano no Recife - poucas cidades no mundo são tão diferentes quanto as capitais do PR e PE. Curitiba é fria, o Recife é quente, sangue-quente.
 
Agora a postagem específica sobre transportes, atualizada com centenas de fotos, o texto também foi completamente reformulado.

- "FESTA NO MORRO” ??? AH, ESSES ÔNIBUS RECIFENSES…

(Damos uma palhinha até em Teresina-PI, que também tem uma linha curiosa, "Vamos Ver o Sol".) 

Outras postagens relacionadas ao tema:

- "ATÉ CAMARAGIBE TEM METRÔ" (Além de desenhos de Maurílio e Marília em Pernambuco, mostro também Brasília Teimosa, antiga favela próxima a Boa Viagem, que até 2003 tinha palafitas dentro do mar; agora foi urbanizada e virou um bairro normal)

- TRANSGENIA BUSÓFILA (E AUTOMOTIVA EM GERAL) - Dezenas de curiosidades como essa, veículos - de todos os modais - adaptados prum uso distinto do planejado originalmente;

 


Segue a série sobre a Bahia, que conheci na mesma viagem:
 
 -  ONDE TUDO COMEÇOU: SALVADOR DA BAHIA: Essa foi a primeira e por enquanto mais longeva capital do Brasil. Uma das metrópoles mais negras do mundo fora da África
 
A cidade se espreme numa península, tem duas orlas, a de mar aberto no Atlântico e a da Baía de Todos os Santos. Com 80 km de praias (mais que todo estado do Piauí!!) o Sol nasce e se põe no mar. 

Nem tudo são flores, evidente. A cidade é bem densa, e favelas em morros são uma cena oni-presente, por quase todos os bairros, inclusive os mais caros.
 

SOTEROPOLITANO (janeiro de 2017, antes de eu ter ido pessoalmente, portanto):

A postagem começou com alguns desenhos sobre Salvador.

Adicionei algumas fotos do arquivo, mostrando cenas da periferia da cidade.

Acima "puxadinho no prédio": há um edifício, legalmente construído, com alvará e tudo. E aí sem alvará alguém sobe mais um andar por conta. Salvador É América!!! E como é!

Essa é no bairro de Perambués, mas é situação comum por todo subúrbio soteropolitano.

 
 Mais postagens em breve.
 
 
Agora as matérias da Paraíba, vizinha de Pernambuco, que visitei em 2013. 

 TERRAS DO TRIBUS URBANO: a Paraíba, ao lado dos vizinhos Pernambuco, Rio Grande do Norte e até Sergipe, e mais São Paulo, concentram os ônibus trucados (com 3º eixo) no Brasil.

ONDE O SOL NASCE: JOÃO PESSOA (a capital paraibana é a cidade mais oriental de toda América, portanto a que todos os dias recebe seu primeiro raio de Sol; nessa matéria falo um pouco do transporte coletivo também);

 ATÉ BAYEUX TEM "METRÔ": minha ida de trem ao subúrbio da Zona Oeste da Grande J.P. (Bayeux e Santa Rita) de trem. A tarifa é simbólica, R$ 0,50 (valor de 2013)Falamos rapidamente também do futebol na Paraíba, afinal 2013 foi justamente mais glorioso da história, quando esse estado levou seus dois maiores títulos, a série D do Nacional e a Copa do Nordeste.

N. SRA. DAS NEVES, PHILIPÉIA, FREDERICOBURGO, CIDDA PARAÍBAATÉ J. PESSOA SER MORTO NA CIDDE MAURÍCIO - Contamos um pouco da história do estado, os 5 nomes que J. Pessoa já teve. No embalo mostramos 2 bandeiras anteriores paraibanas, até ela chegar a atual. Ah, é a “Cidade de Maurício” é justamente o Recife.


– JOÃO PESSOA É UMA MÃE, assim definiu o taxista (recifense de nascimento e criação) que me levou do aeroporto. Um pouco do clima, vegetação, e muitas fotos da periferia.


domingo, 29 de agosto de 2021

Trovão Azul, Alma Imortal: o que é bom nunca acaba

 

Origem da imagem acima: internet (a ficha abaixo é referente a ela). As demais: Memória Gaúcha, Ônibus Brasil, Campinas de Antigamente, Buses Joyas (Chile). Créditos mantidos. Visite as fontes.
Local:
São Paulo-SP.

Data

2ª metade da década de 80.

Viação:

CMTC - Cia. Municipal de Transportes Coletivos, estatal. Já extinta.

Carroceria:

Caio Amélia 'padrão' (alongado).

Motor:

Volvo.

Observações:

Foto na Zona Leste. Atrás um Fusca, ainda o carro mais vendido da história da Terra (sem considerar 'malabarismos estatísticos' que colocam outros nomes com vendagem supostamente maior).

Zona Leste de São Paulo, final dos anos 80. Saudosa viação CMTC, privatizada em 1994. Caio Amélia Volvo 'padrão' (alongado, portas largas) cumpre a icônica linha 1178-São Miguel/Correio, que liga o bairro de São Miguel Paulista ao Centro.

Grande Porto Alegre, anos 90.

Na também icônica pintura da CMTC de São Paulo entre fim dos  anos 70 e quase toda década de 80 que ficou conhecida como "Trovão Azul".

O fundo branco e na parte inferior da lataria duas faixas em azul, a mais escura por baixo.

Tão famosa que foi copiada em todas as regiões do Brasil.

De forma idêntica ou com pequenas modificações, houveram pinturas-espelho em (pelo menos):

Campinas e na Baixada Santista, ambas no Estado de SP e portanto no Sudeste, é claro;

Grande Porto Alegre (Sul do Brasil);

Manaus, já no século 21.

Grande Brasília (Centro-Oeste);

Manaus (região Norte);

Caruaru-PE (no Nordeste)

Ou seja, nas 5 regiões do Brasil. Parafraseando uma propaganda “daquele tempo”:

O Trovão Azul “não é ‘Hollywood’ mas é o sucesso“. E que sucesso!!!

Resumindo, nos fim dos anos 80 desaparece de sua versão original, em São Paulo.

Cubatão, Baixada Santista, anos 80.

Só que ressurge na Grande Porto Alegre-RS nos anos 90. Novamente desaparece.

Entretanto novamente reaparece em Manaus-AM nos anos 2000 (1ª década do novo milênio), do outro lado da nação-continente.

O Trovão Azul é uma Fênix. Uma lenda, que transcende as barreiras das Leis que regem a matéria.

Além das homenagens mais distantes, tanto no tempo quanto no espaço, temos as mais próximas:

Enquanto ela ainda estava ativa na capital paulista, já haviam clones ali pertinho, em Campinas e na Baixada Santista.

Campinas, anos 80.


Que são como todos sabem a maior cidade interior e do litoral paulista, respectivamente..

 Parafraseando uma propaganda “daquele tempo”:

O Trovão Azul “não é ‘Hollywood’ mas é o sucesso“. E que sucesso!!!

.........

Essa decoração foi criada pelo prefeito Reinaldo de Barros (79-82), que também implantou a padronização 'Saia-&-Blusa' pras viações particulares

Brasília e Entorno, anos 90

A gestão Mário Covas (83-85) não alterou a pintura dos ônibus, nem da frota pública tampouco da particular.

A seguir Jânio Quadros (86-88) extinguiu o ‘Trovão Azul’ (mantendo o ‘Saia’ pros ônibus privados).

Porém levou um certo tempo até re-pintar toda a frota, e não é pra menos.

Eram quase 3 mil ônibus somente na CMTC, em diversos padrões de pintura, a maior parte deles estava nessa configuração.

O “Trovão Azul”, assim, existiu na capital paulista em todo os anos 80, e nos anos 90 desapareceu.

Desapareceu de São Paulo, apenas pra re-surgir em outras duas capitais do país, em lados diametralmente opostos: Manaus e na Grande Porto Alegre.

Nos anos 90 a viação Sete de Setembro de São Leopoldo adotou exatamente a mesma pintura “Trovão Azul pra caracterizar sua frota.

Caruaru-PE.

(Como sabem, ‘São Léo’ é um município do Vale dos Sinos, na Zona Norte metropolitana da capital gaúcha).

Veio a virada do milênio, e a Sete de Setembro achou que o ciclo estava encerrado.

Mudou a pintura pra outro padrão. O “Trovão Azul” morreu novamente.

Como um Lázaro de força dobrada, ele renasceu ainda mais uma vez, agora em Manaus, na outra ponta dessa nação-continente.

Dessa vez, numa empresa de fretamento, não de transporte urbano regular. Não importa. Ainda é um ônibus pintado praticamente igual.

Não precisa teste de DNA, basta olhar pra ver que o “Trovão Azul” paulistano é o pai do manauara.

De volta a SP, 2 velhos tróleibus.

Perdurou toda a primeira década do milênio, de forma que pude ver com meus próprios olhos quando visitei o Amazonas, em 2010:

A 4 mil quilômetros de onde surgiu, e mais de duas décadas depois de ter sido extinto na origem, lá estava o Trovão Azul ao vivo e a cores na minha frente, de novo.

O que é bom definitivamente nunca tem fim. Alma Imortal é isso e não há outro. Vence o tempo e o espaço.

Agora o Trovão Azul se encerrou novamente. Até onde sei não há nenhuma empresa com essa pintura atualmente.

Por hora. Como o Sol após o anoitecer, ele está só descansando. Será?

.........

Confira reportagem completa:

Ônibus-Zepelim em Belém do Pará.
 
Reformei a postagem, mostrando diversos exemplos de manifestações que se encerraram apenas pra retornarem décadas depois: o restaurante dentro do avião, o táxi-Fusca, pinturas-protóptipo e as janelinhas ovais sobre a porta da Caio, até o famoso Zepelim entrou na história.

Pois ideias são atemporais, já que são Energia. Energia nunca morre.

Mais matérias sobre  São Paulo/Capital:


NO NINHO DAS COBRAS (janeiro/16) – É o Butantã, Zona Oeste, óbvio. Nomeia o famoso ‘Instituto Butantan’, aquele que produz soros anti-ofídicos e vacinas. Dessa vez não visitei o Instituto. O foco da matéria é retratar um pouco do bairro, a Vila Gomes e Jd. Bonfiglioli,

 
Segura essa: no Chile também teve capelinha!

- CAPELINHA: RIO, SP, B.H., BELÉM E POA; PLACA NO ALTO: ESTAMOS NO SUDESTE

Quem perto de 40 (escrevo em 2021) vai lembrar quem em muitas cidades antigamente os busos tinham ‘capelinhas’ – letreiro menor no teto pro nº da linha.

Mostra o Sudeste e mais Belém-PA, Porto Alegre-RS e até Brasília-DF (onde houve esse apetrecho em maior escala), além de dar um panorama global.

Falo também de um costume, nos anos 70 e 80 típico do Sudeste Brasileiro e também presente no Chile e Argentina: pôr a chapa na grade de respiração do motor, e não no espaço próprio pra isso no para-choques.

SP:A REVOLUÇÃO NO TRANSPORTE - Evidente que as coisas estão longe de serem perfeitas. Mas comparando ao que era até os anos 90 o transporte público em SP melhorou muito. Somando as redes de metrô e trem suburbano - e precisa somar, pois você acessa ambas pagando uma só passagem - a rede sobre trilhos na Grande SP já iguala o metrô de Nova Iorque/EUA. Os ônibus paulistanos igualmente mudaram da água pro vinho, mesmo que ainda haja espaço pra melhorar bem mais. 

- 'SAIA-&-BLUSA': OS ÔNIBUS PAULISTANOS (1978-1991): Essa focando mais especificamente nos ônibus como o nome indica, abordando a pintura livre (até 1978) e as padronizações 'Saia-&-Blusa' (78-92, como dito), 'Municipalizado' (1992-2003) e 'Inter-Ligado' (2003-presente).


- "CAMALEÃO" 8000 DA CMTC: O 1º TRÓLEIBUS-ARTICULADO DO BRASIL TEVE 2 CARROCERIAS, 6 PROPRIETÁRIOS, 7 (OU 9?) PINTURAS E & NUMERAÇÕES - Fabricado em 1985, saiu de circulação em 2012. Começou Caio e foi re-encarroçado Marcopolo. Comprado estatal, foi privatizado. Iniciou a operação na Zona Leste, foi pra Zona Sul, voltou pra Z/L, de novo pra Z/S, e como o bom filho a casa torna, retornou mais um vez pra Z/L. Ficou sem placa por 15 anos aproximadamente (até a virada do milênio tróleibus em SP e várias outras cidades não eram emplacados), começou na lona, ganhou letreiro eletrônico mas nos fim retornou a lona, ganhou ar-condicionado e portas elevadas a esquerda. Enfim, o bichão é um museu-vivo do transporte paulistano - alias hoje é exatamente isso que ele é, um ônibus-museu - se houvesse espaço, ele estaria no 'Museu da CMTC' aqui retratado.

 
Matéria-portal sobre SP, onde estão ancoradas as outras reportagens que já fiz sobre a cidade. Retratei partes das Zonas Central (o Centrão mesmo e o vizinho Bom Retiro) e Sul (Brooklin e Planalto Paulista). Na Zona Sul dois bairros de classe média-alta – dessa vez, não fui a periferia.
 Falo um pouco da modernização do transporte igualmente.

- "PIXAI POR NÓIS" - A MARGINAL TIETÊ E A DUTRA - Breve ensaio fotográfico na Marginal Tietê e comecinho da Dutra. Portanto pegando as Zonas Central e Norte – inclui algumas tomadas no subúrbio metropolitano de Guarulhos.

“Deus proverá”